Há um fundo de verdade na afirmação do autor que, ainda por cima, se chama Justo.
Justo Gallego sustenta que, «para estarmos livres, temos de estar sós».
É à sua solidão que ele deve a sua obra. À sua solidão e, já agora, à sua persistência.
Gallego está, há 50 anos, a construir uma catedral.
No início, ainda teve a ajuda de cinco sobrinhos. Hoje, apenas conta com dois ajudantes.
Mas nem assim desiste. Aos 85 anos, Gallego não quer morrer sem concluir a sua obra.
Se desse ouvidos aos conselhos, porventura nem teria começado.
As regras, por vezes, têm de ser desafiadas.
Nem sempre a solidão é infecunda.
Antes (e depois) de arrastarem multidões, os grandes homens ficaram sós.
Não terá sido também esse o caso de Jesus?

