O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

Sinal preocupante. É manhã. O sol não brilha, mas o dia nasce e o cidadão levanta-se já cansado.

 

Sai a caminho do trabalho e cruza-se com muitos que já nem trabalho têm.

 

Dirige o olhar, abatido, em redor e palpita-lhe que até a esperança migrou. Tenta lobrigá-la no infinito, mas até o céu lhe aparece tingido pelo cinzento.

 

Começa então a dialogar consigo mesmo.

 

Que país é este e que terra é a minha, onde os serviços fecham, onde os empregos minguam, e não sobra uma palavra, não se vislumbra uma denúncia, não se intui uma alternativa nem tão-pouco se enxerga uma mudança?

 

Persistem os lamentos. Em tempos de penúria, acumulamos um único capital. Um enorme capital de queixa.

 

O eco da lamúria invade as ruas e aloja-se nas almas.

 

O presente está tolhido. O futuro parece bloqueado.

 

Nem tudo estará, porém, perdido. Este é o tempo em que as nuvens obscurecem o sol. Virá o tempo em que o sol vencerá a barreira das nuvens.

 

Neste mundo, nada é eterno. Nem sequer a crise.

 

Não desistamos da esperança. Ela pode ter migrado. Mas acabará por voltar.

publicado por Theosfera às 10:37

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