O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010

Não acredito numa sabedoria vaidosa, exibicionista, presunçosa.

 

O saber não está do lado da posse. Está, sim, do lado da procura.

 

Zubiri já nos prevenira. O importante não é possuir a verdade, mas deixar-se possuir pela verdade.

 

A sabedoria é, portanto, irmã gémea da humildade.

 

Só o verdadeiramente humilde é autenticamente sábio.

 

Impressiona ver como, hoje em dia, se recorre tão pouco ao não sei.

 

O pensamento tende a ser cada vez mais instantâneo. Pretende-se dizer primeiro e sobrepor-se aos outros.

 

Ora, o não sei é um documento de saber e um certificado de procura.

 

Um dos maiores sábios da humanidade exarou uma sentença que ficou célebre: «Quanto mais sei, mais sei que nada sei».

 

Descontando o exagero (pelo menos, sabe-se que não se sabe), late aqui uma profunda sapiência.

 

O caminho da sabedoria parte da percepção de que ainda há muito para descobrir, para encontrar.

 

Por isso é que verdade em grego se diz aletheia, aquilo que se vai desvelando, aquilo que vai tirando o véu e se deixa ver.

 

Sócrates ajudava a tomar consciência do não saber e, maieuticamente, apoiava o germinar do saber no íntimo das pessoas.

 

É para este saber que devemos tender. Ele vai muito para lá do que figura nas pautas de uma escola e que, muitas vezes, decorre de uma noite mal dormida.

 

Há uma tendência para dar ao saber uma dimensão apenas instrumental como sendo um meio que nos permite triunfar na vida.

 

Daí a ansiedade e a mentalidade doentiamente competitiva que se gera desde cedo.

 

Há que redescobrir o sabor do saber.

 

Há que nunca desistir de aprender a sabedoria.

 

Nunca se sabe tanto como quando temos consciência de que sabemos pouco. Esse é o sinal que nos impele a continuar, a nunca desistir, a jamais deixar de procurar.

 

Não acredito numa sabedoria ruidosa, palavrosa.

 

Acredito cada vez mais numa sabedoria persistente, delicada, bondosa.

 

Quando vejo uma pessoa humilde, a minha atenção desperta. Está ali uma pessoa sábia. Mesmo que o não pareça.

 

Não é a sabedoria que nos ensina que o que parece raramente é?

publicado por Theosfera às 10:20

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