O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010

A pergunta decisiva, hoje, não é já a de Pilatos: «Que é a Verdade?» (Jo 18, 38). É, sobretudo, estoutra: «Onde está a Verdade?».

 

Para muitos, a verdade está na conveniência. Daí que alguns mudem de verdade conforme o fluxo das conveniências.

 

 Só que a verdade raramente é conveniente. Ela é, quase sempre, inconveniente e, em alguns casos, muito inconveniente.

 

 A conveniência, regra geral, não é assumida. É por isso que exaltamos mais a verdade do que a conveniência, mas acabamos por viver mais na conveniência do que na verdade.

 

 A verdade não está na conveniência. Nem tão-pouco na aparência. Está, sim, na transparência. A conveniência ilude. A aparência esconde. Só a transparência revela.

 

 Verdade nem sempre é aquilo que aparece cá fora. É, acima de tudo, o que transparece a partir de dentro. Não nos chega, por isso, pela via da duplicidade, mas pela única via da autenticidade, da sinceridade.

 

Estar na verdade é, frequentemente, remar em sentido contrário ao da corrente. A verdade não tem de estar na maioria. A maioria (como, de resto, a minoria) é que deve estar na verdade.

 

 A verdade tem algo de único e, ao mesmo tempo, de universal. Ela pode vir através de um único e, simultaneamente, desabrochar em todos.

 

 Cada ser humano é depositário da Verdade. Não apenas da sua verdade. Mas da Verdade. Não cessemos de a procurar. Nem nos cansemos de a viver.

publicado por Theosfera às 10:18

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