O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 09 de Novembro de 2010

Parece estranho, mas é verdade.

 

Apesar de sermos portugueses, temos maior facilidade em nomear os primeiros-ministros da Espanha do que os chefes de governo de Portugal. Por uma razão, afinal, bem prosaica. São muito menos.

 

Nos mesmos anos de democracia (a diferença é mínima), a Espanha teve à frente dos seus governos Adolfo Suárez, Leopoldo Calvo Sotelo, Felipe González, José María Aznar e Rodriguez Zapatero.

 

Portugal teve: Palma Carlos, Vasco Gonçalves, Pinheiro de Azevedo, Mário Soares, Nobre da Costa, Mota Pinto, Lourdes Pintasilgo, Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes e José Sócrates.

 

14-5, ganha a Espanha.

 

Este será o caso em que menos é sinónimo de mais. Mais estabilidade constitui uma alavanca para mais desenvolvimento.

 

É por isso que, estando tão perto, nos sentimos tão longe da Espanha.

 

A nossa vizinhança é apenas geográfica.

 

E não se diga que é mais fácil constituir consensos na Espanha. Zapatero também não dispõe de maioria absoluta. As sondagens dão o seu partido muito atrás do PP. Há o caso, permanente, dos nacionalismos. E, tanto quanto se sabe, não se anda a agitar o fantasma de eleições antecipadas.

 

Que ganhamos com toda esta agitação?

 

O país não está bem. Mas que lucramos em colocar incerteza em cima da instabilidade?

 

Será que a maioria absoluta tem de ser de um só partido? E que garantias há de que as eleições antecipadas a ofereçam?

 

Porque é que não criamos, de uma vez para sempre, uma cultura do diálogo?

 

Um momento como é este não pedirá a todos que ofereçam as diferenças para a edificação do bem comum?

 

 

É nas horas difíceis que os gestos de grandeza se tornam imprescindíveis...

publicado por Theosfera às 23:21

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