O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 08 de Novembro de 2010

1. Por muito que cada homem viva, por muito que o mundo dure, ninguém põe em causa que tudo caminha para o fim.

 

Mas fim pode não ser somente termo. Pode (e deve ser) sobretudo finalidade, realização conseguida, objectivo alcançado.

 

É por isso que tudo caminha para o fim é uma frase que há-de ser complementada com uma outra, da autoria de Maurice Blondel, segundo o qual tudo tende para o cume.

 

Nem sempre, porém, o sentido destas duas afirmações está em sintonia. Na hora que passa, elas parecem ter entrado em colisão. Uma espécie de paralelismo assimptótico ameaça desencontrá-las.

 

Afinal, o progresso não é universal, nem unívoco nem irreversível.

 

Não é universal porque continua a deixar muita gente de lado. Não é unívoco porque aquilo que para uns é um elemento de crescimento, para outros é um factor de retrocesso. E não é irreversível porque há recuos onde até pouco só parecia haver avanços.

 

 

2. Este último ponto, aliás, está atravessado no interior de muitos e a levar muitas vidas à beira do precipício.

 

Houve conquistas ao longo de décadas que, de repente, começaram a ruir como um castelo de cartas.

 

Já não são apenas os pobres de outrora que continuam a lidar com a indigência. São os, até agora, remediados e prósperos que começam a ser afectados pela miséria.

 

A classe média, considerada motora para o desenvolvimento de um país, depara-se com uma situação de ruptura.

 

Começa a ser frequente ver pessoas com bons carros e óptimas moradias bater à porta de instituições de solidariedade, mendigando bens essenciais. É que o desemprego entra em todas as casas e envolve todas as famílias.

 

O progresso não satisfaz, assim, todas as necessidades. Para nosso pesar, ele cria muitas lacunas.

 

 

3. O problema é que, mesmo no seu (suposto) auge, não nos apercebemos de que o progresso não é possível se não for global.

 

A sociedade, não só a classe política, estacionou numa concepção economicista do progresso.

 

O dinheiro abre muitas janelas, mas está longe de preencher todas as ânsias.

 

E quando se desliga o progresso da justiça, abrem-se feridas que, mais cedo ou mais tarde, acabam por sangrar.

 

Daí que, desde algum tempo, a ideia de progresso comece a ser associada à ideia que, à partida, mais oposta parece: a ideia de decadência.

 

 Luís Racionero escreveu, de resto, um livro muito pertinente a que deu o sintomático título de O progresso decadente.

 

Fazendo uma revisão sobre os últimos cem anos, sintetiza: «O século XX abriu-se com teorias sobre a decadência e fechou-se com teorias sobre o caos. Pelo meio, topamos com um colossal progresso tecnológico».

 

Acontece que já Edgar Morin tinha observado que todo o progresso acarreta sempre um retrocesso.

 

E o certo é que o progresso tecnológico tem acarretado (ou coexistido com) um retrocesso humanístico.

 

Como o deslumbramento é, quase sempre, ofuscante, o enamoramento pelas tecnologias não nos deixaram ver devidamente o logro em que estávamos a cair.

 

 

4. Preocupante não é só, agora, a falta de dinheiro em muitos lares.

 

Preocupante (e aflitiva) é a colossal insensibilidade que, desde há muito, se tinha instalado em imensos corações.

 

Houve alturas em que se pagava para não produzir em vez de se pagar para distribuir.

 

Houve momentos em que se obrigava a lançar sobras alimentares no lixo, apesar da fome.

 

Luis Racionero anota que «o desenvolvimento moral não seguiu o ritmo de desenvolvimento material. O material progrediu, o moral estagnou».

 

A factura está aí. Com a estagnação da moral, o desenvolvimento material começa a ser uma recordação.

 

É curioso que, já há mais de trinta anos, o Padre Manuel Antunes, pressentia «a falta de uma revolução moral».

 

Esta falta é, hoje, mais gritante do que nunca. Para poder supri-la, todos têm de ser mobilizados.

publicado por Theosfera às 11:51

De António a 8 de Novembro de 2010 às 13:13
Esta história é infelizmente verdadeira:

Um pai, que sempre professava a sua fé católica, decidiu um dia afastar-se da esposa e dos filhos e passou a viver com outra mulher. No ano da separação, tinha apresentado uma declaração de IRS com cerca de 50.000 anuais de rendimentos.O Tribunal de Família achou justo que esse pai apenas contribuísse com um montante global de 450 euros mensais de pensões para 3 filhos menores. Essa mãe nunca tinha trabalhado, também porque o marido apreciava que ela se dedicasse aos filhos e à lida da casa.Só a renda da casa era de 600 euros mensais,numa altura em que essa mãe estava ainda sem trabalho e já tinha ultrapassado os 40 anos de idade.Só conseguiu sobreviver com empréstimos sucessivos de um familiar.Um dia esse pai pergunta ao filho mais velho como estava. E ele respondeu: " tenho andado pelos caixotes do lixo à procura de comida, pois a quantia que o pai entrega mensalmente não chega". Isto passou-se numa família de fé católica, com um pai ideologicamente de extrema- direita, assumidamente católico e grande admirador de Salazar.Também negava o holocausto e desmerecia das pessoas de raça negra. Igualmente enfatizava o superior da família. Mas, na hora da verdade, deixou os filhos à fome com rendimentos anuais, enquanto quadro superior de uma poderosa empresa,de 50.000 euros anuais...

De Theosfera a 8 de Novembro de 2010 às 14:23
Tudo isto dá que pensar, bom Amigo. Obrigado pela partilha.
Abraço no Senhor.

De Maria da Paz a 8 de Novembro de 2010 às 13:49
Palavras de Profeta, Rev.mo Senhor Doutor.
Oxalá tenhamos a sensatez de o ouvir, isto é: oxalá tenhamos a sensatez de pormos em prática o que V. Rev.ª propõe que é o mesmo que Jesus Cristo nos propõe.
Muito bem-haja!
Afectuosamente,
Maria da Paz

De António a 8 de Novembro de 2010 às 22:58
Ainda há quem viva muito bem em Portugal:


Diário da República nº 28 - I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010 - RESOLUÇÃO da Assembleia da República nº 11/2010.

Poderão aceder através do site http://WWW.dre.pt

Algumas rubricas do orçamento da Assembleia da Republica
1 - Vencimento de Deputados .................................................12 milhões 349 mil Euros
2 - Ajudas de Custo de Deputados.............................................2 milhões 724 mil Euros
3 - Transportes de Deputados ...................................................3 milhões 869 mil Euros
4 - Deslocações e Estadas .........................................................2 milhões 363 mil Euros
5 - Assistência Técnica .......................................................2 milhões 948 mil Euros
6 - Outros Trabalhos Especializados ...................................3 milhões 593 mil Euros
7 - RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA...............................................961 mil Euros
8 - Subvenções aos Grupos Parlamentares................................................970 mil Euros
9 - Equipamento de Informática ................................................2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos ....................................................2 milhões 420 mil Euros
11- Edificios ...............................................................................2 milhões 686 mil Euros
12- Transfer's Diversos ................................................13 milhões 506 mil Euros
13- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R. .................................16 milhões 977 mil Euros
14- SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS ...........................73 milhões 798 mil Euros

De Licurgo a 9 de Novembro de 2010 às 03:55
Sr. António,
o Sr. não perde uma para bater no Doutor Oliveira Salazar!
O que é que a história que conta - a do comportamento, não de um católico, mas de alguém que se proclamava católico - tem a ver com o grande estadista português?!

De António a 9 de Novembro de 2010 às 12:15
Caro Licurgo:

Conhece-me mal e provavelmente me julgará à medida dos seus próprios critérios de avaliação, aliás nada polidos, o que, convenhamos, não é compaginável com uma postura verdadeiramente católica: " o Sr. não perde uma para bater no Doutor Oliveira Salazar ! "

O tempo da Pide já acabou e hoje há liberdade de se louvar ou censurar o maçon Salazar. E também há liberdade de se criticar quem tem comportamentos farisaicos.Eu não abdico de dizer o que penso e na minha consciência mando eu...

De Licurgo a 10 de Novembro de 2010 às 16:42
Sr. António,
quem sou eu para julgar o Sr. António?!
Por aquilo que escreve, a opinião que tenho de si é que é uma pessoa que procura a Verdade, e que dentro de si se albergam princípios morais elevados.
Em relação à questão em causa, limitei-me tão só a constatar um facto: que o Sr. António não deixa escapar uma oportunidade para "bater" (teria sido melhor escrever "criticar"?) no Doutor Oliveira Salazar. Desde que frequento este belo blogue do Sr. Padre João, que verifico que o Sr. António sistematicamente zurze no grande estadista.
Limitei-me a exprimir a opinião de que para contar a dita história não era preciso chamar à liça o homem que pegou no País num período muito conturbado e de gravíssima crise, e conseguiu reergue-lo do abismo para onde caminhava.

De Joaquim Camacho a 10 de Novembro de 2010 às 21:01

Tem toda a razão!
Há uma vaga imensa de ingratidão para com Alguém a quem todos devemos muito. Chega a ser insanidade!
Parece que Salazar tem de ser o "bode expiatório" de todas as frustrações de quem não está bem consigo mesmo!

De António a 11 de Novembro de 2010 às 12:06
Caro Joaquim Camacho

Era o que mais faltava que você pudesse vir aqui fazer discursos laudatórios ao despótico Salazar e eu não o pudesse censurar. Vivemos em Democracia, não em Ditadura, é bom que se lembre. Nos tempos da Ditadura, só você é que poderia elogiar Salazar. A diferença da superioridade ética da Democracia é que agora você ainda pode elogiar o ditador.E é lamentável que adopte essa tónica mesquinha e mal educada de " parece que Salazar tem de ser o " bode expiatório" de todas as frustrações de quem não está bem consigo mesmo".
Que dizer então daqueles que passam por cima da memória de Humberto Delgado, D. António Ferreira Gomes e Aristides de Sousa Mendes, e muitos mais, aos quais o maçon Salazar tanto mal fez ? Tenha decência...

De António a 11 de Novembro de 2010 às 12:18
Sr. Licurgo

O senhor pode elogiar Salazar as vezes que lhe apetecer. Eu censurá-lo-ei sempre que assim entender. A isto se chama Democracia. O maçon Salazar foi responsável por inúmeros actos despóticos que cometeu contra a liberdade de pensamento, incluindo o assassinato de Humberto Delgado, o exílio do corajoso D. António Ferreira Gomes, e o vergonhoso ostracismo e pobreza a que devotou esse homem exemplar chamado Aristides de Sousa Mendes. Se não fosse este, Salazar ainda teria as suas mãos mais manchadas de sangue com os judeus que teria permitido hipocritamente que fossem também levados para o Holocausto. Elogiar aquele indivíduo é não ter a menor noção da diferença que existe entre o Bem e o Mal. E se eu " zurzo" em Salazar, fá-lo-ei tantas vezes quanto entender que se justifica. Você certamente fará o mesmo, mas em termos de elogiar o ditador. Afinal, agora não vivemos em tempos salazarentos, mas em Democracia, não é verdade ? E não é também verdade que os tempos em que alguns adeptos de extrema- direita, que fizeram do Catolicismo uma espécie de porta - bandeira da sua ideologia está a chegar ao fim ? O seu último reduto centra-se agora na enfatização da missa tridentina, como se o Cristianismo se resumisse a discussões hipócritas e farisaicas sobre a cor dos paramentos e dos mais diversos formalismos litúrgicos. Não, não vão conseguir sufocar a Doutrina de Cristo...

De Licurgo a 12 de Novembro de 2010 às 01:43
Sr. António,
a História não é tão linear como o Sr. parece entendê-la.
Vejo que nutre profunda antipatia (dir-se-ia ódio) pelo grande estadista que fez ressurgir o País do imenso lodaçal onde havia mergulhado. É livre de o pensar e de o dizer. Mas estude a História verdadeira, e não discorra apenas sobre situações pontuais que, muitas das vezes, estão mal contadas, ou foram deturpadas.
Já que insiste em Salazar, devo dizer-lhe que a admiração (penso que isto se passa com cada vez maior número de portugueses, até jovens que não o conheceram) que tenho do grande Português provém de haver lido as suas obras mais significativas e de conhecer razoavelmente o seu percurso como homem e como estadista. Cometeu decerto erros e não estará isento de culpas nalgumas decisões menos acertadas. Mas creio que o seu pensamento estava sempre no melhor para a Nação.
Julgo, também, que a admiração que hoje se tem daquele a quem o Sr. António chama ditador, radica fundamentalmente no cotejo com os políticos incompetentes, medíocres e oportunistas (corruptos, será o termo adequado) que se apoderaram do País, enfeudados a interesses da maçonaria e da internacional socialista. Salazar era um erudito humanista e um patriota, e estes esquerdelhos de hoje são uns incultos párias vende-pátrias, sem princípios nem valores, que, a troco de dinheiro e regalias materiais entregam, quais novos "dr. Fausto", a alma ao diabo.

Deixemos, porém, em paz, Salazar.

Fica-me uma dúvida, sugerida pela parte final do seu comentário: depois de desancar forte e feio no grande estadista, termina com uma referência à missa tridentina. A que propósito o faz, o Sr. que, já o afirmou várias vezes, não é católico?! Sabe o que é, assistiu, ao menos, a alguma missa tridentina? É outro dos seus inimigos?

De António a 12 de Novembro de 2010 às 12:29
Sr. Licurgo


Na História já houve um Salazar e um Torquemada e bastaram. Mas se lhes quer seguir os exemplos, por mim esteja à vontade...

De Nelson Pinto Ribeiro a 12 de Novembro de 2010 às 20:58
Não sou muito de escrever, prefiro ler e sou assíduo leitor deste magnífico espaço de "convívio informático" do distintíssimo Sacerdote Rev . Doutor João António, a quem agradeço a disponibilidade simples e generosa com que partilha a sua imensa sapiência e profundidade de espírito.
E posto isto, vou directo ao que quero dizer:

Entendo que é este um espaço de Paz e reflexão sobre uma tão alta espiritualidade que entendo não haver lugar a disputas com zanga. Cada um tem a sua maneira de ver as coisas e tem direito a essa maneira de encarar a vida e os acontecimentos. Decerto, tanto o Sr. Licurgo , como o Sr. António, como o Sr. Joaquim Camacho, têm razão. Porque a razão esboroa-se, muitas vezes, e cada um fica com um pedaço, maior ou menor, às vezes com umas migalhas e... outras vezes com razão nenhuma. Ora eu julgo que qualquer um destes Srs. são pessoas bem intencionadas, à procura da Verdade. Mais uma razão para nos alegrarmos com a Paz.

Todos sabemos que Salazar foi uma grande figura nacional e até mundial, mas que também foi ( e assim ficou) uma personagem controversa, com os seus limites humanos. Temos de ir em frente! E temos de buscar respostas para o nosso tempo e novos horizontes para a Vida!

Mas como o riso (ou o sorriso) são o melhor remédio, e são gratuitos ( até ver...),aqui deixo dois sorrisos (para quem tiver sentido de humor):

Quando o Papa Paulo VI veio a Portugal, em 1967, perguntou a Salazar:
-Excelência, por que razão tem 12 pessoas ao seu serviço entre Ministros e Secretários de Estado?
E Salazar respondeu:
- Santidade, Jesus Cristo teve 12 apóstolos...
Passados estes anos todos, o Papa Bento XVI veio a Portugal e perguntou ao Primeiro Ministro de agora:
- Excelência, por que razão, tem 40 pessoas ao seu serviço,entre Ministros, Secretários de Estado e Assessores?
E o actual Primeiro Ministro (que nem protocolo sabe) respondeu:
- "Eminência", Ali Baba tinha 40 ladrões!
***
Havia uma piedosa Senhora que tinha um papagaio que todos os dias punha à janela para apanhar sol e ar puro. Ora os cachopos da rua ensinaram-lhe a dizer:
-Morra Salazar! Morra Salazar!
Um dia passou um agente da PIDE e, tendo ouvido o papagaio a papaguear aquela frase revolucionária, bateu à porta da dita senhora e disse-lhe:
- Minha Senhora: o seu papagaio diz inconveniências contra o chefe do Governo. Ou a senhora retira imediatamente o animal e o elimina , ou vai presa!
A pobre senhora desfez-se em desculpas:
O Senhor desculpe! O animalzinho não tem culpa e eu também não! Foram aqueles miúdos da rua, malandros, que lhe ensinaram essas aleivosias! Desculpe!
Mas o PIDE, inflexível, repetiu secamente a ordem:
-Ou a senhora mata o animal, ou é como eu disse!

A Senhora piedosa foi ter com o Sr. Abade e contou-lhe o sucedido, pedindo-lhe conselho, na aflição de ter de sacrificar o animal da sua estimação. O Sr. Abade disse-lhe que não se preocupasse:
- Como a Senhora sabe, eu também tenho um papagaio. E dado que eu e minha irmão rezamos muitas vezes diante dele, o animal até diz umas frases piedosas; chega mesmo a repetir orações e salmos... Olhe, lembrei-me do seguinte: trocamos os papagaios. O meu vai para casa da Senhora e eu fico cá com o seu, até que ele "aprenda" alguma coisa que não comprometa a dona.
A senhora ficou agradecidíssima e levou, para sua casa, o abacial papagaio.
O agente da PIDE passou, de novo, e espantou-se com o facto de nada ter ouvido ao papagaio! (?) Tornou a passar e... nada!

Então, como nada ouvisse, e intrigado, o Pide resolveu "provocar" o animal e ele próprio disse, aos "ouvidos" do bicho:
- Morra Salazar! Morra Salazar! Morra Salazar!
Então, e depois de um "religioso" silêncio, o papagaio disse em voz pausada:
-Deus o ouça! Deus o ouça! Deus o ouça!


Muita paz e um abraço para todos.
N. Ribeiro

De António a 12 de Novembro de 2010 às 21:11
Caro Sr. N. Ribeiro

Terá certamente todo o direito de sustentar que " todos sabemos que Salazar foi uma grande figura nacional e mundial,mas, como, no que me concerne, não lhe outorguei mandato para me representar nessa tão ampla generalização, fará a fineza de me excluir desses " todos" a que se reporta e falar em seu exclusivo nome e representação.
Isto porque, parafraseando-o, e aqui concordando consigo,"cada um tem a sua maneira de ver as coisas e tem direito a essa maneira de encarar a vida e os acontecimentos" A isto se chama Democracia e Liberdade de Expressão de Pensamento. Exactamente aqueles valores que o ditador Salazar não permitiu...

De Nelson P. Ribeiro a 12 de Novembro de 2010 às 22:32
Caro Sr. António
Não tive a intenção de ofender ninguém. Apenas procurei congraçar todos.
Já por cá ando há muitos anos e sempre falei sem peias.
(Com algum risco, "no antigamente", é verdade... E agora também, por muito que se diga que há liberdade de expressão...)
Mas não vale a pena ninguém zangar-se por causa da "política".
Este é um lugar de Paz.
N. Ribeiro


De António a 12 de Novembro de 2010 às 23:12
Caro Senhor Nelson P. Ribeiro

Sempre me habituei a falar claro e isso não significa de mim qualquer estado de zanga.E não fui eu que aqui comecei com remoques " ad hominem" pelo facto de exprimir os meus pontos de vista. Este " mimo" não foi de minha lavra:

"Parece que Salazar tem de ser o "bode expiatório" de todas as frustrações de quem não está bem consigo mesmo!"

Também falo sem peias, sou claro nas minhas afirmações, não gosto de Salazar e esta belíssima Theosfera é, sem dúvida, um lugar de Paz

P.S. Agora há de facto liberdade de expressão: pode-se verberar Salazar sem se ir para a prisão.No tempo de Salazar os responsáveis pelo lamentável caso " Ballet Rose" ficaram livres mas Humberto Delgado foi assassinado, D. António Ferreira Gomes exilado e Aristides Sousa Mendes condenado a morrer na miséria com vestes de franciscano. A alguns custa ler as verdades. Paciência, habituam-se.

De Nelson P. Ribeiro a 13 de Novembro de 2010 às 00:22
Caro Senhor:
Apenas tentei fazer Paz.
Há verdades que incomodam: concordo com o Sr. Mas há muitas outras verdades que não vêm a lume e que são igualmente terríveis. E quando julgamos tudo saber sobre um assunto, às vezes nada sabemos. Há tanta deturpação!
Penso que o que é válido é fazermos o melhor que podemos e pormos a "nossa pequenina pedra" para a construção de um Mundo mais justo, mais humano, mais acolhedor e com mais Alegria. Todos juntos! De mãos dadas e sentindo que nos complementamos
na grande tarefa de erguermos um Mundo melhor para todos.
Sem ressentimentos. ( Até quando nos atacam: "passemos por cima"; as pessoas acabarão por reconhecer, na nossa delicadeza silenciosa, o mal que fizeram. Claro que nem sempre conseguimos esta atitude!)
E creia que, muitas vezes, as pessoas não têm a intenção de atacar pessoalmente esta ou aquela pessoa: apenas se exprimem de modo mais arrebatado - o que, às vezes, parece "ferocidade". Acontece a todos nós. (Precisamos, todos, de lidar com os Outros com muito tacto!)
Desejo-lhe toda a Paz, toda a Alegria, e essa "garra", sempre, para lutar pelos seus ideais: que são, afinal, os ideais de todos nós. Por caminhos diferentes, quantas vezes, mas, no fundo,os mesmos.
Não nos enfrentamos: complementamo-nos.
N. Ribeiro


De António a 13 de Novembro de 2010 às 14:43
Caro Nelson Ribeiro:

Tento seu claro nas minhas afirmações. E se isso for confundido com parecer " zangado", por retorquir nos termos que considerar dialecticamente apropriados, nada posso fazer contra os juízos livres que de mim façam. Até alguém entender que, pelo facto, de não gostar de Salazar, me coloco numa situação de supostas " frustrações" por " não estar bem" comigo próprio. Certamente que não nos enfrentamos por eventualmente divergirmos.O que mais todos precisamos é de acrescido debate intelectual e de menos grosserias. Mas estou couraçado. Já aqui fui invectivado de " anti- católico" quando censurei Tomás de Aquino. Mas nunca ninguém me catalogou como " pró- católico" quando enalteço Madre Teresa de Calcutá. Já aqui também insinuaram que eu pertenço à Maçonaria, por enaltecer os bons maçons, como esse homem exemplar que foi Manuel Tito de Morais. Mas quem assim me acusou certamente que já não dirá que sou anti-Maçonaria quando verbero a conduta despótica do maçon Salazar. Aliás, a este propósito, pergunto: teria sido por mero acaso que, a 13/5/1934, foi oficialmente inaugurada a estátua do maçon Marquês de Pombal, em Lisboa, sendo presidente da república o também maçon Marechal Carmona, e primeiro- ministro o igualmente maçon Salazar ? E que coerência têm aqueles que acusam a Maçonaria de todas as malfeitorias e já vêm tecer loas ao ditador Salazar ? A resposta, do meu ponto de vista é esta: o Catolicismo serviu, durante muitos anos, de bandeira e reduto ideológico aos apologistas de extrema-direita.E são esses mesmos que hoje não suportam que o Cristianismo seja reconduzido à Pureza Ideológica de Francisco de Assis...

De Licurgo a 13 de Novembro de 2010 às 03:44
Vejo com alguma surpresa que os meus dois últimos comentários - um, sobre Salazar; outro, sobre a falácia da proposta marxista "de cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades" - não foram registados.
Se foi lapso meu ou da internet, voltarei a tentar colocar tais comentários.
Caso tenham sido censurados, suponho, pelo autor do blogue, Sr. Padre João António, nada posso opor a tal atitude, pois o Sr. Padre João é o dono do blogue e nele só entra quem ele quer deixar entrar. Está no seu pleno direito.
Apenas direi mais que o que me moveu a escrever tais comentários foi retorquir às inverdades, por um lado; e chamar a atenção às ingenuidades demonstradas por outros.
Se isto é pecado, peço a absolvição.
E, caso tenham sido, de facto, censurados os meus comentários, devo concluir que passei a ser considerado "persona non grata", neste blogue, pelo que as minhas opiniões não são bem-vindas. Assim sendo, declaro que não voltarei a comentar num blogue que não aceita opiniões contrárias.
Com todo o respeito,
Licurgo

De Theosfera a 13 de Novembro de 2010 às 06:10
Todos os comentários recebidos foram publicados. Abraço amigo no Senhor.

De Joaquim Camacho a 13 de Novembro de 2010 às 07:10
Reponha a Verdade, Licurgo!
Desde já lhe agradeço!
(E não serei eu só a agradecer-lhe! )

De Joaquim Camacho a 13 de Novembro de 2010 às 11:08
Não deixe de participar neste valioso blogue!
O Sr. Padre, dono do blogue, não censurou o que escreveu: ele mesmo o disse.
Algum erro aconteceu, decerto. Volte a tentar publicar o que tinha intenção de publicar.

De Licurgo a 13 de Novembro de 2010 às 09:55
Mea culpa, Senhor Padre João.
O erro foi meu, que não consegui ver, no índice dos últimos comentários, aqueles dois que fizera anteriormente. A caixa estava cheia e não procurei no arquivo.
Retiro o que disse e espero que me absolva da falta e do destempero.

Santo fim-de-semana.
Retribuo ab imo pectore o abraço amigo. Paz e Bem.

De Licurgo a 13 de Novembro de 2010 às 19:40
Sr. Joaquim Camacho,
agradeço-lhe o interesse que denota pelos meus comentários.
O Sr. Padre João António garantiu que os comentários foram publicados. Eu próprio já os vi, embora para tal tivesse de ir ao arquivo de Novembro. Provavelmente ocorreu alguma falha na organização dos comentários, que deve ser atribuída certamente a questões de carácter técnico, oriundas do servidor, matéria que não domino.
Se quiser ver os comentários que não viu, deverá, pois, ir ao arquivo de Novembro (dias 8 e 11).
Se o Sr. Padre João António o permitir, aqui lhe deixo os links:

1. comentário sobre Salazar (comentário nº 11, salvo erro, num total de 23 até agora):
http://theosfera.blogs.sapo.pt/416973.html


2. comentario ao ideário de Marx e Engels (comentário nº 4) :
http://theosfera.blogs.sapo.pt/421277.html

Saúde e Paz.


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