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Terça-feira, 02 de Novembro de 2010

Das eleições dp Brasil sobra, para lá da vitória de Dilma Rousseff, a acesa polémica acerca da intervenção da Igreja na campanha.

 

Os candidatos, vendo na fé um filão e apesar de não serem praticantes, não se escusaram a demandar santuários e a falar com dignitários.

 

Por sua vez, várias figuras da Igreja, vendo nas eleições uma oportunidade, não se eximiram a tomar posição. Alguns (padres e bispos) foram mesmo ao ponto de dizer em quem jamais se deveria votar.

 

Como é sabido, a Igreja professa, oficialmente, isenção em matéria político-partidária. Mas, depois, sabe-se que, no plano informal, essa isenção nem sempre é mantida.

 

Refira-se que tal desiderato não é fácil. Até o silêncio é passível de leitura política.

 

Há duas coisas que importa conjugar: a transparência com a sensatez.

 

Numa sociedade adulta, ninguém deve estar inibido nos seus direitos de cidadania. E mais vale assumir o que se pensa às claras do que insinuar às escondidas.

 

Penso que isto, à partida, não constitui qualquer pressão. As pessoas são maduras e saberão decidir em consciência. Ninguém é dono da consciência dos outros.

 

Acontece que a sensatez obriga a que haja algum cuidado. Assim como não queremos que um jogo de futebol se transforme num comício, também não é expectável que se faça campanha numa Missa.

 

Isto não implica que não se exponha a mensagem de Cristo em todos os domínios, nomeadamente na justiça social e na opção preferencial pelos pobres.

 

Este é o terreno da Igreja: o de apontar valores e princípios. Mas daí a dizer, desde o púlpito, vamos votar neste ou não vamos votar naquele vai uma grande distância.

 

Marina Silva, que é política, eximiu-se a dar qualquer sentido de voto. Disse, e muito bem, que não era dona do voto de ninguém. Nem sequer do daqueles que tinham votado nela na primeira volta. Foi um gesto muito nobre.

publicado por Theosfera às 10:26

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