O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 30 de Outubro de 2010

O que tem de ser tem muita força.

 

Uma vez mais, o princípio enunciado por Almeida Garrett no imortal (embora, hoje, quase esquecido) livro Viagens na minha terra obtém cabal confirmação.

 

O acordo para a viabilização do orçamento foi mais imposição das circunstâncias do que produto da vontade.

 

A saída está encontrada, mas o incómodo salta à vista.

 

Fechado o referido acordo esta noite, disseram que ele ia ser assinado esta manhã.

 

Chegada a hora e com tudo preparado na Assembleia da República, vem uma indicação de que, afinal, o acordo já tinha sido assinado. Em privado.

 

Parece que Governo e PSD não querem aparecer um ao pé do outro.

 

Neste tempo de falências, até as certezas mais imediatas faliram. Quanto às incertezas, essas aparentam já ter nascido falidas.

 

Quem olha para os termos do acordo, fica na dúvida: quem é mais de esquerda? Terá sido o PSD a conseguir que algumas deduções na saúde e educação não fossem extintas. E foi o Governo a não abdicar da taxa de IVA a 23%.

 

Já ninguém entende nada, mas há coisas que também não são para entender.

 

Quero pensar que, pelo rumo que a situação está a tomar, o melhor que o Estado faria era não intervir tanto. Que, ao menos, não estorve. Há muitas energias tolhidas que têm muito para dar.

 

Há um Portugal empreendedor, capaz de dar um rumo novo ao futuro. Há muita coisa boa a surgir.

publicado por Theosfera às 11:56

De António a 30 de Outubro de 2010 às 12:41
Vivemos num país surreal. O presidente convocou o Conselho de Estado, numa mera jogada política que surtiu um duplo efeito: o acordo entre o Governo e o PSD e a sua reeleição. O Conselho de Estado é um órgão consultivo do PR, para ser ouvido quando o PR vai tomar alguma decisão relevante. Qual era neste caso a decisão presidencial que Cavaco poderia tomar, depois de consultar o CE ? Nenhuma. Não havia nenhuma AR para dissolver.Mas a jogada foi bem feita e também assegurou a reeleição de Cavaco. No subconsciente colectivo, vai instalar-se a ideia de que foi Cavaco quem não permitiu que o país entrasse em bancarrota. É a política portuguesa no seu melhor ou pior lado espectacular. Mas a novela não ficou por aqui. Qual seria o orçamento concreto que o PSD aprovaria se Passos Coelho estivesse no lugar de Sócrates ? Ficamos agora a saber: praticamente o mesmo com ligeiras pinceladas. Mas tanto estardalhaço social- democrata para se chegar ao fim desta caricata novela nacional com esta tão óbvia conclusão ? Pobre país, que está entregue à demagogia política reinante. Foi deprimente escutar Catroga na televisão queixar-se de ter ficado umas horas a secar, à espera de resposta de Teixeira dos Santos e de ter em casa um familiar doente. A quem, digo eu, deveria proporcionar uma canja de galinha e uma aspirina a condizer. Cavaco a convocar o CE quando constitucionalmente nada tinha para decidir, Teixeira dos Santos e Catroga aos amuos, mas divergentes em meras minudências orçamentais. Catroga a revelar ao país que tinha em cada um familiar doente. PS e PSD a fazerem de conta que o problema não está tanto no orçamento, mas no desgoverno das contas públicas e no facto de estarmos dependentes de financiadores externos. Paulo Portas, esse, está calado, Deve estar a remoer qual o seu contributo para a gravíssima crise orçamental, ao aprovar a escandalosa aprovação dos submarinos...

De Theosfera a 30 de Outubro de 2010 às 12:50
Concordo a cem por cento com a sua anáilise brilhante. Se fosse ao contrário, creio que os papéis seriam simetricamente diferentes. Cada um quer ocupar o melhor lugar no palco. O povo, esse, pena. Porque já nem consegue pensar.
Obrigado. Abraço amigo.

De António a 30 de Outubro de 2010 às 13:43
Estimado Padre João António:

O determinista Einstein sempre contestou o princípio da incerteza da física quântica, com a sua famosa frase " Deus não joga aos dados". Mas, se fosse vivo, e analisasse a política portuguesa provavelmente mudaria de ideias quanto à refutada validade desse princípio. Portugal deve ser o único país do mundo onde um primeiro- ministro, sucessivamente envolto em notícias polémicas, é reeleito. Onde Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras e Isaltino Morais, depois de criminalmente pronunciados, são também facilmente reeleitos. Agora acabamos de ver a inabilidade política de Passos Coelho, cuja desastrosa condução no processo do OE 2010 custou já o aumento dos juros da dívida pública, no dia em que Teixeira dos Santos e Catroga amuaram.O que será que se passa com a idiossincrasia nacional tão sujeita ao princípio da incerteza ? Não sei, não tenho conhecimentos nem competência para me pronunciar sobre domínios do infra - consciente. Mas algo de muito estranho se passa. Parece que gostamos de rumar para o precipício. Será propensão patológica ? Será Destino ? O nosso triste Fado ? Até no futebol se vê esta negativa tendência lusa: só começamos a jogar bom futebol quando é preciso recuperar de resultados negativos... :-) Abraço amigo.

De Theosfera a 30 de Outubro de 2010 às 13:57
Uma vez mais, tem carradas de razão. Às vezes, sou compelido a pensar que os especialistas complicam ainda mais o que complexo já se mostra. Mesmo agora, o ministro das finanças diz que o acordo alcançado implica um deslize de 500 milhões, cuja recuperação afectará mais sacrifícios. Não será que a competência inibe o saber? Há, de facto, uma espécie de pulsão genética para o abismo na alma lusa. Acontece que temos estado sempre á beira dele e ainda não nos afundámos. E, depois, há esta tendência demoníaca para o estigma. Quem propõe justiça é logo acoimado de demagogo. O problema é que os melhores são afastados e toda essa gente se vai mantendo. Inclusive com o nosso voto. Há pois ,mais que um problema económico, um gritante problema cívico e um momentoso problema ético. Até quando?
Muito obrigado. Abraço amigo.


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