O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 30 de Outubro de 2010

Em Cristo está tudo. Ele é o universal concreto.

 

Ele é o rosto de Deus e a face do Homem. Ele é o caminho para o Céu e é o sentido da terra.

 

 Ele está na vida e também na morte. Ele encontra-Se na Cruz e igualmente na Glória.

 

 Como é óbvio, ninguém consegue imitá-Lo na plenitude. Apesar de sermos chamados à imitação de Cristo, sabemos de antemão que acabamos por acentuar aspectos, dimensões. Mas sabemos também que é para a totalidade que devemos tender.

 

 Em Jesus estava unida a autoridade e a verdade. Ele apresentou-Se como sendo a verdade (cf. Jo 14, 6) e foi em nome da verdade que Ele corporizou a autoridade (cf. Mc 1, 22).

 

 Isto significa que, em Jesus, há uma profunda circularidade entre a verdade e a autoridade: a autoridade dimana da verdade e a verdade certifica a autoridade.

 

 Nem sempre, porém, esta interacção se tem mantido ao longo dos tempos. Não raramente, apela-se para a autoridade sacrificando-se, desse modo, a verdade.

 

 São muitos os casos em que se prescinde da comum procura da verdade (que é Cristo) optando-se por se decidir unilateralmente em função da autoridade.

 

 Uma autoridade que dispense a verdade é credível? Na fé, a autoridade só é credível no âmbito da verdade, em nome da verdade. Não basta a credentidade. É fundamental a credibilidade.

 

 Em Cristo, salta à vista que a autoridade é filha da verdade. Será aceitável uma verdade que seja meramente filha da autoridade?

 

 É que a autoridade também está sob o escrutínio da verdade. Sendo a Igreja, como lembra Walter Kasper, a «casa da verdade», a autoridade tem de procurar ser sempre o eco da verdade.

publicado por Theosfera às 10:51

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