O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010

Parece que, enquanto o Conselho de Estado se reunia, Teixeira dos Santos e Eduardo Catroga reencontravam-se.

 

Desta vez, os holofotes estavam longe. A discreção sempre é melhor conselheira.

 

É natural que o Conselho Europeu de hoje tenha acentuado a pressão e feito saber o desconforto.

 

O presidente da república vai falar e um acordo vai nascer.

 

Não é o paraíso, mas ao menos escapa-se ao pesadelo.

 

Ainda não será desta que vamos sair do fundo, mas talvez não nos afundemos ainda mais.

 

Em si mesmo, um acordo é sempre de saudar.

 

Vamos olhar em frente e, de uma vez para sempre, concentremo-nos na comunidade e não nos interesses.

publicado por Theosfera às 21:17

De António a 29 de Outubro de 2010 às 22:15
Cavaco Silva, ao convocar o Conselho de Estado logo a seguir ao momento da aparente ruptura negocial, agiu bem e com clarividência de estadista.Creio que foi, até agora, o seu melhor momento como Presidente da República. O país, disse Cavaco, atravessa uma crise económica muito grave. Está dependente dos financiadores internacionais. E, sem orçamento aprovado, seria o descalabro. Hoje, Cavaco Silva assegurou a sua reeleição, mas não vai ter o meu voto, como nunca teve. É um homem sério,que não anda atrás de benesses materiais ilegítimas, mas que, contudo, gere muito bem as suas legítimas ambições. A questão que, a meu ver, agora se levanta, é saber se, doravante, Cavaco também vai falar sempre que qualquer governo entrar em derivas de má gestão dos dinheiros públicos. Não parece que possa furtar-se a essas constantes intervenções, se essas más gestões se verificarem. Doutra forma, lavaria as mãos como Pilatos dos desgovernos da gestão estatal. A acentuação da vertente presidencialista do regime também me parece que hoje saiu reforçada. E é exactamente o terreno onde Cavaco mais bem se movimenta. Mário Soares era, ao seu estilo bonacheirão, exímio a gerir a figura institucional informal que ele criou: a magistratura de influência.Era o seu oceano predilecto. O oceano de Cavaco é outro: o exercício autoritário do poder presidencial. Os portugueses, numa espécie de psicose bi-polar, amam Cavaco tanto como Mário Soares. Coloquem Mário Soares a dançar com as peixeiras da Nazaré que está óptimo. Soares é " fixe". Dêem também aos portugueses um Cavaco austero e distante, que também está perfeito. Nem os romanos ou Napoleão nos conseguiram dominar. E fizeram bem. Por nós e por eles.Aliás, se César ou Napoleão tivessem conquistado parte da peninsular jangada de pedra. em pouco tempo ficariam mentalmente afectados. Não há quem nos possa entender. Nem nós próprios...


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