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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010

Depois de muitas reuniões, o país ficou a saber que não há acordo quanto ao Orçamento de Estado.

 

Dobrada a questão técnica, sobra agora espaço para a decisão política.

 

O CDS, o PCP e o BE já disseram que iam votar contra.

 

Rompidas as negociações, o PSD também terá tendência para ir pelo mesmo caminho.

 

Palpita-me, porém, que a abstenção acabará por ser a opção.

 

Tratar-se-á de viabilizar sem concordar.

 

Não há acordo. Irá haver orçamento.

 

Caso contrário, haverá crise. Ou, melhor, haverá mais crise. Ou não?

 

Será que Miguel Cadinlhe tem mesmo razão quando diz que «uma justa crise é melhor que um mau orçamento?»

 

E se pensássemos, de uma vez para sempre, no país, nos mais pobres?

 

Quando falam, parece que todos têm razão.

 

Quando agem, parece que ninguém tem a solução.

publicado por Theosfera às 12:00

De António a 27 de Outubro de 2010 às 12:17
O PSD não concorda, mas deixa passar. É um mau orçamento, com o qual significativamente diverge, sustentando que é pernicioso para o país ,mas deixa passar. Se for assim, a política portuguesa atinge o seu clímax de loucura. Isto assim não é digno...

De Theosfera a 27 de Outubro de 2010 às 12:38
Tem toda a razão, bom Amigo. Será que o fundo ainda pode ser mais fundo?
Abraço amigo.

De António a 27 de Outubro de 2010 às 12:55
Estimado Padre João António:

Qualquer pessoa consciente concordará que é fundamental reduzir drasticamente a dívida pública. Ninguém, nem nenhum país deve viver acima das suas possibilidades. A questão não é essa. É saber como vão ser feitos os sacrifícios no corte abrupto de despesas. É lá concebível que a Segurança Social ande a fazer cortes de verbas às IPSS, e sei do que falo, quando os bancos, em tempos de crise financeira mundial, só pagam 5% de IRC ? É admissível que o Estado tenha despendido uma brutal verba com a estatização de prejuízos do BPN ? E porque é que já não o fez o mesmo com o BPP ? Porque no BPN existiam muitas aplicações de políticos da nossa praça e no BPP não ? A dúvida é legítima porque a incongruência e a discriminação positiva do BPN é patente. É também concebível que, num país em crise, o Estado tenha continuado a gastar verbas muito avultadas com auditorias externas quando esses serviços poderiam ser realizados no âmbito da própria Adminitração Pública ? È eticamente admissível que a Segurança Social corte verbas de primeira necessidade e a banca possa continuar a pagar uma ridicularia de IRC para entidades que, por vezes, chegam a praticar juros quase usurários ?...

De Theosfera a 27 de Outubro de 2010 às 16:04
Essas são perguntas deveras pertinentes. Mas, aparentemente, todos lhes passam ao lado. Como é possível termos chegado a este estado?
Abraço amigo.

De Cristina a 27 de Outubro de 2010 às 13:55
Será que quando se chega ao fundo do poço a única saida é para cima... ou será a crise, a pá para cavar ainda mais o poço para baixo...

De Theosfera a 27 de Outubro de 2010 às 16:03
Questão deveras pertinente. É doloroso sentir como, por vezes, o fundo consegue ser mais fundo. O que é mais doloroso é verificar que prospera toda uma sensação de desnorte, em que cada um se agarra ao seu ponto de vista e não se olha para a causa nacional. Mas, apesar de tudo, acredito que uma luz brilhará.
Muito obrigado por esta acutilante colaboração.
Abraço amigo.


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