O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 26 de Outubro de 2010

Assumo que não esperava nenhuma novidade no discurso de anúncio de recandidatura do Prof. Cavaco Silva à presidência da república.

 

Viu-se o esforço em demarcar-se de qualquer quadrante político-partidário. E chegou mesmo a dizer que o seu partido é Portugal.

 

Tentou colocar-se acima das discussões. Ensaiou um discurso de Estado, mais próprio de um presidente já reeleito do que de um recandidato.

 

Reclamou uma grande parte da responsabilidade pela situação do país não se ter degradado ainda mais. «Em que situação estaria o país se eu não fosse presidente da república?» Mas será que ainda poderíamos estar pior?

 

Disse que tentará ajudar a melhorar a vida dos mais desfavorecidos. O problema é que não se sabe muito bem com que meios.

 

Assume que fugirá a uma demasiada exposição mediática.

 

As maiores novidades têm que ver com a sobriedade da campanha.

 

Anuncia que os gastos totais serão metade do permitido.

 

E a melhor notícia é mesmo que não haverá cartazes na rua.

 

Refira-se que, até agora, são já seis os candidatos que se perfilam à suprema chefia do Estado: o Prof. Cavaco Silva, o Dr. Manuel Alegre, o Dr. Fernando Nobre, o Dr. Defensor Moura, o Eng. Francisco Lopes e o Prof. Luís Botelho Ribeiro (este, estranhamente, quase ignorado pela imprensa).

 

 

publicado por Theosfera às 20:35

De António a 26 de Outubro de 2010 às 23:52
Não aprecio Cavaco Silva e não o escondo. Demasiado circunspecto, taciturno, enigmático e esfíngico para o meu gosto.Reconheço-lhe dotes de bom governante, mas foi nos seus governos que aconteceu a bandalheira da bolsa, a assassina frase " gato por lebre", os dinheiros comunitários para abate de barcos pesqueiros e para pousio dos terrenos férteis. Fez muitas auto- estradas, controlou as finanças públicas no tempo de Sá Carneiro. Mas o resto é muita propaganda inteligente. Quando não quer responder às perguntas incómodas, mastiga bolo-rei, real ou metaforicamente falando. Depois é tão " modesto":" Em que situação estaria o país se eu não fosse presidente da república?» Estaria de facto muito pior ou melhor ? Foi Cavaco quem denunciou os desperdícios de dinheiros públicos, malbaratados em auditorias externas à Administração Pública ? Que se insurgiu contra os facto de os bancos só pagarem 5% de IRC ? Que alguma vez procurou que fosse investigado a fundo o escândalo financeiro incomensurável do BPN ? Que avisou o primeiro- ministro a tempo e horas para a degradação das finanças públicas ? Não. Sabem porquê ? Porque andava a gerir com pinças a sua campanha de marketing tendo em vista a sua reeleição e, no resto do tempo, entretinha-se, ou a comer bolo rei, ou a ocupar o espaço público televisivo com assuntos " tão nacionalmente importantes" como o Estatuto dos Açores ou as supostas escutas...

De Maria da Paz a 27 de Outubro de 2010 às 00:02
«Campanha sem cartazes» - é assim que deveria ter sido sempre!
As vaidades e desmedidas ambições dos políticos, paga-as o Povo!
E quanto mais propaganda fazem, menos valem e mais confundem (será mesmo essa a intenção?!) o Povo, o pobre "Zé" que tudo sofre e tudo suporta!
Maria da Paz

De Evágrio Pôntico a 27 de Outubro de 2010 às 00:43
Bom Padre João.
com todo o respeito, e sem querer usar um blogue católico de elevação espiritual, como tribuna política, seja-me permitido dizer que o Sr. PR actual tem-se revelado um homem pusilânime... eu diria, um desencanto para quem julgou ver nele um estadista.

Não creio que venha a modificar o seu estilo num segundo mandato. De falas doces, bem medidas demais, de "tabus", de medo de ofender os poderes instalados... Cavaco Silva não é - a manter-se o seu estilo "mastigado", de consensos inúteis ... - o homem de que Portugal precisa para se livrar das garras da maçonaria que sufocam tudo... e vão continuar a destruir o País...
Oxalá me engane...!

Paz e Bem.


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