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Terça-feira, 26 de Outubro de 2010

Nunca a linguagem de Marcelo Rebelo de Sousa foi meramente informativa ou analítica. Mas jamais terá sido tão performativa como no passado dia 17.

 

O que disse, no seu comentário semanal, interferiu decisivamente com a realidade. A bem dizer, nem sequer foi um comentário. Foi a notícia. A notícia que muitos esperavam e que surgiu de modo inesperado. E bastante solene.

 

Tudo indica que terá havido uma articulação com o Prof. Cavaco Silva. É claro que tal articulação nunca poderá ser assumida. Fica, assim, escrito mais um capítulo da vida política em Portugal: um comentador que, pelo menos uma vez, foi porta-voz!

 

O normal seria que, na véspera do anúncio da recandidatura, houvesse uma informação aos órgãos de comunicação social.

 

Acontece que há um orçamento para garantir, mesmo ainda antes de ser formalmente discutido ou aprovado.

 

E, no mesmo plano formal, é muito diferente ter um orçamento com um presidente ainda não candidato ou com um presidente já candidato.

 

Não havendo garantia de aprovação para o orçamento, a intervenção de um presidente recandidato abre pretexto para todas as interpretações. Desde logo, acerca de uma putativa falta de parcialidade.

 

Daí a importância de anunciar o anúncio com aquela antecedência. Os principais partidos perceberam a mensagem, como aliás o mensageiro fez questão de explicar.

 

As negociações começaram e tem havido reuniões todos os dias. O cálculo apontava, naquela altura, para que hoje, dia 26, tudo estivesse decidido. 

 

O líder do PSD, ontem à noite, mostrava bastas reservas. A esta hora, não sabemos como as coisas estão. Mas palpita que o fumo branco sobre o orçamento vai surgir antes das oito da noite.

 

Sucede que, com tudo isto, o élan do anúncio da recandidatura do presidente já foi retirado. No palno comunicacional, o verdadeiro anúncio foi no dia 17. Pela boca do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa...

publicado por Theosfera às 11:32

De Theosfera a 26 de Outubro de 2010 às 22:57
Afinal, o anúncio já ocorreu e o fumo branco ainda não foi assegurado. Há quem diga que o acordo já está garantido. Ou que, mesmo não estando, o PSD lá viabilizará o orçamento do Estado em nome do interesse nacional.


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