O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010

José Mattoso é uma das pessoas que mais admiro. Não apenas pelo seu saber, que é muito, mas também pela sua humildade, que é ainda maior.

 

Ontem, deu uma entrevista sobre o seu percurso de vida, onde transparece toda uma panóplia de valores que cativam o mais desatento.

 

Assume-se como aluno de 13, 14 e não tem rebuço em qualificar-se como sofrível.

 

Isto dá logo que pensar. Como é que alguém excelente se apresenta como sofrível em contraste com tanta gente sofrível que se pavoneia como excelente?

 

Fala das suas opções, da sua entrada e da sua saída do mosteiro e do sacerdócio. No ar, fica uma necessidade de melhor se encontrar com Deus.

 

Há uma busca de pureza e autenticidade muito grande, que nem sempre é compreendida nem acolhida.

 

Evoca, com pesar, uma vida religiosa barroca, formal, assente nas exterioridades.

 

O que mais me toca é a referência a S. Francisco de Assis e à sua pureza que consiste em viver «o Evangelho sem glosa». Trata-se do «Evangelho despojado das derivas que foram acontecendo ao longo dos tempos». Trata-se, enfim, de uma procura da «autenticidade inicial».  

publicado por Theosfera às 10:50

De Maria da Paz a 26 de Outubro de 2010 às 01:17
As pessoas "do meu tempo" recordam-se de que, no Liceu, estudávamos História em compêndios da autoria de José Mattoso .
Que saudades!
Há dias li, algures, que José Mattoso era o autor dos «compêndios liceais aprovados pelo Estado Novo.»
Mas a verdade é que sabíamos História. Universal e Pátria.

Hoje, em Democracia (será?!), um desgraçado de um professor que tente leccionar 'Os Lusíadas' ou a 'Mensagem' fica de cabelos em pé quando os alunos "casam" a pobre Inês de Castro com D. Sebastião, ou quando "colocam" no trono, como primeiro rei de Portugal, o Infante D. Henrique, ou quando "descobrem" que os Portugueses derrotaram os Castelhanos na batalha de... "Alves Barrota". Juro que não estou a inventar nada: estas "anedotas" aconteceram nas minhas aulas, de há uns vinte anos a esta parte.
Caso para perguntar: afinal, que diabo aprendem os alunos nesta época?!!!
Caso para repensar o ensino nestes tempos!...
Saudades dos compêndios de Mattoso !
Maria da Paz



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