O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 04 de Outubro de 2010

Alguém devia dizer aos nossos maiores responsáveis políticos que parassem um pouco e não aparecessem tanto.

 

O chefe do Governo e o líder da Oposição desdobram-se em declarações a que já só uma ínfima minoria dispensa atenção.

 

Aliás, nota-se que a reacção já nem é tanto a revolta, mas o desinteresse. E isto é preocupante.

 

Dizia Salazar que «estar calado não é o mesmo que estar inactivo». Não falta, porém, quem resuma tudo à comunicação. O problema é quando esta se reduz ao ruído, ao espectáculo, à falta de substância.

 

Para muitos, com efeito, a realidade está na comunicação. Era bom que se percebesse que fundamental é que a comunicação esteja na realidade.

 

A comunicação deve veicular (ecoar) a realidade. Não há-de colori-la, adorná-la, eclipsá-la.

 

Mas a vertigem da imagem não é um exclusivo político. É, cada vez mais, uma deriva cívica.

 

Ainda ontem, ao passar os olhos pela televisão, dava para perceber como esta vertigem está a asfixiar o bom senso.

 

Acima de tudo, o que se pretende é mostrar, mostrar-se.

 

Não interessa o conteúdo, não importa o saber. O que vale é aparecer.

 

Como é possível que se vá a um concurso de canto sem a menor apetência para cantar? E como é que alguém vai a um concurso de cultura geral com limitações profundas no que é mais elementar? Retenho só um exemplo de há dias: alguém disse que o rio que banha Tomar é o Lima!

 

Parece que foi inaugurada uma casa (dita) dos segredos. Não faço ideia do objectivo. Suspeito apenas que se trata da apologia do nada e do esplendor do fútil. Sinal dos tempos?

publicado por Theosfera às 10:07

De Maria da Paz a 4 de Outubro de 2010 às 12:04
Rev.mo Senhor Doutor:
V. Rev.ª põe o dedo na ferida. Na verdade, vivemos a época do vazio, da futilidade.
A tal "Casa dos segredos" deve ser mais um programa nocivo à formação da Juventude. É a ditadura dos "media" no seu pior: a mediocridade. Ou ainda pior: a perversidade. E ninguém nos acode!
Afectuosamente,
Maria da Paz


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