O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 02 de Outubro de 2010

Para quem aprecia a moderação como alavanca da convivência, confesso que começa a entediar este clima de excesso em torno da implantação da República.

 

É sempre bom recordar aquilo que muita gente desconhece.

 

Mas faz falta um pouco de sentido crítico. Aqui e ali, predomina uma linguagem um pouco hagiográfica.

 

Não esqueçamos que o período da I República correspondeu, sem dúvida, a muitas aspirações, mas foi vivido também num clima de ódio, perseguição e rancor.

 

Antes, as coisas não estavam bem. Mas não ficaram muito melhor.

 

E o desfecho foi uma ditadura!

publicado por Theosfera às 11:58

De Maria da Paz a 3 de Outubro de 2010 às 01:14
Rev.mo Senhor Doutor:
Já vivi muitos anos e confesso que ditadura, ditadura, mesmo, sinto estar agora a viver, desde há umas décadas .
Ditadura mascarada, travestida (como agora 'sói' dizer-se) de "democracia". Tudo manda e ninguém manda. A Liberdade degenerou em libertinagem.
Assim, temos a ditadura da mediocridade, a ditadura da impunidade (ou quase) relativamente aos criminosos, a ditadura da libertinagem despudorada e sem freio, a ditadura de um ateísmo feroz (e dissimulado - às vezes pouco...), a ditadura de uma Escola que não forma (antes deforma) o carácter das crianças e adolescentes, a ditadura da soltura de costumes - erigida em "modernidade". Mas há mais...
Por exemplo a ditadura da palavra feia que nos fere na rua - e nas Escolas... A ditadura da grosseria com que muitas vezes somos tratados - sem que ninguém nos acuda - até, quando calha, em repartições públicas...

Afectuosamente,
Maria da Paz

De Theosfera a 3 de Outubro de 2010 às 13:07
Ex.ma Senhora Dra:
Concordo inteiramente com o que diz. A expresão ditadura, como sabe, refere-se ao que os próprios autores do golpe de 28 de Maio de 1926 assumiram em documentos oficiais.
Muito obrigado. Não há dúvida de que, hoje, há preocupantes sinais de ditadura (in)cívica.
Muita paz no Senhor.

De Maria da paz a 3 de Outubro de 2010 às 13:54
Rev.mo Senhor Doutor
Muito obrigada pela resposta.
A verdade é que muito se enfatizou a designação de "ditadura" relativamente ao regime anterior, dando-lhe a conotação de um tempo tenebroso. Houve, claro, aspectos maus, muito maus. Muitos deles, mais por força das circunstâncias e da conjuntura sócio-político- económica da Europa.
Eu acho que se tratava de um Governo forte e que tinha um rumo. Foi um tempo em que se promoviam os valores e em que as pessoas honestas estavam mais defendidas e em que os prevaricadores eram desincentivados, pois tinham castigos duros. Foi um tempo em que todos fomos obrigados a ir à escola primária; mas não passávamos ao ano seguinte sem o programa sabido. Quem tinha diplomas tinha o correspondente saber. Hoje... estamos como estamos. Há diplomas ("resmas" de diplomas para todos os gostos), mas não há saber. Há, quantas vezes, uma grosseira arrogância dos ignorantes que nem se dão conta de tal.

Nunca, nessa altura, Portugal esteve tão mal, financeiramente, como hoje.. Houve muita pobreza, é certo, mas vínhamos de uma monarquia decadente, com uma população paupérrima e de uma 1ª República que não melhorou esta situação, só a piorou. Depois, a Espanha sofreu a Guerra Civil que só habilmente, diplomaticamente, se evitou em Portugal. Seguiu-se a 2ª Grande Guerra , com a Europa em sangue e as consequências de tal tragédia. Nós fomos poupados aos "banhos de sangue"; contudo, não foi possível evitar a fome.
Agora, sem guerra na Europa, sem o Ultramar, com as avultadas ajudas da então CEE (malbaratadas sem controlo), estamos como estamos.
Como encarar estes governos e estes políticos que não cuidaram da "res publica"?
Muitos deles não governaram: governaram-se. Outros não tiveram o necessário senso financeiro, político e humanístico, para nos levarem a bom porto.
Que se demitam!

Afectuosamente,
Maria da Paz


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