O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

Os tempos são outros. A sensibilidade é diferente. E a capacidade de mobilização quase nula.

 

Que diriam os nossos antepassados de trezentos, de seiscentos e de novecentos, que se rebelaram ante castelhanos e ingleses por causa da ingerência destes na nossa pátria, se fossem confrontados com a notícia de que o orçamento do estado português vai precisar de um visto prévio da Comissão Europeia?

 

Acresce que ainda há quem diga que isto é pouco!

 

A integração na Europa constitui, ipso facto, uma alienação de soberania, mas não deixa de ser sintomático que tudo aconteça praticamente sem qualquer reacção.

 

O mesmo se diga do afastamento do Prof. Manuel Maria Carrilho do cargo de embaixador na Unesco.

 

Até pode dar-se o caso de ser uma decisão normal. Mas é impossível não associar a medida às posições que ele tem tomado.

 

Voltamos a ter delito de opinião? Pensar pela própria cabeça será um pecado irremissível?

 

Mas então temos de pensar pela cabeça de quem?

 

Estamos em democracia. Mas será que temos muitos democratas? Como vai a nossa cultura democrática?

 

A independência e a liberdade são valores matriciais da civilização.

 

Impressionante é que tudo isto vá contando com uma espécie de anestesia cívica.

 

Os tempos não correm fagueiros para a cidadania.

 

Parece que as coisas só afectam os outros.

 

Mas, atenção, o que acontece hoje aos outros, pode acontecer amanhã a nós.

 

Parafraseando Martin Niemöller (num texto também atribuído a Bertolld Brecht), «primeiro vieram buscar os judeus e eu não me incomodei porque não era judeu. Depois levaram os comunistas e eu também não me importei, pois não era comunista. Levaram os liberais e também encolhi os ombros. Nunca fui liberal. Em seguida os católicos, mas eu era protestante. Quando me vieram buscar já não havia ninguém para me defender».

 

É sabido que a ditadura dos factos é (im)pressionante, mas que, ao menos, a nossa voz se faça ouvir.

 

O silêncio raramente é neutro. Ele é, quase sempre, conivente com a tirania.

publicado por Theosfera às 10:45

De António a 21 de Setembro de 2010 às 12:46
Há democracia formal mas não substantiva. Ecumenismo mas desde que os outros pensem como nós. Liberdade de pensamento mas desde que os demais não ultrapassem os limites do política e teologicamente correcto. Existe uma tirania do pensamento único hipocritamente disfarçada de polida democraticidade. Mas quando rompemos com os pontos de vista alheios de uma forma clara, aí o verniz estala, o polimento é mandado às malvas. E os argumentos " ad hominem" aparecem à catadupas.O Cristianismo perdeu imenso com esta tirania num ponto essencial: no debate dialéctico e fraternal de ideias distintas. Há tempos andei a estudar a temática do inferno. E apercebi-me que Cristo, quando se referiu a essa temática, aludiu ao fogo da Geena, que constitui a transliteração do termo hebraico Geb Hinnóm, que significa Vale de Hinom. Ora, esse vale, no tempo de Cristo, localizado fora das muralhas de Jerusalém, era usado como depósito de lixo, onde eram lançados cadáveres de pessoas consideradas indignas, restos de animais e toda a espécie de imundície Usava-se enxofre para manter o fogo aceso. Cristo usou essa referência como símbolo de destruição eterna. Porém, uma visão inculta da linguagem essencialmente metafórica e parabólica de Cristo consolidou-se, durante séculos, como local físico de penas perpétuas, onde um Deus bondoso permitiria que os Seus filhos malvados ficassem a arder por toda a Eternidade. Que tem esta visão inculta a ver com Deus? Nada de nada. E o que tem ela a ver com a ignorância humana? Tudo de tudo. Os danos que esta visão literalista causou à Humanidade foram terríficos. Perante a sua consolidação, muitos dos nossos irmãos e irmãs ainda hoje acreditam que Deus os pode deixar ficar a arder perpetuamente. E se alguém sustentar que essa, como a grande maioria das parábolas de Cristo, eram isso mesmo, parábolas, quem acreditar na concepção de um Deus que permite a existência de uma fornalha eterna para os grandes pecadores, vai aplicar as parábolas quando convém e deixar de aplicá-las quando não convém. Há tanto mas tanto ainda para fazer teologicamente na correcta interpretação do Evangelho. Mas, para um aprimoramento do conceito da Bondade de Deus, dois elementos são essenciais: remar contra a maré dominante e escutarmos a Voz que nos vem do coração…

De Evágrio Pôntico a 21 de Setembro de 2010 às 17:21
Sr. Padre João António, felicito-o por mais um oportuno texto.

Creio que o que se está a passar em Portugal - e no resto do mundo - com o coarctar de liberdades essenciais é o prenúncio do novo governo mundial que se vem preparando de há muito para nos reduzir a escravos dos grandes senhores.
É uma combinação de forças entre os "illuminati" e a maçonaria.

A estratégia passa também por, numa primeira fase, desacreditar (o que se está a ver com toda a nitidez) a Igreja Católica, único bastião seguro para a Humanidade. Numa segunda fase, será a liquidação total da vertente espiritual e religiosa do Homem, para que este, sem alicerces sagrados, possa sucumbir, com facilidade, aos desmandos dos senhores do mundo...
Aldous Huxley, no seu "Admirável Mundo Novo", profeticamente, revela muito do que já se está a passar e se prepara para vir. O condicionamento que se está a perpetrar no plano estatal na educação de crianças, jovens e adolescente, é sinal seguro de que a escravidão se aproxima.

Só Deus poderá salvar a sua Criação de tais abomináveis indivíduos, ligados a satanás, e seus fiéis servidores. Tudo está relatado no Apocalipse. Passaremos por tempos muito duros, terríveis. Mas a Justiça Divina triunfará! Jesus cumpre sempre as Suas promessas, e Ele disse que estará connosco até o fim dos tempos…









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