O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

Se tantos conseguiram tanto, porque é nós não havemos de conseguir?

 

O santo não é extraterrestre. Não é sobre-humano. É da nossa terra. Pertence à nossa condição.

 

Deus não aprecia uma santidade que desumaniza, que desmundaniza ou que desfraterniza. A santidade é a consciência de que somos filhos e de que, por isso, somos irmãos. A santidade é fraternal, é amorosa, é empenhativa.

 

 Ser santo é ser verdadeiramente humano. É ser autenticamente feliz. Tudo isto inclusive nas circunstâncias mais adversas. O sermão da montanha é o código da santidade. Não é necessária a prosperidade, a riqueza ou a glória para ser santo. É possível ser santo na pobreza, no pranto, na adversidade, até na perseguição.

 

 Ser santo é deixar que Deus aconteça na nossa vida e na vida dos outros. Ser santo é participar na construção de um mundo melhor. É intervir na transformação da humanidade. É não pactuar com a injustiça. É falar com os lábios e testemunhar com a vida.

 

 A santidade está ao alcance de todos. É o que há de mais democrático e invasivo. Que se respire santidade na Igreja e na Humanidade.

 

 O santo é o grande sábio. É sábio porque é humilde e manso. Tem certezas, mas não agride quem ainda não as encontrou.

 

 O santo é o maior teólogo. Pode não exibir particular ciência, mas expende especial vivência. Há sabedoria maior do que aquela que está estribada na vida?

 

 Não digas, pois, que a santidade não é para ti. Claro que é. Foi Deus que quis fazer-te essa proposta. Todos nós somos pequenos, sem dúvida, diante de algo tão grande, tão pulcro.

 

 Ser santo é ser paladino da bondade, peregrino da esperança e construtor da paz. 

publicado por Theosfera às 10:49

De António a 16 de Setembro de 2010 às 11:35
Tomás de Aquino agrediu verbalmente quem divergia da sua teologia, incentivando à morte física dos que considerava hereges. João Crisóstomo produziu textos violentíssimos e insultuosos contra os judeus. Martinho Lutero e Hitler seguiram-lhe as pisadas.No final da sua vida, Tomás de Aquino admitiu que tudo o que tinha escrito, para usar as suas palavras, tinha sido palha. Tomás de Aquino foi santificado e João Crisóstomo também. Eu recuso-me a chamar-lhes santos. Cristo ensinou-nos a separar o trigo do joio e a não confundir o Bem do Mal. Santo Ambrósio,esse, foi para mim um dos maiores vultos da Cristandade, que profundamente admiro. Como Francisco de Assis.Como o padre Maximilian Kolbe. Como Madre Teresa de Calcutá. Como João Paulo I. Como Sousa Martins.Como Chico Xavier. Como todos os homens e mulheres de rectas intenções, generosos, que não fazem das suas condutas modelos inquisitoriais de intolerância, perseguição e condenação, mas de aconchego e de verdadeira fraternidade. A estes, sim, chamo santos...

De Licurgo a 16 de Setembro de 2010 às 16:05
Sr. António, se me permite, gostaria de fazer-lhe a seguinte pergunta: o que o motiva a insultar, insistentemente, tudo o que diga respeito à Igreja Católica (à qual, com desdém, apelida sempre de Icar...)?
Apedreja as grandes personalidades da Igreja Católica e louva um espírita, como Chico Xavier, que tanto mal fez a tanta gente, que acreditava que o homem tinha algum poder especial, só porque dizia que "comunicava" com os mortos...?!

De António a 16 de Setembro de 2010 às 20:34
Senhor Licurgo:

O seu comentário não me merece resposta. Ele é de tal forma eloquente que fala por si...

De Mª Amélia a 17 de Setembro de 2010 às 01:24
Caro Licurgo estava aqui a reflectir, no seguinte:

É realmente muito estranho constatar que os heterodoxos, ou ateus ou hereges ou cépticos actuais (como lhe queiram chamar) insistem em comparar-se a Jesus Cristo!

Inúmeras vezes insinuem ou mesmo referem que Ele seria considerado um “herege”, naquele tempo.

Pelo menos os protestantes com quem costumo dialogar utilizam esta forma de argumentação, a fim de (tentar) refutar a Doutrina e as Autoridades da Igreja Católica, como se esta fosse uma “sociedade de fariseus” e os outros uma série de "cristos” muito justos e sábios que contestam aqueles.

Além disso comparam a Consciência Divina de Jesus (que, no Seu tempo enfrentou uma corja de hipócritas muito bem disfarçados), com a consciência humana e falível deles, hoje.

Esquecem-se porém que foi, nem mais nem menos, o Próprio Jesus que fundou a Igreja e que lhe prometeu assistência. Deve ser muito mais importante, para estas pessoas, um esotérico qualquer do que o Papa?! Será?

Esquecem, também que o Divino Mestre alertou que não vinha revogar a Lei e que “nem um só ápice da Lei” seria esquecido. Veio aperfeiçoá-la.

Esquecem, ainda que os chefes daquele tempo cumpriam uma série de normas, de um modo exterior e não com o coração. Essa era a diferença. Por isso Jesus os denunciou.

Quantas vezes, nos Evangelhos Jesus menciona a “Lei e os Profetas” e cita imensas passagens das Sagradas Escrituras. Sim Ele Mesmo refere: “Sagradas Escrituras”.
Não sei se me entendeu caro Licurgo?!

Um abraço na Paz!




De Licurgo a 20 de Setembro de 2010 às 13:14
Sra. D. Maria Amélia,
julgo ter entendido o teor do seu comentário.
Hoje, como dantes e sempre, os inimigos da Igreja Católica - a única, a verdadeira, a que fez o Cardeal Newman abjurar do anglicanismo e converter-se - continuam a ser impulsionados pelo demónio, na tentativa da destruição da Igreja de Cristo.
Não nos deixemos iludir por "falinhas mansas" e falsas atitudes de pretensa conciliação e "ecumenismos". São apenas puras manobras de infame sedução.
Muitas vezes alguns desses espíritos apresentam-se como conhecedores "profundos" (?!) da História da Igreja Católica, mas, subtilmente, com ataques camuflados, mas sistemáticos, a grandes santos e figuras da Igreja, tentam lançar a confusão na mente dos católicos.
É preciso, pois, muito cuidado com tais lobos que procuram disfarçar-se de cordeiros.
Um abraço na Paz também para si.


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