O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010

1. No início de mais um ano lectivo, é importante que nos capacitemos do objectivo global do processo educativo. Este não pode ser tutelado por um qualquer governo. Ele está a ser permanentemente escrutinado pela vida.

 

É a vida que desponta como a matriz suprema e o critério maior do percurso de um aluno.

 

Não se deve reduzir a educação ao ensino. Ou, então, não é lícito que o ensino se circunscreva à leccionação das diversas matérias.

 

É necessário que seja dado espaço aos agentes para que se empenhem, activamente, no essencial: o crescimento da personalidade.

 

Convém ter presente que, periodicamente, a escola avalia conhecimentos. Mas é a vida que vai fazendo, de modo contínuo, a aferição dos comportamentos.

 

Nem sempre os índices de satisfação são tranquilizadores. Não basta olhar para a pauta de um estabelecimento de ensino. Urge reparar no porte da pessoa.

 

 

2. A boa educação não decorre apenas (nem principalmente) de altas classificações.

 

Já dizia Cuvier que «a delicadeza é o carácter que distingue os homens de espírito e boa educação».

 

O civismo não é mensurável, mas é, obviamente, perceptível. Ou imperceptível, se ausente.

 

A educação torna-se compensadora quando visa não somente a preparação de mentes brilhantes, mas a formação de personalidades luminosas.

 

Por isso e como sugere Augusto Cury, a escola deverá tender para se tornar não só um albergue de conhecimentos, mas um laboratório de valores.

 

Daí a importância de se valorizar tanto as atitudes de nobreza como os conhecimentos de excepção.

 

Aliás, Alceu Amoroso Lima defende que «a sabedoria está para lá da ignorância e para lá da ciência».

 

Fundamental é que «cada um de nós deve ter o amor da perfeição: saber que devemos querer o máximo, mas saber que o máximo nunca atingiremos».

 

De resto, a própria santidade também passa por este meridiano. Ela «é um mosaico de pequenas virtudes. Os grandes gestos são raros. No mais, a vida é feita de pequenos gestos anónimos».

 

Por conseguinte, «temos de adquirir o sentido de sermos o menos imperfeito possível. Isto já é uma grande conquista».

 

 

3. É neste sentido que comungo do pensamento de Joaquim Azevedo quando sugere que o Estado não devia intervir tanto no processo educativo.

 

O prioritário tem de ser mesmo a escola e, particularmente, a relação entre o professor e o aluno.

 

É esta a pedra de toque, a partir da qual tudo pode ser transformado. A própria interacção com a comunidade muito pode ganhar a partir daqui.

 

O forte clima competitivo, que tende a reinar na escola, leva a que o outro comece a ser visto, desde cedo, como um rival.

 

Ora, a escola há-de ajudar a ver o outro não como adversidade, mas como oportunidade.

 

A escola terá de ser uma semente de fraternidade. Ser colega tem de ser entendido, cada vez mais, como irmão.

 

 

4. Como se compreende, a escola prepara para o mundo. Mas quando pensamos em mundo, logo nos voltamos para o mundo exterior.

 

É neste que o sucesso (ou o fracasso) se torna mais visível. Acontece que é tempo de cultivar igualmente o mundo interior.

 

Como adverte Augusto Cury, «somos hoje subjugados por necessidades que nunca foram prioritárias: o consumismo, a estética, a segurança».

 

Como é difícil obter tudo isto no imediato, «a vida humana torna-se um espectáculo de frustração, de medo, de ansiedade».

 

É preciso trabalhar, cada vez mais, «o mundo das ideias, dos pensamentos, dos sonhos, das emoções».

 

A verdade, como asseguram os sábios, está na totalidade. E a totalidade da pessoa do aluno parte do fundo, de dentro, do interior.

 

É daí (e não das secretarias de um ministério) que vem a maior riqueza.

 

O melhor manual é mesmo a pessoa do aluno. É esse manual que temos (todos!) de reaprender a ler. Incessantemente…

publicado por Theosfera às 11:24

De Evágrio Pôntico a 15 de Setembro de 2010 às 03:18
Cara Maria Amélia,
a questão não apresenta quaisquer dúvidas, e nenhum católico deverá ignorar esta certeza: os maçons estão, desde sempre, apostados em destruir a Igreja Católica. Unem-se aos protestantes e aos espíritas para atingir tal desiderato.
Será de utilidade e de excelente proveito ler a Encíclica "Humanum Genus", do Papa Leão XIII, sobre a maçonaria, onde, com notável sabedoria, o Santo Padre revela as intenções tenebrosas da maligna seita.
Paz e Bem, em Jesus Cristo nosso Salvador

De António a 15 de Setembro de 2010 às 11:24
Mas será que você inclui na "pérfida" Maçonaria o seráfico Salazar,iniciado em 1914,como maçon na loja revolta, nº 336, em Coimbra, proposto pelo também maçon Bissaya Barreto, com o nome simbólico de Pombal ?
Se tiver dúvidas, pode desfazê-las na obra do juiz José da Costa Pimenta, " Salazar, o Maçon", da Bertrand Editora.
Quanto às suas apreciações generalizantes e maniqueístas, ficam com quem as profere. Debate intelectual sério é outra coisa...

De Mª Amélia a 15 de Setembro de 2010 às 15:15
Muito obrigada querido irmão, Evágrio Pôntico!!!
O seu "nick", para mim revela muito. No entanto no "deserto" observa com atenção.
Que Nosso Senhor o cubra de bênçãos!

Vou dizer-lhe uma coisa: Não sei porquê sofro muito pela causa da Igreja Católica! Estou a eescrever este texto entre lágrimas! Talvez considere um sentimentalismo sem propósito. Mas não seria sincera se o omitisse.

Quanto ao nosso irmão António considero-o exactamente como tal, um irmão. Por esse motivo tenho mantido diálogo.

Cordialmente em Cristo, um abraço. Reitero os meus agradecimentos!

De António a 15 de Setembro de 2010 às 18:08
Estimada Maria Amélia:

Também a considero minha irmã, mas isso não me inibe de exprimir sinceramente os meus pensamentos e os meus sentires. Ao longo do tempo de permanência que levamos neste maravilhoso blogue, tentei sempre debater a essência dos assuntos, segundo os meus legítimos, discutíveis, mas convictos, critérios de avaliação do que é justo ou injusto. Habituei-me a não dividir as pessoas, nem em função de crenças ou descrenças, ou em razão de naturais diferenças filosóficas ou políticas. Minha querida mulher é ateia e o meu melhor amigo é ateu. Nunca procurei saber se alguém pertencia ou não ao Opus Dei ou à Maçonaria para convívio fraternal, porque o que me interessa são as pessoas íntegras e de Bem, onde quer que se encontrem. A história de Portugal está repleta de exemplos medíocres de católicos ou maçons, que se comportaram de forma indigna. Entre o católico, pseudo -católico ou maçon Salazar e o católico Aristides de Sousa Mendes todo um universo ético os separava. O mesmo digo entre alguns maçons oportunistas e a figura excelsa de Sousa Martins, médico maçon e espírita, que é popularmente venerado como santo.
Se se der ao cuidado de ler o médium espírita Chico Xavier, certamente verá que foi um dos nossos irmãos mais bondosos. O mesmo digo dessa figura de referência chamada João PauloI. O mesmo afirmo ainda de Gandhi, Martin Luther King, Oscar Romero, Padre Maximilian Kolbe, Madre Teresa de Calcutá, D. Helder da Câmara, Dalai Lama., Oscar Schindler. O mundo não se divide entre bons e maus, no sentido de que os católicos são bons e os maçons maus. Entre nós, assinalo as figuras superiores dos maçons António Arnaut, que criou o serviço nacional de saúde e de Manuel Tito de Morais. Há dias, na Tv, assisti a um programa em sua memória. E foi aí que soube que Tito de Morais tinha recusado um lugar de destaque numa empresa por achar chocante o salário que iria auferir em contraponto com o valor do salário mínimo nacional. Não reconheço como cristão ninguém que cometa a leviandade grosseira de dizer barbaridades como a Maçonaria é uma “maligna seita". Se eu fosse aqui desfilar tudo quanto de podre se passou e passa também no seio da ICAR teria muito que contar. Os homens e as mulheres de Bem são sempre de Bem onde quer que se encontrem. Repito: não necessito de pertencer à Maçonaria para me insurgir contra generalizações injustas.
Prezo muito a minha liberdade autónoma de pensamento para não me integrar em nenhuma espécie de capelinha ideológica, seja ela a Maçonaria ou o Opus Dei.
A Doutrina de Cristo chega-me e sobra para sustentar os meus pressupostos comportamentais.
Ganhi disse magistralmente: " não conheço ninguém que tenha feito tanto pela Humanidade do que Jesus. O problema são vocês, cristãos, que nem sequer começaram a viver segundo os seus ensinamentos".
Que falta cá fazes Gandhi...

De António a 15 de Setembro de 2010 às 20:20
Estimada Maria Amélia:

1-Aqui está, no comentário acima publicado a minha resposta à acusação de me considerar anti-católico.

2-Quanto à insinuação, que me dirigiu, de pertencer à Maçonaria,no mesmo comentário também está tudo quanto me apeteceu esclarecer.

3- Fico-me por aqui.


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