O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 02 de Setembro de 2010

 

Há quem se preocupe com o risco de banalização da oração. À força de se insistir tanto nela, pode haver o risco de ser banalizada. Que ninguém se preocupe com a oração. Que nos preocupemos, sim, com tal preocupação.

 

É claro que um acto demasiado repetido comporta esse risco. Mas não é por causa da repetição. É por causa de não lhe reconhecermos o intrínseco valor que tem. Haverá acto mais repetido (e, portanto, tendencialmente mais banal)  que comer ou dormir? E, não obstante, ninguém questiona a sua importância, a sua necessidade.

 

Sobre a oração sobrelevemos este dado: nunca se peca por excesso. Por muita oração que se faça, será sempre pouca para o que Deus merece e para o que nós precisamos. A oração, como adverte o magno Karl Rahner, é como o ar que se respira. Nós estamos sempre a respirar.

 

Para amar o próximo nada melhor que amar a Deus. Para amar a Deus nada melhor que amar o próximo.

publicado por Theosfera às 17:57

De António a 2 de Setembro de 2010 às 19:47
" Rezar não é pedir"

Mahatma Gandhi

De Mª Amélia a 3 de Setembro de 2010 às 14:45
Revmo Sr. Padre João António.
A propósito do tema “Oração” recordo-me de Santo Agostinho, comemorado há poucos dias e que é conhecido como homem de oração. Ao aproximar-nos dos escritos de Santo Agostinho, o “encontramos vivo”, como disse Possídio.

Se unirmos o nosso coração ao coração de Agostinho e deixarmos que as suas palavras nos contagiem, experimentaremos a oração como dom do Espírito e a presença de Cristo. A oração se faz diálogo de fé, louvor e anseio de Deus. Começa assim o livro das Confissões:
“Sois grande, Senhor, e infinitamente digno de ser louvado. É grande o Vosso poder e incomensurável, a Vossa Sabedoria.

O homem, fragmento da criação, quer louvar-Vos; – o homem que anuncia a sua imortalidade, arrastando o testemunho do seu pecado e a prova de que Vós resistis aos soberbos. Todavia, esse homem, particulazinha da criação, deseja louvar-Vos.

Vós o incitais a que se deleite nos vossos louvores, porque nos criastes para Vós e o nosso coração vive inquieto, enquanto não repousa em Vós”.
“Que eu Vos procure, Senhor, invocando-Vos; e que Vos invoque, crendo em Vós, pois nos fostes pregado.

Senhor, invoca-Vos a fé que me destes, a fé que me inspirastes por intermédio da Humanidade de Vosso Filho e pelo ministério do vosso pregador”. (Confissões)
(Se algo não estiver correcto queira corrigir-me, por favor, Revmo Padre)

A oração jamais deve confundir-se com uma contemplação inerte e estéril, que satisfaça o nosso desejo de religiosidade, sem transformar o nosso coração e a nossa situação (desse estilo de “oração” devemos afastar-nos, sim). Porque há-de pedir ao Espírito Santo o dom da fortaleza para discernir a Sua Vontade e realizar moções evangélicas.

Estamos a aprender! O “homem novo” não se faz de uma hora para a outra! De qualquer forma arrisco a dizer que, a “pior” oração é aquela que não se faz!






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