O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010

O mundo é diferente de Deus e Deus é diferente do mundo. Mas o mundo não é estranho a Deus, nem Deus é estranho ao mundo.

 

Mais, entre Deus e o mundo a relação não é de estranheza mas de entranheza. Deus está entranhado no mundo, o mundo está entranhado em Deus. Isto não contende, portanto, com o reconhecimento da diferença ontológica nem, por conseguinte, da transcendência de Deus.

 

Como dizia Xavier Zubiri, Deus não é transcendente às coisas; é transcendente nas coisas. Ou seja, no mundo Deus revela-Se como é.

 

O mal foi assimilarmos a diferença à separação. Já Yves Congar reconhecia que «ao ideal de um Deus sem mundo houve quem respondesse com o ideal de um mundo sem Deus». Paulo VI, nesta mesma linha, avisava que um dos grandes dramas da nossa época era a ruptura entre a fé e a cultura.

 

A relação entre Deus e o Homem não é de disjunção, mas de conjugação. Não se estabelece com um ou, mas com um e. Não um e de mera adição, mas de presença: Deus está no Homem e o Homem está em Deus.

 

Dois autores chamaram a atenção para esta situação. Xavier Zubiri fez sair, em 1983, o célebre O Hombre e Deus. Edward Schillebeeckx publicara, em 1964, Deus e o Homem. Na diversidade de pontos de vista e de dados, avulta algo estruturante e interpelador: o futuro não está na separação, mas na relação.

 

O Homem é mesmo habitação divina. Cada homem. Todo o homem. Também tu, meu Irmão. 

publicado por Theosfera às 11:39

De António a 12 de Agosto de 2010 às 13:26
São muito poucas as pessoas verdadeiramente bondosas. Pelo menos a avaliar pela minha experiência de vida. Mas, no meu querido e já falecido pai, eu vi Deus.Tinha a especial qualidade humana de não reagir às injustiças.E, durante toda a sua vida, só praticou o Bem.Era intrinsecamente incapaz de fazer Mal fosse a quem fosse.E nunca o vi a proferir nenhuma sentença de base religiosa. Nenhuma condenação, nenhuma ameaça de inferno, nem sequer a alusão recorrente a Deus. Foi ele que me ensinou a atentar na organização social harmoniosa das sociedades das formigas e das abelhas. Conseguia ver Deus em tudo o que era cooperação e partilha mas raramente falava de Deus.Há cerca de 3 anos que deixei de rezar. Não me sinto no direito de pedir a Deus especiais benesses para mim. A comunhão com Deus é algo de diferente. É uma intimidade de alma. Um encontro com a nossa Vozinha Interior.Sim, também penso que Deus habita em cada ser. E não apenas nos humanos. Há animais que têm uma tão grande doçura no olhar que neles também sinto Deus. Quando alguém se torna genuinamente santo, apresenta-se como Deus. É Deus que está nesse momento sagrado a resplandecer...

De Theosfera a 12 de Agosto de 2010 às 13:42
Que belo o testemunho de seu querido Pai, bom Amigo.
Abraço no Senhor.


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