O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 09 de Agosto de 2010

Nem sempre o avanço é garantia de crescimento.

 

Já Edgar Morin se apercebera de que todo o progresso acarreta sempre um retrocesso.

 

Hoje, estamos melhor no conhecimento tecnológico. Mas estaremos melhor no conhecimento sapiencial?

 

Há mais ciência. Mas haverá mais sabedoria?

 

Quando lemos os textos de Lao Tzu, escritos há 2500 anos, fácil é perceber o quão longe estamos da sabedoria daqueles tempos.

 

 

publicado por Theosfera às 13:00

De Mª Amélia a 10 de Agosto de 2010 às 14:40
Eu diria que temos menos Ciência, menos Sabedoria e mais facilitismo.

No tempo, em que eu era aluna e, nos primeiros anos de docência, isto não acontecia! Começou com os subsídios da CEE! Agora temos de os pagar...Lembro-me que um ano, de 22 alunos reprovei 7!

O Inspector queria obrigar-me a "facilitar" e fazer "vista grossa"! Não cedi! Se fosse agora estava na rua!

Apelou à minha sensibilidade e perguntou se o meu filho era assim tão bom aluno! Fiquei aborrecida! Era provocação!

Respondi-lhe que, mesmo não sendo, para ali chamado havia sido classificado com "cincos" a 7 disciplinas! As restantes com "quatros"! Não teve mais argumentos! Vejam o texto abaixo!

Avaliações

Parece que só 3% dos juízes tiveram "suficiente" nas suas avaliações. O resto foi corrido a "bom" e "muito bom". Realmente não percebo porque nos queixamos da nossa justiça com tanta iminência que por lá habita. Ou somos nós que não sabemos valorizar o que temos, ou é o sistema de avaliação de juízes que é uma treta. Adivinhem onde está a razão...

Lembro-me enquanto militar de dar parte de um soldado que tinha prevaricado. Apresentei queixa, e o sargento, meio estupefacto, disse-me que com o que ele tinha feito muito provavelmente já não levava o "louvorzito" que ele até já tinha preparado. Quando saí da messe dos sargentos, o mesmo continuou estupefacto por eu não lhe ter dado ouvidos.

Corria o ano de 1993 quando dei aulas num curso patrocinado pelo Fundo Social Europeu. Em 15 alunos só 4 passaram na minha disciplina. Não, não fui "lixado", fui justo face ao que era esperado que os alunos aprendessem. A melhor nota foi um 19, a segunda um 16, depois um 12 e um 10, e o resto teve negativa. Simplesmente discriminei positivamente.

Os alunos ficaram chocados e eu fui chamado à direcção onde recebi o "toque" (essa especialidade nacional), para rever as classificações. Parece que só poderia haver um ou dois chumbos nos dois anos de curso para um total de 24 disciplinas. Indiferente ao "toque", disse que de forma nenhuma daria um "toque" nas classificações. Nesse mesmo dia, e na aula de despedida, a maioria da plateia estava muito incomodada pelo facto de, logo na primeira disciplina, se ver com os calos apertados. Recomendei vivamente que estudassem mais e que olhassem para a colega que teve 19, e o outro colega que teve 16.

Parece que a organização que dava o curso recebia os fundos da CEE em função das notas. E realmente eles deram-me o "toque" de saída ao nunca mais ter sido convidado a lá leccionar. Ainda hoje penso na aluna do 19 e do aluno com 16. Como se terão eles diferenciado da "malta".

Enquanto formos todos "porreiros" a coisa não anda para a frente. O "porreirismo" dá pouca assistência à melhoria contínua do indivíduo e convida ao nivelamento por baixo. Isto tem de ser muito bem interiorizado.

Fonte: http://www.oinimputavel.blogspo

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