O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Os pessimistas podem não ter simpatia. O problema é se têm razão.

 

Ernâni Lopes assegura que «Portugal vai ter grandes dificuldades para sair desta crise».

 

E onde se vai sentir maiores problemas é na sociedade.

 

Uma nota de esperança, porém, assoma: tudo depende de nós, dos portugueses.

publicado por Theosfera às 11:42

De António a 30 de Outubro de 2009 às 13:00
Estamos em crise há dezenas de anos .O mais fácil é dizer que vai ser difícil sair da crise. O mais difícil apontar caminhos concretos. Portugal não tem nenhum rumo estratégico definido e ,neste domínio,somos um total deserto de propostas.Nem em questões elementares,como a da Justiça, nos sabemos organizar.E um país sem justiça pronta nunca mais funcionará em termos económicos.Depois,temos uma enorme apetência pela burocracia e por complicar o que é simples...

De Zé da Burra o Alentejano a 30 de Outubro de 2009 às 16:49
O FIM DE DO OCIDENTE

A Globalização, tal como foi concebida, vai determinar o fim da prosperidade do ocidente que passará para segundo plano e será ultrapassado pelas as novas superpotências que esta "globalização selvagem" ajudou a criar: a China, a Índia...
O Ocidente caiu na armadilha da globalização que interessava às grandes Companhias, que pretendiam aproveitar-se dos baixos custos de produção no oriente. Todos sabem que o custo da mão de obra é insignificante no valor dos bens produzidos nos países do oriente, em virtude dos baixos salários e da inexistência de quaisquer obrigações sociais.
Como os bens produzidos nesses países se destinam sobretudo à exportação para ocidente; quando a população do ocidente perde poder de compra, a crise acaba por atingir também as novas potências. Mas a crise nesses países é e será sempre um menor crescimento económico: há poucos anos era de dois dígitos e agora deverá ficar-se por 6 ou 7%, e a isso não se poderá chamar de “crise”. A crise atinge o ocidente e quando passar o centro económico do mundo estará a oriente, pois terá chegado o fim dos anos de ouro do ocidente. Os EUA serão também ultrapassados.
Ao aderiram ao desafio da "globalização selvagem", os países ocidentais ajudaram à mudança porque não exigiram aos países do oriente que prestassem às suas populações melhores condições sociais, como: criar regras laborais, melhores salários, menos horas e menos dias de trabalho, férias anuais pagas, assistência na infância, na saúde e na velhice para poderem aceder livremente aos mercados do ocidente. Não, o ocidente optou simplesmente por abrir as portas à importação sem condições, criando assim uma "concorrência desleal e selvagem” de que sairá sempre a perder. Restará às unidades de produção ocidentais três alternativas: 1ª) Mudam-se para oriente; 2ª) Fecham portas antes da falência; 3ª) Não resistem à concorrência que lhes foi imposta e vão à falência. A única alternativa seria a de nivelar os salários e demais condições sociais pelas do oriente. E não é a isso que estamos a assistir neste momento? Nalguns desses países existe mesmo escravatura no literal significado da palavra e trabalho infantil (não de jovens de 14,15 anos mas de meninos/as de 6,7 anos). Assim, o ocidente e a UE ditou a sua própria “sentença de morte económica”: enquanto algumas empresas não resistem à concorrência e fecham as portas para sempre, outras irão deslocar-se mesmo para a China ou para a Índia para assegurar a sua própria sobrevivência o que provocará o definhar da economia ocidental e o desemprego. E os trabalhadores: será que depois do razoável nível social que atingiram vão aceitar trabalhar a troco de um ou dois quilos de arroz por dia sem direito a descanso semanal, sem férias, sem reforma na velhice, etc...? Não! por isso o ocidente está já a iniciar um penoso caminhar em direcção ao caos: a indigência e o crime mais ou menos violentos irão crescer e atingir níveis inimagináveis apenas vistos em filmes de ficção que nos põem à beira do fim dos tempos como consta nos escritos bíblicos. A Segurança Social, cada vez mais suportada pelos próprios trabalhadores (como incentivo à deslocalização), não poderá em breve suportar o esforço para minimizar os problemas que irão crescer sempre: a época áurea do ocidente já é coisa do passado e em breve encher-se-á de grupos de salteadores desesperados, sobrevivendo à custa do saque. Regressaremos a uma nova “Idade Média”, se é que poderei chamar assim: A classe média desaparecerá e existirão uns (poucos) muito ricos, alguns à custa do crime violento e/ou económico, e que habitarão autênticas fortalezas protegidas por todo o tipo de protecções e que apenas sairão rodeados por guarda-costas dispostos a matar ou a morrer pelo seu “senhor”; haverá, em simultâneo, uma enorme mole de gente desesperada de mendigos e de salteadores que lutam pela sobrevivência a todo o custo e cuja protecção apenas poderá ser conseguida agrupando-se, pois as ruas serão dominadas pelos marginais, ficando as polícias confinadas aos seus espaços próprios e reservadas para reprimir as “explosões” sociais que possam surgir.
PS e PSD são os dois fiéis representantes em Portugal desta globalização, por isso não podem enjeitar os resultados que estão a surgir.

De Zé da Burra a 3 de Novembro de 2009 às 12:20
Mais: A democracia só é viável com uma classe média apreciável, sem ela como esperam os políticos manter-se no poder? Como vão convencer os trabalhadores escravizados a votar neles? Será com o apoio de criminosos e outros marginais? Será que vão conseguir enganar a maioria dos trabalhadores e convencê-los de que a miséria é bom pra eles?


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