O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

Não são muito animadoras as notícias da economia. E, nestas alturas, o caminho costuma ser mais austeridade ainda.

 

É provável que não haja alternativas.

 

Penso, porém, na distinção de Pascal entre o espírito de geometria e aquilo que ele denominava espírito de finesse.

 

Aquele é mais raciocínio, lógica. Este é sobretudo intuição.

 

Não haverá por aí uma nesga de intuição?

 

Diminuir a despesa é um caminho. Mas, já agora, que seja para todos.

 

Não será possível estimular o crescimento?

 

O crescimento provoca investimento. O investimento gera riqueza. A riqueza fará frente à despesa.

 

Apareça alguém que nos estimule.

publicado por Theosfera às 11:49

De Maria da Paz a 21 de Junho de 2010 às 16:40

Como se levanta um Estado


«Às almas dilaceradas pela dúvida e o negativismo do século, nós tentamos restituir o conforto das grandes certezas. Não discutimos Deus e a virtude; não discutimos a autoridade e o seu prestígio; não discutimos a Pátria e a sua História; não discutimos a Família e a sua moral; não discutimos a glória do trabalho nem o dever de trabalhar.

Se a fé não é uma mentira, é uma inexaurível fonte de vida espiritual; mas se como virtude ela é um dom de Deus, nós não compreendemos nem que se a imponha pela força, nem que exista vantagem em contrariar a sua acção. No decurso da História, viu-se muitas vezes o programa de governos ou Estados estender à almas a inquietude do despotismo e destruir nelas o germe da fé. Empreitada sem glória! O tempo passa, reparam-se os estragos, reconstituem-se as igrejas e o culto, mas não se podem fazer ressurgir as virtudes que nunca mais foram praticadas, nem evitar a triste desolação das almas que perderam um mundo.

Posto à parte, individualmente, socialmente, o valor intrínseco da verdade religiosa, nós temos necessidade de absoluto, e não vamos criar pelas nossas mãos, do seio das coisas contingentes e efémeras, o que existe fora e acima de nós … »
In Como se levanta um Estado, de António de Oliveira Salazar

Rev.mo Senhor Doutor,
Afectuosamente,
Maria da Paz

De Maria da Paz a 21 de Junho de 2010 às 17:12
Como se levanta um Estado
(…)
Nós não discutimos a família. Os homens nascem nela, as gerações aí se educam, aí se forma o pequeno mundo de afectos sem os quais o homem dificilmente pode viver. Quando a família se destrói, destrói-se a casa, destrói-se o lar, desprendem-se os laços de afinidade para deixar os homens face ao Estado, isolados, estrangeiros, sem laços e despojados moralmente de mais de metade de si mesmos; o nome perde-se, torna-se um número, a vida social logo toma um diferente aspecto.

Aconteceu muitas vezes, em épocas turbulentas, entregues à soberania dos instintos, que os laços da família se afrouxaram, que desapareceram a intimidade e o pudor, que soçobraram a autoridade dos pais e o respeito das crianças. (…) A família é a origem necessária da vida, fonte de riquezas, estimulante dos esforços do homem na luta pelo pão de cada dia. Nós não discutimos a família.»
(…)
«A Providência deu-nos o dom de tornar o trabalho necessário e, felizmente, por mais que se progrida e por mais que se acumule, será sempre necessário trabalhar para viver, senão os homens morreriam de aborrecimento, numa atmosfera de vício.»
(…)
«Acontece por vezes que os homens não compreendem a benfazeja disciplina do trabalho…» (…) Loucamente, a multidão poderia proclamar o direito à preguiça; isso seria submeter-se à escravatura da fome e da miséria. Nós não discutimos o trabalho.»

In Como se levanta um Estado, de António de Oliveira Salazar







Rev.mo Senhor Doutor:
Afectuosamente,
Maria da Paz

De Maria da Paz a 21 de Junho de 2010 às 19:20

(2ª parte do texto anterior)

Como se levanta um Estado

«Penetrados do valor, da necessidade, na vida, de uma espiritualidade superior, sem ter de conhecer as convicções pessoais, a indiferença ou a incredulidade sinceras, nós respeitámos a consciência dos crentes e consolidámos a paz religiosa. Nós não discutimos Deus.»


Nós não discutimos a Pátria, quer dizer a Nação na sua integridade territorial e moral, na sua plena independência, na sua vocação histórica. Existem-nas mais poderosas, mais ricas, talvez mais belas, mas esta é a nossa, e jamais filho de bom coração desejou ser o filho de outra mãe.» (…)

Colocamos sem temor o nacionalismo português na base indestrutível do Estado: primo, porque é o mais claro imperativo da nossa História; secundo, porque é um factor inestimável de progresso e de elevação social; tertio, porque somos um exemplo vivo da figura cujo sentimento patriótico, pela acção que exerceu em todos os continentes, serviu o interesse da Humanidade. Vocação de missionário se pôde chamar a esta tendência universalista, profundamente humana do povo português, pela sua espiritualidade e pelo seu desapego de interesses. Em caso algum essa tendência teve ponto de contacto com o internacionalismo suspeito de hoje, que tende a abater as fronteiras para estender as suas à custa dos vizinhos. Nós não discutimos a Pátria.


(…)
Nós não discutimos a família. Os homens nascem nela, as gerações aí se educam, aí se forma o pequeno mundo de afectos sem os quais o homem dificilmente pode viver. Quando a família se destrói, destrói-se a casa, destrói-se o lar, desprendem-se os laços de afinidade para deixar os homens face ao Estado, isolados, estrangeiros, sem laços e despojados moralmente de mais de metade de si mesmos; o nome perde-se, torna-se um número, a vida social logo toma um diferente aspecto.

Aconteceu muitas vezes, em épocas turbulentas, entregues à soberania dos instintos, que os laços da família se afrouxaram, que desapareceram a intimidade e o pudor, que soçobraram a autoridade dos pais e o respeito das crianças. (…) A família é a origem necessária da vida, fonte de riquezas, estimulante dos esforços do homem na luta pelo pão de cada dia. Nós não discutimos a família.»
(…)
«A Providência deu-nos o dom de tornar o trabalho necessário e, felizmente, por mais que se progrida e por mais que se acumule, será sempre necessário trabalhar para viver, senão os homens morreriam de aborrecimento, numa atmosfera de vício.»
(…)
«Acontece por vezes que os homens não compreendem a benfazeja disciplina do trabalho…» (…) Loucamente, a multidão poderia proclamar o direito à preguiça; isso seria submeter-se à escravatura da fome e da miséria. Nós não discutimos o trabalho.»

In Como se levanta um Estado, António de Oliveira Salazar


Rev.mo Senhor Doutor,
afectuosas saudações.
Maria da Paz


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