O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 03 de Junho de 2010

Compreende-se que a solenidade do Corpo de Deus assuma uma relevância especial.

 

É interessante notar como na génese desta festa deparamos com uma estreitíssima ligação com a celebração eucarística.

 

Desde cedo que, como nos diz Xabier Basurko, «os fiéis corriam de Igreja para Igreja com a única preocupação de verem o maior número possível de vezes a elevação da Hóstia consagrada».

 

Não espanta, assim, que em 1247 se tenha celebrado a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo.

 

Foi em Liège e por insistência de uma religiosa: a Irmã Juliana de Mont-Cornillon. Mais tarde, em 1264, na sequência de um milagre eucarístico ocorrido em Bolsena, o Papa Urbano IV estende a toda a Igreja esta festa através da bula Transiturus.

 

Embora não haja ainda qualquer alusão à procissão com o Santíssimo, é sabido que esta depressa se introduziu nos hábitos eclesiais e na alma crente do povo.

 

publicado por Theosfera às 00:12

De António a 4 de Junho de 2010 às 01:21
«Queridos irmãos e irmãs,

São Tomás de Aquino é proposto pela Igreja como mestre de pensamento e modelo quanto ao recto modo de fazer teologia. Nascido na primeira metade do século XIII, no seio de uma família nobre e rica, fez os primeiros estudos na Abadia beneditina de Montecassino, seguindo depois para Nápoles, onde teve o primeiro contacto com as obras de Aristóteles. Aí decide fazer-se dominicano, enfrentando a oposição familiar. Enviado a Paris, teve como mestre Santo Alberto Magno, com quem pôde aprofundar os estudos aristotélicos: com efeito, as obras deste filósofo grego eram vistas por muitos como contrárias à fé cristã, mas Tomás soube distinguir aquilo que era válido do que era duvidoso ou mesmo contrário à fé, mostrando assim a harmonia natural entre a fé cristã e a razão. Escreveu inúmeras obras, dentre as quais se destaca a Summa Theologiae. Profundo amante do Mistério Eucarístico, compôs os textos litúrgicos da festa de Corpus Christi. Depois de uma experiência mística enquanto celebrava a missa, decidiu interromper a sua produção literária, reconhecendo humildemente que tudo quanto tinha escrito era infinitamente superado pela grandeza e beleza de Deus. Morreu a caminho do Concílio Ecuménico de Lião.»

Audiência geral do Santo Padre o Papa Bento XVI, ontem, 2 de Junho de 2010

Prefiro nem comentar...

De António a 4 de Junho de 2010 às 13:18
Todos somos seres de sentimentos e emoções. E inicialmente, tolhido pela emoção da apreciação feita por Bento XVI à figura de Tomás de Aquino, optei por não comentar. Mas ponderei a minha posição e entendo que não devo calar. Já tinha lido Bento XVI louvar João Crisóstomo, que incentivara a perseguição dos judeus em termos profundamente chocantes. Quem desejar conferir o que ele disse sobre os judeus, existem muitos elementos documentais disponíveis. Na altura, perguntei-me se Bento XVI não conhecia as catilinárias indignas de João Crisóstomo contra os judeus. Ao pior nível de Martinho Lutero e do próprio Adolf Hitler. A verdade histórica não se apaga ao sabor das conveniências. Factos são factos, gostemos ou não deles. Agora, leio Bento XVI tecer elogios a uma figura que considero sinistra na História da Cristandade, por ter insistentemente instigado à morte todos os que considerava hereges. No genocídio dos cátaros existem muitos responsáveis. No dos judeus também. E os maiores não são aqueles que executaram mas os seus autores morais. Tomás de Aquino e João Crisóstomo não são, do meu ponto de vista, modelos de referência ética para ninguém que se preocupe em destrinçar com clareza o Bem do Mal. E o Cristianismo não é monopólio de ninguém. Afirmar, como fez Bento XVI, que " São Tomás de Aquino é proposto pela Igreja como mestre de pensamento e modelo quanto ao recto modo de fazer teologia" é algo de tal forma absurdo que só me merece indignação. Todos aqueles que estejam habituados a reflectir criticamente sobre as personagens e os factos e conheçam o que Tomás de Aquino disse sobre os hereges, irão silenciosamente abandonando. É por estas e por outras que, quando entro numa igreja que habitualmente frequento, só vejo pessoas conformadas, apagadas e tristes...


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