O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 18 de Maio de 2010

Confesso que não fiquei surpreendido.

 

Havia precedentes e sobravam indicações.

 

Dava para perceber que, ontem à noite, o Presidente da República ia falar num sentido e decidir noutro sentido.

 

Já em 1984, Ramalho Eanes fez o mesmo a propósito da primeira lei do aborto. Criticou-a fortemente e promulgou-a.

 

Neste caso, o veto não iria impedir a aprovação da lei. Iria adiá-la.

 

Ainda assim, prevaleceria o princípio da convicção e não o mero cálculo.

 

Há muita gente desapontada. Duvido é que haja muita autoridade para criticar o presidente.

 

Dizer uma coisa e fazer o seu contrário não é o que mais se vê?

 

Façamos um exame de consciência. Todos.

 

 

publicado por Theosfera às 11:19

De Mª Amélia a 20 de Maio de 2010 às 20:12
Ainda, relativamente, ao meu comentário anterior...queria acrescentar, caro António, um pequeno texto que encontrei e que não deixa de ser bastante oportuno e esclarecedor:

«"Do homem para o animal.
Evangelho de S. Mateus 5, 17-18
“ (…)
Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição. Porque em verdade vos digo: Até que passem o céu e a terra, não passará um só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra. (…)“
Esta ideia absurda de que em Portugal há católicos progressistas e até políticos católicos progressistas é, além de falsa, uma pura hipocrisia.
Na mais retrógrada, atrasada, conservadora, antiquada estrutura mental-social-cultural-laboral da Europa?
Deixem-me rir.
E na moral e nos costumes é que éramos modernos e desenvolvidos?
Que erro.
Que ilusão.
Que impotência.
Que esterilidade.
A lei de Deus pura e simplesmente é.
Não é antiquada ou progressista.
O aborto e o dito casamento homossexual não são progresso.
São crime e erro.
E um retrocesso ou atraso de milénios.
Do Homem para trás.
Para animal."»
(Publicada por Miguel Alvim - Advogado)

Quanto a mim, concordo!

De António a 21 de Maio de 2010 às 01:55
Estimada Maria Amélia:

Respeito mas não subscrevo o texto de Miguel Alvim quanto ao casamento homossexual. E quanto à Lei de Deus, não há, sobre esta temática, entendimentos uniformes relativamente à concepção de Deus. Cada um de nós acreditará ou não em Deus. E, para mim, como crente, dizer que Deus é Amor não consente uma visão justicialista do Divino. Há certamente outras visões, mas não a minha. Nunca aqui usei qualificativos como "progressista" ou " reaccionário", pois prefiro debater a essência das coisas, mas estou farto de ouvir vários católicos, incluindo o Papa Bento XVI, apelidarem depreciativamente de " relativistas" todos os crentes cristãos que não se revêem nos postulados dogmáticos da Igreja Católica. Todos somos filhos de Deus, incluindo os homossexuais. Há casos conhecidos de homossexuais que se suicidaram por se verem constrangidos ao peso da censura social. Considero desumano, do meu ponto de vista, e é só por mim que falo, negar-se aos homossexuais o direito de viverem existências felizes com as pessoas que amam. Quem, como Miguel Alvim, assim fala " ex cathedra", certamente nunca terá tido necessidade de se refugiar dos olhares censórios de terceiros ou de esconder a sua orientação sexual. Assim é muito fácil falar. O Deus em que acredito, porém, está muito longe da atitude preconceituosa e intolerante de Miguel Alvim. Quanto ao aborto, concordo inteiramente que o valor da vida está acima de todas as circunstâncias. Mas seria igualmente correcto que Miguel Alvim não tivesse omitido o dever ético de se pronunciar igualmente contra a pena de morte, que a ICAR continua a aceitar no seu catecismo vigente


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