O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 11 de Maio de 2010

Bento XVI referiu o centenário da República como um acontecimento que «abriu na distinção entre Igreja e Estado, um espaço novo de liberdade para a Igreja», que está «aberta a colaborar com quem não marginaliza nem privatiza a essencial consideração do sentido humano da vida».

 

Esse diálogo não significa «um confronto ético entre um sistema laico e um sistema religioso», antes traduz «uma questão de sentido à qual se entrega à própria liberdade».

 

Não se trata de uma cedência ao politicamente correcto. Trata-se de perceber que qualquer regime pode ser espaço de convivência e de promoção dos valores.

 

Em todo o regime, há lugar para os crentes percorrerem os seus caminhos.

 

Os crentes são cidadãos. Não correm ao lado nem andam por fora.

 

Não é a república que impede a Igreja de exercer a sua missão. Com humildade e coerência. A bem da paz e da justiça.

publicado por Theosfera às 23:44

De Nuno Resende a 12 de Maio de 2010 às 22:11
Caro Pde. J. António
A Igreja deve conviver com os regimes que propõem a Liberdade do cidadão. Contudo, devo dizê-lo, ouço falar e vejo escrito, até pelos jornais de Lamego, que a República foi uma libertação para a Igreja. Até que ponto isso é verdade? Se é certo que durante o Liberalismo a Igreja era um mero organismo do Estado, depois de 1910 tornou-se non grata. A não ser que se enfatize a ligação do estado Novo à Igreja, o que desde logo não me parece bem...
E será hoje, realmente, uma instituição livre do Estado, a Igreja? De onde vem parte dos apoios às IPSS católicas, às obras paroquiais, o apoio ao património eclesial, etc etc? Não estará a Igreja Portuguesa refém, como estava antes de 1910?

De Theosfera a 12 de Maio de 2010 às 22:34
Muito obrigado, bom Amigo, pelo seu abalizado contributo. Como reparou, não expus uma opção por um regime, mas apenas a possibilidade de a Igreja poder intervir em qualquer sistema. Reconheço total pertinência ao que diz. Total.
Abraço amigo.

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