O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 09 de Maio de 2010

Por muito sós que nos sintamos, por muito abandonados que nos pretendam, ninguém pode impedir que o Homem seja o que é: Homem.

 

E ser Homem significa pertencer à humanidade. Como dizia John Donne, «ninguém é uma ilha; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; a morte de qualquer homem diminui-me porque faço parte do género humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti».

publicado por Theosfera às 15:46

De António a 10 de Maio de 2010 às 20:51
Ninguém é uma ilha mas nós estamos todos muito fixados nas nossas capelinhas ideológicas. Raramente se debate para aprender com o outro. Tenho imensa pena que isso aconteça também connosco, cristãos. Vivemos em democracias formais, mas as sociedades são intrinsecamente anti-democráticas, no sentido que de não admitimos diferenças de pensamento. Os partidos políticos guerreiam-se. Na blogosfera, insulta-se. No futebol, o convívio desportivo é substituído pelas guerras constantes. Na religião também: " entra por aqui, que esta é a única porta da Salvação". Vem o outro e diz: " não, entra por aqui, que a minha é melhor". Um terceiro acrescenta: " eu, eu, é que sei: a minha é ainda melhor". Ecumenismo? “Sim, claro, mas desde que aceitem as minhas ideias”. Tolerância religiosa? “Sim, claro, mas desde que reconheçam que a minha igreja é a melhor". E desde que cada um em seu lado. Multiculturalidade religiosa? " Sim, sim, mas nada de casamentos entre pessoas de diferentes religiões". Todos filhos de Deus? " Claro, desde que sinalizados pelo Baptismo ". Deus é Amor? " Claro que é Amor, pela metade. Pela outra metade é muito justiceiro". No final dos tempos, Deus vai separar os bons dos maus? " Nem podia ser de outra forma. Os bons marcham para o Céu e os maus para o Inferno". E se os humanos não se converterem rapidamente ao Bem? " Aí, Deus, que é só Amor, mas que não suporta desaforos, perde a paciência e envia-nos muitos desastres naturais". “Ah? vou fazer de conta que entendi”, dizia o miúdo catequizado pelo seu austero mas muito bondoso pai…

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