O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 03 de Maio de 2010

Faz-nos bem voltar sempre ao grande teólogo Hans Urs von Balthasar:

 

«A Igreja é feminina em Maria antes de ser masculina em Pedro. Em Maria, a Igreja já tomou corpo antes de ser organizada em Pedro.

É feminina porque a sua natureza inicial e englobante é o facto de se saber acolhedora e transmissora. E só para que ela não esqueça a sua feminilidade primária, só para que ela seja sempre aquela que acolhe e nunca a que possui, é que foi dotada dotada do ministério masculino, a quem compete representar (mas no âmbito do seu acolhimento feminino) o Senhor da Igreja, de que provém todo o dom.

Num certo ponto de vista, a Igreja é primariamente de estrutura matriarcal, e só secundariamente de estrutura patriarcal, embora estas categorias sociológicas só impropriamente se possam aplicar à Igreja». 

 

Na sua monumental Teodramática, escreve: «Maria é o símbolo real e o compêndio da Igreja. Mais ainda, Ela é o lugar onde acontece o novo nascimento com a aparição de Seu Filho».

 

No sermão de Natal de 1522, Martinho Lutero fala assim de Nossa Senhora: «Maria é a Igreja cristã. Como Ela, também a Igreja conserva todas as palavras de Deus no seu coração».

 

Quem disse que Maria é um entrave ao ecumenismo?

publicado por Theosfera às 10:46

De António a 3 de Maio de 2010 às 20:34
Maria não é certamente entrave ao ecumenismo, desde que o debate ecuménico seja franco, leal, aberto e fraternal, sem nenhuma espécie de apriorística reserva mental. Por cortesia, sou capaz de referenciara Maria como " Nossa Senhora" quando converso com os meus irmãos católicos. Mas, quando pretendo manifestar a minha discordância, digo claramente que não aceito como teologicamente correcta o uso dessa expressão. Ela tem ínsita uma notória carga dogmática, que quase a endeusa. Jesus Cristo é referenciado por "Nosso Senhor", ou seja como Deus. A expressão " Nossa Senhora" não é, a meu ver, teologicamente apropriada para referenciar Maria. E isto não traduz menor respeito ou menor devoção por Maria. Mas apenas contestar que a interpretação do Evangelho se reconduza a uma obra de ficção teológico-dogmática, arredia da sua mais genuína exegese. Por outro lado, muitos consideram igualmente excessiva a tónica Co-Redentora associada a Maria, como outrossim afastada da correcta interpretação do Evangelho. Maria concebeu carnalmente Virgem? O Evangelho assegura que sim. Se assim foi, a Encarnação de Jesus de Nazaré não necessitou nem da célula embrionária de Maria nem de José. Onde é que José seria então menos Pai de Deus do que Maria Mãe de Deus? José e Maria foram ambos pais terrenos de Jesus de Nazaré, seja Ele ou não perspectivado como Encarnação de Deus. José, no meio desta interpretação exegética, está injustamente acantonado num lugar menorizado perante a referenciação de Maria como " Nossa Senhora" e como Co - Redentora da Humanidade. É algo que não aceito como traduzindo a melhor interpretação teológica e algo que diria numa fraternal conversa ecuménica com o mesmo espírito fraternal com que escutaria entendimento contrário…


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