O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

O meu campo de missão é, cada vez mais, a rua.

 

E é com o coração apertado que escuto clamores que me chegam.

 

O desemprego devasta famílias. E noto que as preocupações não se limitam ao presente. Elas estendem-se (e bastante) ao futuro.

 

Fala-se em aumentos do gás. O combustível já aumentou 18% só este ano. E, pelos vistos, nem o Governo sabe dos motivos desta escalada.

 

Quando o petróleo sobe, o combustível aumenta imediatamente e na proporção. Quando o petróleo desce, o combustível decai mais lentamente e nem sempre na mesma proporção.

 

Ainda há pouco, alguém se abeirou de mim por causa das perspectivas pouco animadoras acerca da empresa onde trabalha. As privatizações deixam um halo de incerteza.

 

Pensa-se na situação do Estado. Não se pensa na situação das pessoas.

 

Um gestor disse recentemente que os salários não podiam aumentar. Mas esse mesmo gestor aufere rendimentos anuais superiores a três milhões de euros.

 

As nuvens não pairam apenas lá no alto, no firmamento. Elas disseminam-se cá por baixo, no coração das pessoas.

 

O sol voltará a brilhar para todos nós?

publicado por Theosfera às 19:21

De António a 16 de Abril de 2010 às 20:37
Ou a Justiça Social se faz pelas reformas democráticas ou se faz pelas rupturas revolucionárias. Não há meio-termo nem conciliação possível. Ou as sociedades se organizam em termos de novos paradigmas, de cooperação, de partilha e do altruísmo, ou novas revoluções violentas virão." Do rio que tudo arrasta se diz que é violento.
Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem". A ICAR tem um papel fundamental a desempenhar na edificação desse novo paradigma social. Um modelo a buscar e a desenvolver, mas que jamais poderá ser um envernizamento dos caducos modelos capitalistas. Deus e o dinheiro não são compatíveis. Tal como Deus e o Diabo. É preciso retomar as belas lições de D. Hélder da Câmara e de D. Óscar Romero, dois verdadeiros profetas da Justiça Social. Franciscos de Assis e Madres Teresas de Calcutá são sempre bem vindos. Mas, hoje, a mais elevada forma de Caridade não passa pela manutenção de sistemas económicos que mecanizam e instrumentam o Homem ao serviço de modelos socialmente injustos. A partilha, a cooperação, o altruísmo, a divisão de mais valias dos lucros escandalosamente acumulados têm tudo a ver com o Cristianismo e nada que ver com as correntes político-ideológicas egoístas que instrumentalizaram Deus e a Religião ao serviço de interesses mesquinhos.
A religião tem que deixar de ser ópio do Povo para se erigir na sua libertação. E para isso é preciso coragem de romper…

De Theosfera a 16 de Abril de 2010 às 20:53
Pertinente comentário, bom Amigo. Deus o abençoe. Abraço no Senhor Jesus.


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