O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

Era sábado santo, aquele 16 de Abril de 1927.

 

Às quatro e quinze da madrugada nasce um menino a quem puseram o nome de José.

 

Passadas quatro horas, já estava santificado pelas águas do Baptismo acabadas de benzer.

 

Tudo foi santo: o sábado santo, o baptismo santo, o padre santo e o santo padre.

 

José foi para o seminário. Foi ordenado presbítero em 1951 e bispo em 1977.

 

Em 1981 foi chamado para Roma a fim de colaborar com o Sumo Pontífice.

 

Quando pensava que a missão estava cumprida, viu que ela se tornou mais...comprida.

 

Faz, neste dia, 83 anos que nasceu o Santo Padre. Ontem José, hoje Bento.

 

Na actual crise, desencadeada pela publicitação de casos de pederastia, não há dúvida de que Bento XVI é a figura que mais se empenhou em que o esquema de encobrimento fosse superado.

 

É dele que podemos esperar uma completa mudança nos procedimentos.

 

Obrigado por tudo. Parabéns por hoje. Saúde e felicidades para sempre!

publicado por Theosfera às 09:58

De António a 16 de Abril de 2010 às 13:39
Bento XVI navega no meio de uma grande tempestade. E agora já é visível a razão profunda da natureza do seu pontificado. Bento XVI foi caminhando na sua própria direcção. Reconheço que é um homem decidido. Que não tergiversa. E lembro-me muito do sábio Agostinho da Silva quando referia que os homens não têm qualidades nem defeitos, mas características que se podem tornar, ora em qualidades ora em defeitos. Deus a todos, sem excepção, nos interpela. E à Igreja Católica tem vindo a convocar no sentido da sua humildade. Quando a ICAR refere que perdoa aos Beatles, sabe-se lá porque grande " pecado colectivo" que eles teriam cometido, Ringo Star recusa dignamente esse perdão por sentir que não há nada para serem perdoados. No entanto acrescentou: " Eu acho que o Vaticano tem mais a dizer sobre isto que os Beatles". Também acho e não é difícil perceber o quê. Mais uma vez, a humildade de reconhecer erros a servir de mote à dialéctica. Nos últimos tempos, quando lia declarações de altos dignitários da ICAR, concluía que só davam mais tiros no pé. Felizmente que, há dias, o Papa Bento XVI destoou positivamente do autismo ensurdecedor em que a ICAR tombara, ao dizer, e já não era sem tempo:

"Nós, os cristãos, nos últimos tempos, temos evitado a palavra penitência", disse o pontífice, durante a missa celebrada na capela Paulina. "Agora, após os ataques do mundo, que falam de nossos pecados, vemos que é necessário fazer penitência, reconhecer o que há de errado em nossa vida"

Mas ataques? Quais ataques? Denunciar os escândalos? O direito à indignação?

Bento XVI também instou os católicos a "abrirem-se ao perdão, prepararem-se para o perdão, deixarem-se transformar". "A dor da penitência quer dizer purificação e transformação. Essa é a graça. Significa renovação, obra da misericórdia divina", concluiu.

A recente homilia de Bento XVI foi considerada como "uma espécie de mea-culpa" pelo vaticanista Bruno Bartoloni. "Não é uma declaração solene", afirmou o especialista. "O papa diz o que sente no seu coração numa cerimónia íntima." É a primeira vez que o papa se refere directamente às críticas pela atitude, considerada negligente, da mais alta hierarquia da Igreja diante das denúncias de pedofilia no clero."

Depois, acrescentou Bento XVI:

“Reina o conformismo, pelo qual se torna obrigatório pensar como todos pensam, actuar como todos actuam. E a subtil ou menos subtil agressão contra a Igreja demonstra que esse conformismo pode ser uma verdadeira ditadura."

Conformismo? Mas o que mais se vê é o inconformismo generalizado que conduziu Bento XVI à subtil “ mea culpa”

Há aqui algo que, em minha opinião, não bate ainda certo, embora seja já um princípio da assunção do erro.

Falta, com todo o respeito, total e humilde assunção dos erros.

Deus, esse, continua a interpelar por sinais simbólicos. E o dissidente Hans Kung já também apela a um novo Concílio.

Ele virá…


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