O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

Krónos e Kairós são duas palavras diferentes para tentar dizer o mesmo: o tempo.

 

Krónos é cruel. Filho de Urano e de Gaia, libertou os irmãos do ventre da terra, tornando-se o chefe dos titãs.

 

Receando, porém, um sucessor humano, devorou os seus próprios filhos.

 

Apenas o filho mais novo conseguiu salvar-se: Zeus. Este, quando cresceu, dominou o pai passando a governar os homens.

 

O tempo, tantas vezes, devora as pessoas.

 

Estamos subjugados por ele.

 

Estamos sempre a olhar para o relógio.

 

Suspiramos pelo tempo e chegamos sempre à conclusão de que não temos tempo.

 

Já o Kairós é doce, é suave, é a medida certa.

 

Tem asas nos pés ou nos ombros.

 

Caminha sobre os bicos dos pés.

 

Na testa tem um tufo de cabelo. A nuca é careca.

 

As oportunidades devem ser aproveitadas até porque o momento é efémero como mostra a nuca lisa.

 

O Kairós é representado pelo número sete, que recorda a história bíblica da criação.

 

O Kairós é, pois, o momento decisivo, no qual Deus oferece a felicidade às pessoas.

 

Caminho a seguir? Transformar o Krónos em Kairós, trazendo a eternidade para o tempo.

publicado por Theosfera às 16:00

De António a 15 de Abril de 2010 às 23:44
Saber esperar é muito difícil. Incluindo esperar em Deus. Muitas vezes dizemos que acreditamos Nele. Que temos fé. Mas, verdadeiramente, a genuína Fé só a podemos sentir se a mantivermos em momentos tempestuosos. O episódio da barca de Cristo mostra isso mesmo. Os apóstolos tinham Deus mesmo ao lado mas temeram pelas suas vidas. Permito-me, com a devida autorização do estimado Padre João António, aqui citar as belíssimas palavras de Frei José Carlos Lopes de Almeida:

“Acreditamos em Deus e em Jesus como essa força que nos eleva e salva, como a resposta para as nossas dificuldades e questões. Acreditamos que Ele está connosco e nos acompanha e protege. Contudo, quando na vida se levanta algum problema, quando somos colocados em causa pela nossa própria condição de finitude, essa fé da presença de Jesus entra muitas vezes em colapso, em derrocada.
Quantas vezes já perante a morte, a dor e o sofrimento, perguntámos a Jesus, não te importas? Não te preocupas connosco? Onde estás quando mais preciso de ajuda, da tua ajuda e presença? Estamos perante a ambivalência dos discípulos na barca e face à tempestade. Sabemos que Jesus vai connosco, que tem poder para agir, mas nós não temos total confiança e fé para nos deixarmos levar até ao fim.
Santa Teresa de Ávila dizia que é no coração das tempestades que Jesus mais nos procura. Embora, verdade seja dita, que é no coração das tempestades quando menos procuramos Jesus, ou pelo menos como o devíamos procurar. Porque no meio das tempestades devemos procurar Jesus como São Paulo nos indica na Segunda Carta aos Coríntios, como Aquele que morreu por todos e portanto todos morremos com Ele.”


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