O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 10 de Abril de 2010

Na música, não há lugar apenas para o sentimentalismo. Há lugar também (e bastante) para a ideia, para o ideal, para a intervenção.

 

Sérgio Godinho é alguém que consegue, como poucos, colocar ideias fortes em tons musicais que se pautam por uma envolvente suavidade.

 

É interventivo sem ser agressivo.

 

Não infantiliza o público com lugares comuns.

 

E é um resistente na coerência que não vacila.

 

Mais de 30 anos após Abril, é saudável (e provoca saudades) voltar a ouvir o desfile das grandes aspirações: a paz, o pão, a habitação, a saúde. E que só haverá liberdade a sério quando o povo receber o que o povo produz.

 

Os anos que se seguiram repuseram o pragmatismo dos interesses imediatos.

 

Daí que seja reconfortante para o espírito recuar até àquelas manhãs que despontaram há décadas e que expendiam sementes de esperança.

 

Admiro Sérgio Godinho pela forma como consegue musicar expressões, à partida, pouco propensas à musicalidade.

 

Nem a célebre expressão de Churchill escapou: «A democracia é o pior regime à excepção de todos os outros».

 

O Teatro Ribeiro Conceição encheu esta noite e sentia-se um ambiente de fraternidade feliz. Que ela não se apague.

 

Foi um concerto memorável.

publicado por Theosfera às 23:49

De António a 11 de Abril de 2010 às 14:27
Para grande surpresa minha, o meu querido filho enveredou pela área musical. Aprendeu como autodidacta e, até ao momento, nunca manifestara gosto ou vocação musical. Subitamente, esta emergiu. Toca e canta muito bem e já foi convidado para integrar um grupo e efectuar a sua primeira apresentação, num sarau de estudantes do ensino secundário. Fiquei muito contente. Mas já o adverti para os perigos da fama. Não desejo que ele se deslumbre com as luzes da ribalta se lá chegar. Que se mantenha o mesmo menino simples e bondoso. Que nunca perca a sua humildade. Que nunca trate com sobranceria seja quem for. Que trate o Papa ou o Presidente da República com o mesmo respeito com que trate o mais anónimo dos cidadãos. Sem subserviência e sem arrogância. Com a mesma humanidade. Que nunca permita que o seu ego se sobreponha ao seu Eu interior. O mundo precisa de mais cooperação e mais partilha. Menos egoísmo e mais altruísmo. Valores que também Sérgio Godinho sempre apregoou


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