O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 08 de Abril de 2012

Pela manhã, foram as pessoas ao encontro de Jesus. Pela tarde, é Jesus que vem ao encontro das pessoas.

 

Pela manhã, prevalece a ansiedade. Pela tarde, é oferecida a paz.

 

Em ambos os momentos, os obstáculos são removidos.

 

Havia, pela manhã, uma pedra que não se sabia como afastar. Afinal, já estava afastada.

 

Pela tarde, as portas estavam fechadas. Mesmo assim, Jesus (re)surgiu.

 

Nada (nem a morte) consegue deter Jesus.

 

Nem sempre há paz na força. Mas existe sempre força na paz. A única força está na paz.

 

Santo Agostinho, embora num contexto diferente, distingue entre a cognitio matutina (conhecimento da manhã) e a cognitio vespertina (conhecimento da tarde).

 

A manhã é o vislumbre da eternidade. A tarde é o retrato do tempo, do percurso da vida.

 

Na tarde do primeiro dia, Jesus vem ter com os discípulos. Está vivo, mas mantém as marcas da dor.

 

Deixa-Se tocar. S. João, que nos oferece este relato, anota, na sua primeira carta, que anuncia aquele que viu, aquele ouviu, aquele que pôde tocar.

 

Tomé representa o senso comum. Quem diria outra coisa se estivesse no seu lugar?

 

A evidência que ele conhecia era a morte. Haverá evidência mais eloquente?

 

Como João, também Tomé viu e acreditou.

 

Jesus declarou felizes os que haveriam de acreditar mesmo sem ver.

 

O essencial é mesmo invisível aos olhos. O essencial deixa-se ver pelo coração. Apenas e sempre.

publicado por Theosfera às 19:38

De Manuel Filipe Santos a 10 de Abril de 2010 às 20:20
Lindo! Jesus está Vivo!
Nada (nem a morte) consegue deter Jesus.

Amen,
Filipe.

De António a 10 de Abril de 2010 às 23:10
Acredito na Ressurreição de Cristo, embora não a tenha visto. Mas isso não obsta que, humanamente, seja, para muitos, difícil de acreditar. Contudo, para mim, o maior problema teológico no Cristianismo, está no momento do anúncio, por Cristo, da Parusia. Todas as interpretações, a meu ver mais credíveis, perante as respectivas passagens do Evangelho, apontam no sentido de que Cristo a teria anunciado para uma época histórica muito breve, após a Ressurreição, ainda em vida de alguns dos Seus apóstolos. Até hoje, não vi nenhuma interpretação exegética satisfatória, que consiga resolver este dilema: Cristo enganou-se quanto ao momento temporal em que a Parusia iria ocorrer? Ou as Suas palavras foram mal interpretadas? Ou a narrativa da Segunda Vinda de Cristo foi inventada? Se Cristo se tivesse enganado, seria inconcebível, face à sua Divina Natureza, pois não é crível que Deus se engane profetizando. Como resolver este embaraçoso tema teológico? Alguém sabe?...


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