O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 10 de Abril de 2010

E, de repente, os meus olhos tropeçaram no título. Uma palavra apenas: deslaçamento.

 

E, por instantes, fiquei a pensar.

 

A crónica de José Pacheco Pereira até era interessante, mas, hoje, bastou-me o título.

 

O deslaçamento é, sem dúvida, o grande mal dos tempos que correm.

 

Sto. Hilário dizia que o Espírito Santo é o laço que une o Pai e o Filho.

 

Faltam laços hoje. Andamos todos deslaçados.

 

Este é o problema estrutural da humanidade e das instituições.

 

Pior que o relativismo é a debilidade da relação. Tudo estriba na falta de laços.

 

Invocamos, por vezes, os laços entre os membros de um grupo e esquecemos os laços que nos vinculam à enorme família humana.

 

A Igreja tem, neste capítulo, responsabilidades acrescidas.

 

É preciso restaurar os laços. É urgente acolher os clamores.

 

É decisivo descer as escadas e andar pelas ruas.

 

Há tantos laços à nossa espera.

publicado por Theosfera às 12:01

De António a 10 de Abril de 2010 às 14:55
Penso, estimado Padre João António, que pior do que o " relativismo" é o "absolutismo" ideológico que ainda campeia por muitos sectores da vida religiosa e política.O chamado " relativismo" é apenas a forma singular de cada um de nós pensar. Ontem, numa conversa com um amigo meu, disse-lhe que não apreciava a música de Bach. Ele, grande erudito na área da música clássica, olhou-me como estivesse a ver o maior " herege" musical de todos os tempos. Eu disse-lhe,a sorrir, que nem na música clássica há " absolutismos", quanto mais na teologia. Permanecemos amigos, apesar de ele ser ateu. A verdadeira fraternidade enlaça-se na diferença. Não no unanimismo...

De Theosfera a 10 de Abril de 2010 às 15:57
Sem dúvida, bom Amigo. É nas diferenças que se criam e reforçam os laços. Já dizia Unamuno que nada nos une tanto como as nossas discordãncias. Quiçá porque são elas que nos permitem vislumbrar precisamente os laços que a tudo resistem e em tudo se manifestam. Só para terminar, também sou dos que pensam que Bach é o maior. Mas isso é apenas a sensibilidade de um simples leigo. É a música que mais me toca, que mais me diz, mais mexe comigo. Unidos para sempre em Cristo Senhor. Abraço amigo.

De António a 10 de Abril de 2010 às 20:53
Muito grato estimado Padre João António pelas suas sempre gentis palavras.Gosto imenso de música clássica,mas os meus preferidos são Mozart,em primeiro lugar, Rachmaninov e Handel.Gosto também imenso da obra mais desconhecida de Beethoven, tais como, por exemplo,as suas sonatas. Também aprecio imenso boa música medieval e canto gregoriano. De Bach não sou, confesso,entusiasta, mas talvez seja dos poucos que não o colocam no topo.Abraço amigo.

De Evágrio Pôntico a 10 de Abril de 2010 às 18:24
Em relação a Bach, comungo da opinião do Sr. Padre João, embora com a ressalva de que há muitos mais génios na música clássica, e é difícil dizer qual é o maior, embora os compositores do período Barroco (1600-1750), sejam realmente extraordinários. Dir-se-ia que foram todos inspirados por Deus, tal a beleza e a profundidade das suas obras...!

Atrevo-me a sugerir ao António que oiça, de Bach:
1.Os (seis) Concertos Brandenburgueses;

2.A Tocata e Fuga em Ré menor:

a) esta é a interpretação de Karl Richter, considerado um excelente intérprete:

http://www.youtube.com/watch?v=xKD6ayxB8qE&feature=related

b) outra interpretação:
http://www.youtube.com/watch?v=_FXoyr_FyFw

Comece por estas delícias. Depois, tenho a certeza, irá continuar...

Bom fim de semana a todos, com a paz e o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Sua Mãe Santíssima.

De António a 10 de Abril de 2010 às 21:02
Estimado Evágrio Pôntico:

Fico-lhe imensamente agradecido pela sua gentileza. E vou guardar o seu comentário para escutar atentamente o que me indicou. Se as composições de Bach ,que me referenciou,me sensibilizarem, não terei o menor preconceito em alterar a minha posição. Também não era grande apreciador de Jazz e ontem assisti com minha mulher a um concerto dessa área musical, de que ambos gostamos muito.Aprendi, por exemplo, que o som, seco, do contrabaixo, a solo, é enfatizado melodicamente pelo suave acompanhamento de algumas notas de piano. E que a exibição de todos os executantes fica mais aprimorada quando se estimam reciprocamente. Belo, muito belo. Deus está-nos sempre a enviar tocantes sinais simbólicos. Temos todos que aprender mais cooperação e mais partilha. E mais dádiva fraternal.Abraço amigo.


mais sobre mim
pesquisar
 
Abril 2010
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3

4
5
6
7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro