O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 08 de Abril de 2012

A Páscoa traz muita gente à volta da Igreja. São mobilizados os crentes e envolvidos os não crentes.

 

Sucede que esta afirmação de pujança pode (insisto: pode) denunciar um certificado de debilidade.

 

O que atrai mais pessoas não é a liturgia. São as procissões, as tradições.

 

O problema não está no seu valor, que é grande. Está, cada vez mais, no seu enquadramento, que é problemático.

 

É que já não falta quem venda a Semana Santa como um cartaz turístico. E, de facto, há multidões que se arrastam para as localidades onde se promovem acções nesta altura do ano.

 

E não falta mesmo quem já fale de espectáculo!

 

Aqui é que bate o ponto. Um espectáculo implica não só acção, mas também actores e espectadores.

 

Ora, o que se representa, muitas vezes, é apreciado sobretudo pelo seu efeito cénico. Há uma certa distância entre quem representa e quem assiste.

 

E nota-se também uma cada vez maior ausência de espiritualidade, recolhimento.

 

Como agir?

 

É um novo desafio que temos pela frente: vivenciar o momento central da fé ou apostar numa oferta turística de grande consumo?

 

Viver é optar, como dizia Zubiri.

publicado por Theosfera às 09:26

De António a 8 de Abril de 2010 às 13:17
O que fez o Homem, ao longo da história, sempre que encontrou um lugar Sagrado? Preservou-o na sua característica inicia ? Não. Colocou-lhe pedra ou cimento em cima. Por isso, não nos admiremos que a iconolatria vá progressivamente avançando e dando lugar à veneração de figuras estilizadas, de santinhos e santinhas, de anjinhos e anjinhas. A Religião, em muitos casos, deu lugar ao naif e a Espiritualidade ficou acantonada, quando não sufocada.Com excepção da Santa Face de Manoppello, todas as outras imagens de Cristo me parecem surreais: Cristo louro e de olhos azuis, ao estilo cinematográfico de Hollywood. Cristo, a meu ver distorcido, no filme de Mel Gibson, na linha dessa abordagem cinéfila. Muito pouco doce e suave, muito pouco bondoso e simples, como seria Jesus de Nazaré. Mas muito " vendedor de falsas ilusões". Se o verdadeiro Cristo aparecesse, cândido, despretensioso, fisicamente frágil, e profundamente humano, quantos artistas O reproduziriam como totalmente divino? Se Maria de Nazaré lhes aparecesse no final da sua vida, curvada ao peso dos anos, das dores e das rugas, quantos seriam capazes de erguê-la a modelo da verdadeira Santa Maria? O pior cego é aquele que não quer ver. Que transforma o Divino em retumbante equação cinematográfica. Talvez porque, lá no fundo da sua alma, não acredite que Deus tenha incarnado verdadeiramente Humano…


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