O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 31 de Março de 2010

«A coincidência é a forma que Deus tem de permanecer anónimo».

Assim escreveu (subtil e magnificamente) Albert Einstein.

publicado por Theosfera às 15:03

De António a 31 de Março de 2010 às 15:57
Diria que há coincidências e não - acasos. O psicólogo Carl Jung desenvolveu superiormente esta temática na sua brilhante Teoria da Sincronicidade. Deus está também particularmente Revelado nos não - acasos. Aí radica a razão profunda dos humanos eventos e da sua divina ressonância. Terá sido por mera coincidência ou não- acaso que Judas Iscariotes traiu Cristo ? Que Judas traiu Cristo pelo seu livre arbítrio não me oferece dúvidas. Mas isso não significa que essa traição não estivesse integrada no Plano Divino. E, a meu ver estava, como transparece das palavras instigadoras que Cristo dirigiu a Judas, no sentido de apressar essa traição. Ontem, ouvi com muito agrado uma entrevista ao médico e Padre José Manuel Pereira de Almeida, na RTP 2, no programa " Bairro Alto". E retive uma resposta visionária desse gentil sacerdote, quando perguntado onde se encontrava Deus no Holocausto dos Judeus. Ele respondeu nestes aproximados termos: " Deus estava certamente ao lado dos judeus, sofrendo o que todos eles estavam a sofrer". E manifestou-se subtilmente no exemplo comovente de S. Maximiliano Kolbe. Deus permanece anónimo de muitas formas. E quanto mais cada um de nós se santificar pela sua entrega ao Próximo, mais Deus permanece anónimo junto de nós. Normalmente não reparamos onde Ele está, porque Deus, simultâneamente Pai e Mãe, fala baixinho. Presente, está sempre Ele. Nos actos de devoção humana e ao lado dos injustiçados e martirizados. E eternamente nos nossos corações. A aparente ausência de Deus depende apenas da forma como O não vemos. Madre Teresa de Calcutá chegou a duvidar da existência de Deus. Ironicamente, nela esteve sempre Deus a actuar junto dos mais desfavorecidos da condição humana. Deus fala baixinho, é Subtil e fala por sinais simbólicos…

De Maria da Paz a 1 de Abril de 2010 às 13:48
Rev.mo Senhor Doutor:
Penso que Deus se manifesta, muitas vezes, anonimamente: em verdadeiros milagres que, obviamente, a Igreja não pode comprovar. Nem os próprios beneficiados.
E creio, firmemente, que estes pequenos (e grandes) milagres, estas graças de Deus, acontecem em todas as vidas.

O grande problema para mim, que não consigo, de todo, perceber, é o facto de haver tão grandes e tão horrorosos sofrimentos, com tantas vítimas destroçadas, na sua dignidade e na sua alma - e aí não houve, não há graça ou milagre que valha! Deus me perdoe que estou, decerto, a ser demasiado irreverente, mas é a verdade do que sinto. Deus me perdoe! E não encaro a morte como o pior mal! De longe, há sofrimentos muitíssimo maiores e eu pergunto: onde está Deus , nesses momentos?
Recordo antigamente que, nas Eucaristias, se rezava a DEus pelo afastamento dos «espíritos malignos que vagueiam pelo Mundo, para perdição das almas». Valha a verdade que muitos homens viram costas a Deus e deixam o vazio à sua volta. Mas o martírio dos inocentes, sobretudo crianças (mas até adultos bons), me perturba até ao mais fundo de mim mesma.
Afectuosamente,
Maria da Paz

De António a 2 de Abril de 2010 às 15:37
Estimada Maria da Paz,

Tocou-me muito o seu comentário. Já vivi o mesmo drama. E Madre Teresa de Calcutá, pelas mesmas reflexões, chegou a desacreditar da existência de Deus. Permito-me, no entanto, adiantar-lhe esta minha análise pessoal: quando ocorreu a tragédia do terramoto do Haiti, muitas pessoas terão perguntado: " Onde está a Deus?" . Mas muitas das mesmas, que fizeram essa pergunta, quando alguém sobreviveu em condições de quase nulas hipóteses de sobrevivência, poderão ter dito: " Foi Milagre!". Teremos, a meu ver, que encontrar Deus nalgum processo de coerência e de lógica, que faça o mínimo sentido, para além do natural Mistério Divino. Mas nunca O encontraremos fora deste caminho muito estreito, espinhoso e difícil. Abraço amigo. Páscoa Feliz.

De Maria da Paz a 2 de Abril de 2010 às 23:53
Ex.mo Senhor:
Muito obrigada pelo seu "eco" à minha angústia, partilhada, afinal, por todos nós...
Penso que, um dia, havemos de compreender.
Ficou-me, de criança, o desejo de tudo perceber, o desejo de agarrar o Mundo e a Vida, julgando, na minha pueril ignorância, que a existência era um "cruzeiro de férias". Não é.
E até o próprio Deus quis, num acto de "loucura de Amor", morrer por nós numa cruz.
Os meus agradecimentos e respeitosos cumprimentos.
Maria da Paz


mais sobre mim
pesquisar
 
Março 2010
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6

7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro