O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 31 de Março de 2010

Reduzir o problema do mundo à economia,  à gestão ou à política é pouco. Não identifica o problema e não ajuda na resolução do problema.

 

André Comte-Sponville oferece uma analítica muito pertinente a este respeito.

 

Há uns quarenta anos reduzia-se tudo à política e à questão do justo e do injusto. A moral e a religião não contavam para nada.

 

Há uns vinte anos tudo começou a concentrar-se em torno da moral, do bem e do mal. A política começou a entrar em descrédito, mas a religião permanecia na penumbra.

 

Hoje, a grande questão é espiritual, a questão do sentido. Esta é a busca do momento, a prioridade da hora presente.

 

A busca espiritual não é, porém, um universo à parte. Ela envolve e mobiliza o humano desde a base, desde o fundo, desde a raiz.

 

Há aqui, portanto, um universo de possibilidades a explorar. E, já agora, de preconceitos a vencer.

publicado por Theosfera às 11:12

De António a 31 de Março de 2010 às 14:44
O Concílio Vaticano II, acolhendo a tese de Karl Rahner, admitiu a possibilidade salvífica dos ateus, que, devido a uma vida recta, podem partilhar do mistério que " opera de modo invisível no coração de todos os homens e de todas as mulheres de boa vontade". É curioso, no entanto, ver como, na prática teológica corrente da Igreja Católica, ainda não se enfatiza suficientemente esta perspectiva doutrinária, soteriológica, do CVII.O santo irmão Roger, da comunidade de Taizé dizia que "a Igreja não pode ser um espaço de “severidades recíprocas, mas só transparência, bondade do coração, compaixão”.E que “Deus não cria o medo nem a inquietude, Deus não pode dar-nos senão o seu amor.” No seu testamento espiritual, o bondoso Papa João XXIII afirmou:” agora mais do que nunca, certamente mais do que nos séculos passados, estamos empenhados em servir o homem enquanto tal, e não só os católicos. Não é o Evangelho que muda. Nós é que começamos a compreendê-lo melhor. Quem esteve, como eu estive, vinte anos no Oriente, oito na França, e pôde confrontar várias culturas e tradições, sabe que chegou o momento de reconhecer os sinais dos tempos, de colher deles a oportunidade e deitar o olhar para longe”. Hoje, a grande questão é espiritual, sim. E, só através da demanda espiritual, pela oração interior e pela prática exterior consequente, é possível alcançar o desiderato de uma religiosidade verdadeiramente divina. Deus, antes de qualquer escritura, faz-se manifestar a todos nós nos nossos corações. Foi assim em todos os tempos e assim sempre será, antes e de pois da vinda de Cristo. Hoje, a grande questão teológica a resolver é, do meu ponto de vista, essencialmente exegética: conduzir a interpretação simbólica do Novo Testamento tão longe quanto possível. E, com ela, destronar os falsos dogmas ainda subsistentes. Não vejo como isso seja possível sem um novo concílio. Que, de forma fraternal, simultâneamente doutrinária e pastoral, aprofunde o testamento espiritual de João XXIII e nos aproxime cada vez mais do franciscanismo do irmão Roger, da visão mística de Agostinho da Silva, e da humildade cristã de João Paulo I. O Concílio Vaticano III está já no futuro próximo. Neste momento, nós já estamos na sua antecâmara...


mais sobre mim
pesquisar
 
Março 2010
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6

7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro