O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 26 de Março de 2010

Domingo, 28 de Março, faz duzentos anos que nasceu Alexandre Herculano.

 

Parece que, oficialmente, nada será feito.

 

Estranho.

publicado por Theosfera às 10:09

De Maria da Paz a 27 de Março de 2010 às 11:15
Estranho, mesmo!
Maria da Paz

De António a 28 de Março de 2010 às 14:40
Fiz a minha escolaridade secundária no Liceu Alexandre Herculano, no Porto, do qual guardo boas memórias. E tenho pena que Herculano não seja evocado 200 anos após a sua morte. Foi um homem de grandes princípios éticos. Um dos 7.500 liberais que desembarcou na praia da Memória, em 8 /6/1832, comandados por D. Pedro IV, mais conhecidos por " Bravos do Mindelo". Herculano, insigne historiador, contestou a verdade histórica do suposto milagre de Ourique, onde, segundo alguns, Cristo teria aparecido a D. Afonso Henriques, a prometer-lhe a vitória sobre as tropas sarracenas. Essa lucidez intelectual mereceu-lhe veementes críticas do clero da altura, como se fosse possível conceber que Cristo tomasse partido numa guerra fratricida. Em " Eurico O Presbítero", Herculano aborda o percurso de um homem que se dedicou ao sacerdócio, não por vocação, mas como compensação de um amor irrealizado: ""Hermengarda, Hermengarda, eu amava-te muito! Adorava-te muito! Adorava-te só no santuário do meu coração."Eurico, enquanto sacerdote, esteve com o coração e o espírito voltados para a missão que abraçara, no intuito de curar-se de um amor impossível. O sacerdócio fizera-o, contudo, renascer e perceber os sentimentos sublimes que há no homem transformado pelo evangelho.
Não obstante, no seu "retiro" interior de poeta e espírito cristão, recorda: "...e a minha alma via passar diante de si esta geração vaidosa e má, que se crê grande e forte, porque sem horror derrama em lutas civis o sangue de seus irmãos"
Desiludido pela degradação da vida pública, em contraste com os valores que defendera, chegou a exclamar: " Isto dá vontade de morrer! " O pântano, que tanto desgostara Herculano, permanece. Desde a política à teologia, as utopias são substituídas pela hipocrisia e pela falta de humildade. Pela perversão dos princípios que Cristo tanto apregoou. Por uma lealdade corporativa em detrimento da fidelidade a Deus. Mas os ideais só se enterram quando um homem desiste de lutar. E Deus, embora soterrado e a falar baixinho, permanecerá sempre Eterno e Espírito de Verdade…




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