O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Neste dia de S. José, é pertinente reflectir, maduramente, sobre o drama por que passou.

 

O Evangelho aponta-o como homem justo.

 

Título apropriado, sem dúvida, para quem pôs a justiça acima da lei.

 

Não sei se já pensamos alguma vez no seguinte. Se José seguisse, de forma estrita, os ditames da lei, Jesus não teria nascido.

 

É que (como iremos ouvir no próximo Domingo) a lei preceituava que a mulher apanhada em adultério devia ser apedrejada até à morte.

 

É óbvio que Maria não praticou adultério. O que nela se passou foi obra do Espírito Santo.

 

Só que José não sabia. E o que ele via pouca margem dava para dúvidas.

 

Ainda não viviam em comum e Maria estava grávida. Um verdadeiro drama, o drama de José!

 

Aparece, aqui, o crédito da confiança. Embora não sabendo o que se tinha passado, José sabia que Maria era incapaz de o trair.

 

Dada, porém, a situação, estava disposto a fazer tudo em segredo, em afastar-se. Denunciá-la é que jamais.

 

As pessoas não são todas iguais. Ainda há quem seja diferente. E as aparências também iludem. Oh se iludem!

 

Foi nesta situação que Deus veio em seu auxílio. E também José ficou cônscio do que acontecera.

 

Nem sempre a justiça está na lei. A justiça é maior que a lei. Em caso de colisão, não há que hesitar.

 

Jesus viria a dizer: «Procurai, antes de mais, o Reino de Deus e a Sua justiça» (Mt 6, 33).

 

Jesus foi muito claro na primazia dada à justiça. Fê-lo com desassombro.

 

José também fez o mesmo. De um modo mais contido, quase imperceptível. Mas igualmente eficaz. E prodigamente coerente.

publicado por Theosfera às 19:23

De António a 19 de Março de 2010 às 19:59
Toda a Bíblica carece de interpretação exegética. E nem sempre é fácil discernir a linguagem literal da simbólica. Há quem interprete a Concepção Virginal de Maria em termos meramente metafóricos. Não é, contudo, a minha visão, embora respeite quem pense diferentemente. Esta temática levar-nos-ia muito longe. Maria não seria menos pura se tivesse concebido Jesus como todos os seres humanos o fazem. Não vejo a Concepção Virginal de Maria como um estigma contra a sexualidade humana. Deus não é preconceituoso contra a dimensão humana corporal que Ele próprios criou. Para mim, seria absolutamente irrelevante que a Concepção de Jesus tivesse ocorrido por meio biológico natural. A Sua Divindade em nada ficaria afectada por isso. Interpreto a Concepção Virginal de Maria como a demonstração dos Milagres que Deus é capaz de produzir. Mas toda a vida é já em si um Maravilhoso Milagre. Neste contexto, José foi um Homem Admirável. Estou certíssimo que Jesus de Nazaré olhava para o Seu Pai Terreno de forma tão amorosa como olhava para Sua Mãe Terrena A nenhum dos dois via como adoptivos em virtude de a Sua Concepção escapar ao mecanismo natural da procriação humana. Honremos Maria, sim, mas não a idolatremos como um ícone estilizado que ela certamente não queria ser. Maria de Nazaré envelheceu e morreu. Curvada ao peso dos anos e das suas rugas. José do mesmo modo. Hoje é Dia do Pai. De Deus, de todos os Pais do Amor e do Afecto. Que a S. José se faça também a merecidíssima Justiça. Foi tão santo, tão puro e tão justo quanto Maria...

De Mª Amélia a 20 de Março de 2010 às 00:48
Rvmo Sr Padre João António, ainda, relativamente ao Dia de S. José...permita-me...

Uma breve….Reflexão sobre o “Silêncio de Maria”
Foi duro o silêncio de Maria Santíssima. Ter algo a dizer e não poder fazê-lo, não porque não houvesse que dizer, mas porque jamais seria compreendida!

Por mais santo que S. José fosse, era o seu noivo.
Como iria compreender que a mulher com quem prometera casar-se estava grávida, mas não houvera traição? Não compreenderia, como não compreendeu.

E Maria não disse nada. Rezou e esperou...
Não foi um silêncio fácil, nem para Ela e nem para S.José. Agora, de longe, parece tudo muito santo e muito bonito. Lá, naqueles dias de silêncio, foi um tormento doloroso para os dois.

Para ele, porque tudo apontava para a infidelidade, por mais que amasse a Maria Santíssima e quisesse crer na pureza dela. E para Ela, porque, por mais que explicasse, não se faria compreendida. Os evangelhos deixam isso muito claro.

Glorioso S. José...guarda e protector da Sagrada Família...rogai por nós e pelas nossas famílias!



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