O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 14 de Março de 2010

O Profeta Gentileza ou José Agradecido foi figura marcante no Rio de Janeiro e em algumas cidades do Brasil por onde passou.

O nome Profeta Gentileza foi ganho porque vivia a pregar o amor, a paz e jamais dizia a palavra obrigado, pois obrigado vinha de obrigação e preferia dizer agradecido. Do mesmo modo, gostava de dizer por gentileza em vez de por favor.

José da Trino (nome de origem) era um empresário de transportes quando, no início da década de 60, um circo se incendiou em Niterói vitimando 400 pessoas dois dias antes do Natal.

 

Gentileza, naquele dia, disse ter ouvido uma voz interior que o mandava largar o capitalismo e todo o apego ao material.

 

O futuro profeta entra num dos seus camiões e parte para Niterói. Durante anos, fez das cinzas e das marcas do incêndio no chão uma plantação de flores.

 

Às pessoas levava mantimentos para distribuir, dizendo: «Quem quiser não precisa de pagar nada; é só pedir por gentileza, é só dizer agradecido».

Durante anos, Gentileza passa a pregar nas embarcações entre Rio de Janeiro e Niterói e deixa uma marca para sempre na cidade.

 

Gentileza pinta mensagens de paz, amor e gentileza nas pilastras do Viaduto do Caju, o lugar mais cinzento da cidade.

 

A avenida do cemitério até à Rodoviária fica com os seus dizeres marcantes pintados de preto, verde, amarelo num fundo branco.

 

As mensagens são pintadas no alto para serem lidas pelas pessoas mais humildes que passam.

 

Muitos estranham a forma singular da sua escrita e não a entendem até hoje, mas ele escrevia muitas palavras de forma diferente.

 

Exemplo: amor com apenas um R era amor material. Já Amorrr, com três R's, era um R do Pai, um R do Filho e um R do Espírito Santo.

 

Dizia: «Deus Pai é Gentileza que gera o Filho por Gentileza. Gentileza gera gentileza».

 

Por isso, um dos seus lemas rezava assim: «Gentileza é o remédio de todos os males, amor e liberdade».

 

Gentileza pintou as dezenas de pilastras da avenida e acabou por promover uma das maiores intervenções urbanas de arte na cidade do Rio de Janeiro.

Um certo dia, as autoridades mandaram cobrir tudo com tinta cinzenta.

 

Só aí então as pessoas ficaram surpreendidas com a reacção da sociedade, pois cada um pensava que só ele gostava de ler as mensagens de Gentileza.

 

Gentileza morreu em 1996 e o seu testemunho de bondade e mansidão nos mais pequenos gestos continua a perdurar na memória colectiva.

 

Marisa Monte dedicou-lhe uma composição.

publicado por Theosfera às 22:26

De António a 15 de Março de 2010 às 00:49
Não conhecia o Profeta Gentileza, mas Deus fala sempre por intermédio dos Seus Profetas.José Agradecido seria certamente um desses generosos arautos de Deus...


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