O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 11 de Março de 2010

«É impossível pensar sem risco».

Assim escreveu (pertinente e magnificamente) José Gil.

publicado por Theosfera às 10:37

De António a 11 de Março de 2010 às 22:25
"“Há uma coisa que teria que ser muito estudada: a importância da religião em Portugal. Porque tudo isto de que estamos a falar tem um nome clássico, "espiritualidade". Ora, o pequeno gozador não tem espiritualidade. A espiritualidade tem que nascer de um certo ascetismo. A maneira como em Portugal se vive a religião substitui muita coisa. Substitui até, talvez, a loucura pela filosofia. O que temos é a ocupação do espaço da espiritualidade pela religião. Ocupa demasiado espaço."

Referiu José Gil, na estupenda entrevista que hoje concedeu ao " Público".Por mim, sustento que não há verdadeira religião se não for espiritual. Infelizmente, campeia em Portugal uma falsa religiosidade desprovida de espiritualidade. Reza-se por pedidos de " intercessão" a Deus. Como se Deus precisasse que alguém intercedesse pelos Seus filhos. Teme-se a Deus e o seu suposto Inferno Perpétuo. Depois aparecem umas alminhas pretensamente caritativas que nos invectivam com obsessivas rezas de rosários, reiteradas práticas de penitência e de automortificação. E castigos gerais prometidos a pecados supostamente colectivos. Um horror de falsa religiosidade travestida de superstição. Se algum de nós contesta essa absurdez teológica, vêm logo os caceteiros do costume ecoar os altos berros das suas iconolatrias. Depois, os eruditos teologais vêm colocar a sua chancela homologatória na superstição reinante e dominante e o resultado está à vista: uma ritualística desprovida de espiritualidade não consegue casar-se com o verdadeiro sentido da religiosidade. É Deus que perde. Somos nós que assim nos perdemos de Deus…


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