O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 06 de Março de 2010

Fez , ontem, vinte anos e, desde há vinte anos, passou a ser o meu jornal.

 

Na altura, 5 de Março de 1990, estava em Lisboa e o jornal que costumava comprar (O Comércio do Porto), chegava um pouco tarde à capital.

 

Como também comprava o Expresso e uma vez que foi deste jornal que partiram os principais artífices do Público, passou a ser este o meu jornal.

 

Confesso que a fase em que o apreciei mais foi mesmo a primeira: no conteúdo e na forma. Era mesmo um jornal muito bonito, atraente, convidativo.

 

Compreendo (e admiro) a necessidade de não estagnar e o imperativo de mudar. Mas o que tem vindo a seguir não me consegue envolver tanto.

 

Já pensei várias vezes em mudar de jornal, embora também procure ler outros, mas, invariavelmente, mantenho-me fiel ao Público.

 

Admiro a independência, embora nem sempre me reveja nos ângulos de análise e nos posicionamentos.

 

Mas também é verdade que não temos de concordar para consumir. Às vezes, é díficil aceitar algumas coisas. Mas assumo que é impossível passar sem o Público.

 

Mesmo quando não há tempo para o ler ou mesmo quando o consulto na net, gosto de olhar para o lado e ver a edição de papel.

 

Um jornal acaba por ser um companheiro, mais que um informador.

 

Leio o Público da última para a primeira página.

 

Aprecio as opiniões de Campos e Cunha, José Pacheco Pereira e Vasco Pulido Valente, ainda que nem sempre me reveja no que escrevem. Mas escrevem muito bem e pensam ainda melhor.

 

Sinto a falta do olhar da semana de António Barreto, um homem moderado, capaz de leituras magistrais acerca do nosso quotidiano.

 

Nas edições que assinalam este vigésimo aniversário, permitia-me sublinhar a entrevista a Mário Soares e o ensaio de José Mattoso.

 

Este último é mesmo imperdível. É para ler e guardar. Por muitos anos.

 

 

 

publicado por Theosfera às 11:37

De António a 6 de Março de 2010 às 14:45
José Mattoso é um homem superior. Outro que daria um grande Presidente da República.E os seus ensaios são fruto, não só da sua profunda forma de sentir mas imenso da sua vocação contemplativa.Vasco Pulido Valente e José Pacheco Pereira são homens inteligentes. Mas Pulido Valente comporta-se vezes de mais como um carroceiro.Pacheco Pereira tem dias em que me convence. Mas grande parte do tempo, entrega-se a tessituras de jogos de palavras.Aprecio mais Miguel Sousa Tavares, apesar de também assumir, por vezes, teses estapafúrdias.Mas tem a fibra e o carácter do pai e a cultura da mãe...


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