O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

 

Sempre olhei para o ateísmo como o irmão gémeo, embora desavindo, da fé.
 
No fundo, o ateu é alguém que, desencantado com os crentes mas, ao mesmo tempo, incapaz de não crer, acaba por crer ao contrário. O ateu crê que Deus não existe.
 
Curiosamente, o descrente faz mais pela causa do ateísmo que o próprio ateu.
 
O descrente nada diz, não se preocupa. Aparenta até despreocupar-se com tudo o que respeita a Deus. No descrente, de facto, Deus não palpita.
 
Já num ateu, Deus está sempre a emergir. O ateu milita, protesta. E, deste modo, acaba por contribuir para que se mantenha presente (pelo menos, na linguagem) Aquele que diz estar ausente.
 
O alvo do ateu é Deus, mas o problema do ateu é, quase sempre, com os membros da Igreja. Deus é alvejado por arrastamento.
 
Isto levanta uma questão muito delicada. De quem é que Deus é mais vítima? De quem diz negá-Lo lá fora ou de quem, na prática, O obscurece cá dentro?
 
Uma coisa é certa. Preocupa-me menos quem assume ser ateu lá fora do que quem se comporta como ateu cá dentro.
publicado por Theosfera às 16:37

De António a 22 de Outubro de 2009 às 17:59
Os ateus têm razões muito fortes para descrerem. Basta olharem para as histórias das religiões para ficarem arrepiados com o muito de pérfido que se praticou, invocando o Sagrado Nome de Deus. E depois aqueles crentes, católicos ou cristãos que, em vez de aceitarem a justeza das críticas ao muito de errado que se fez em nome de Deus, tentam constantemente justificar o injustificável, mais acentuam o aumento do Ateísmo. Ontem, na TV, assiste a um debate muito interessante sobre a polémica Saramago. Falou um sacerdote ou frade muito simpático e afável, culto e inteligente. Mas que passou todo o tempo da entrevista a desviar-se do essencial.E o essencial é que, ou se aceita como de inspirações divinas as passagens censuráveis do Pentateuco, ou não.Saramago foi apoucado nessa entrevista, como de menor gabarito intelectual para fazer análises exegéticas à Bíblia. Eu achei espantosa a conduta dessa frade tão erudito, mas tão incapaz de reconhecer esta verdade elementar: qualquer criança vê que Saramago está cheiíssimo de razão...

De Anónimo a 23 de Outubro de 2009 às 00:05
Nada de réplicas e contra-argumentações, que em nada contribuirão para mudar a opinião que Saramago tem acerca de Deus e da Bíblia . A melhor atitude é o silêncio, porque a existência de Deus é cada vez mais óbvia, como dizia hoje na sua entrevista o grande escritor António Lobo Antunes, e como o afirmaram, noutras ocasiões, conceituados homens da ciência. Deus não se impõe a ninguém, e cada um é livre de acreditar ou não NELE. Contudo sabemos que Ele ama a todos, crentes e não crentes, de igual modo, senão vejamos o que Ele pediu ao Seu Pai: "Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem". É esta certeza do seu infinito Amor e Perdão que nos ajuda a compreender todos quantos o negam. Não obstante isso, eles continuam a ser nossos irmãos em Cristo. Leiamos com olhos límpidos e cristalinos os Evangelhos e logo nos apercebemos da verdadeira essência de Deus.

De Zeca Portuga a 23 de Outubro de 2009 às 22:37
As imbecilidades do Saramago são apenas markting, quiça recomendadas por algum editor.

Isso nada me espanta. O que é lamentável é que haja tanto internauta a alinhar com tais alarvidades.

A Biblia é um conjunto de livros de interpretação complicada. Desde logo porque as traduções induzem em erro, depois porque muita gente teima em tirar da Biblia algo que sirva para a desacreditar.

Será possivel que tais palermas não ouçam os catraios, de olhos fixos no LCD da playstation ou gameboy, gritar: "Morri!... não faz mal que ainda tenho mais duas vidas!..."
Se já ouviram, não se esqueçam de interpretar isto literalmente!

De Zé da Burra o Alentejano a 26 de Outubro de 2009 às 11:02
Ao Zeca Portugal - Sinceramente que não esperava ver tal comparação: então você compara a Bíblia com um Jogo de playstation? Não se apercebe que isso é chamar a ambos de uma brincadeira? A Bíblia não é nem nunca foi confundida com uma brincadeira pelos crentes. Para esses o que diz també poderá ser considerado de heresia. Se vivesse durante a inquisição você teria por certo muito mais cuidado, porque a fogueira também o poderia consumir a si....

De zeca-portuga a 26 de Outubro de 2009 às 18:34
Você deve estar a brincar.

A Inquisição era uma arma politica e não religiosa. Foi o poder civil que a levou em frente e que a usou.
Veja, por exemplo, o caso português - a Inquisição foi pedida por D, João III. Veja até as reticencias do papa em face dos abusos de Espanha.

Não faça como os imbecis que confundem Inquisição com Santo Oficio e vêem a Igreja onde ela não está.


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