O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 06 de Março de 2010

O discernimento é sempre a tarefa prioritária.

Nela, o mais importante não pode jamais ser trocado pelo mais urgente.

Haverá coisa mais urgente que o mais importante?

 

publicado por Theosfera às 00:00

De António a 6 de Março de 2010 às 01:19
O meu querido filho, quando era criança, fazia as habituais " asneiras" de menino. Quando eu lhe perguntava se achava correcto dar beliscões aos primos, ele dizia-me que não. Depois, indagava: " mas, se sabes que está errado, porque insistes ?". Ele respondia: " ó papá, eu sei que está errado, só que às vezes não consigo..." Nós, adultos, também somos muitas vezes, como as crianças: discernimos mas não conseguimos. Só que, para as crianças,o Reino de Deus está sempre presente, mesmo quando não conseguem observar o que está certo. Com efeito, alguém imagina alguma criança a definir dogmaticamente, depois de muito ponderar e discernir, que há um Deus bondoso que permite que alguns dos Seus filhos se auto-condenem a um eterno braseiro de chamas ardentes ? Isto de " discernimento" dos adultos tem muito que se lhe diga...

De Mª Amélia a 6 de Março de 2010 às 16:59
Por estranho que lhe pareça, caro António, uma criança tem, (sempre) um maior discernimento do que nós, adultos…e mais, digo-lhe que elas possuem um senso de justiça…muito apurado, a ponto de até, por vezes serem quase cruéis!

Sou professora…por isso tenho alguma legitimidade para lhe afirmar que é muito mais fácil educar uma criança do que consertar um adulto!

Falar para as crianças sobre Jesus e a Virgem Maria…torna-se
encantador, imensamente gratificante, pois elas são tão puras e receptivas…aceitam de tal forma o transcendente…a ponto de não oferecerem qualquer tipo de resistência!
Por isso Jesus tanto amou as crianças! “Deixai vir a Mim as Criancinhas pois é delas é o Reino dos Céus…”

Veja a nossa responsabilidade…perante o que ensinamos às nossas crianças! Os valores que lhes transmitimos…Como é que nós não vemos…(nem discernimos) que é, precisamente por causa de terem tirado Deus das Escolas…que acontecem os “Bullyings…e temos vítimas como os “Leandros “ da vida?

Uma criança, querido António pode não saber definir um Dogma…porque exige alguma maturidade, assim como…a necessidade em adquirir o conceito da palavra!

Mas ela (criança) sabe perfeitamente que Jesus é Misericordioso e Justo…e que, para perdoar…exige o nosso arrependimento sincero…que pressupõe o propósito de emenda…e que só nos perdoa, na medida em que nós perdoamos ao nosso próximo…

Cordialmente em Cristo!
Mª Amélia!


De Nova Evangelização Católica a 7 de Março de 2010 às 03:23
* * *
Querida irmã Maria Amélia, só mais uma coisinha (que anteriormente me falhou), se me permite:
Estou também, como não podia deixar de ser, de inteiro acordo consigo, quando diz (até por experiência própria como Professora, para além de certamente como Mãe):
«Por estranho que lhe pareça, caro António, uma criança tem (sempre) um maior discernimento do que nós, adultos… e mais, digo-lhe que elas possuem um senso de justiça… muito apurado, ao ponto de até, por vezes, serem quase cruéis!»...

Assim mesmo é, de facto, pois isso mesmo faz parte íntima do seu carácter etário e biológico, da sua idiossincrasia infantil, da sua espiritualidade directa e límpida, tal como Deus a criou, desde o preciso momento da concepção (no ventre materno), tal como Adão e Eva eram antes de terem cometido o pecado original, de (quase) total felicidade no Paraíso terrestre.
E só não o reconhece quem é ignorante na matéria, rebelde ou mal intencionado.

Efectivamente, uma criança é, por natureza, muito mais espontânea e sincera, sensível e justa, que um adulto, em geral, de contrário nunca Jesus teria dito: «Deixai vir a mim as criancinhas!», como também: «Delas é o Reino do Céu», e mais ainda: «Quem não se fizer [bom e puro] como esta criança [entre todas as demais], não poderá entrar no Reino do Céu»...

Ou seja, em suma: Uma criança tem, realmente, bastante mais 'discernimento' do que um adulto, nomeadamente nesse sentido que já referi (e que é sem dúvida o mais importante); isto é, em simplicidade, coerência, sentido de justiça, de observação (sobretudo moral e espiritual), candura, pureza (em todos os aspectos), modéstia, prudência, reconhecimento, obediência, etc...

Por essas e por outras, tenho imensas saudades do tempo em que também fui criança, absolutamente (entre os demais cinco irmãos), para além de haver tido, ainda, muito mais imaginação, melhores ideais, enfim, muita inocência e bastante melhor 'perfomance' em geral, quase totalmente feliz, graças a Deus!

Enfim, pesados devidamente todos os prós e contras, preferia, indubitavelmente, ter continuado a ser criança (a pensar e a agir como criança, com o que elas têm de melhor), pela vida fora (se fosse possível), do que a ser agora 'adultíssimo', com todos os defeitos e manias que entretanto adquiri, por força das circunstâncias, e também por defeito próprio, reconheço humildemente.

Resumindo e concluindo:
Jesus tinha mil por cento de razão (pelo menos), quando disse e declarou tudo isso a favor das criancinhas e, consequentemente, a favor de quem se fizer como elas (simples e puro, etc), por Amor de Deus, ou seja, absolutamente: para a maior Honra e Glória de Deus e, logo, pela Salvação das almas (de todas, e não apenas da própria), incluindo as almas dos eventuais inimigos (por mais negras que sejam), tal como fez o Divino Mestre...

O pai de todos os pecados e vícios é, precisamente, a SOBERBA - perante o qual adquire-se todos os demais, tal como aconteceu com Lúcifer e os demais ex-anjos decaídos, e também com Adão e Eva, etc.
E as criancinhas são precisamente o antónimo da soberba e de todos os demais defeitos correlativos.
Não foi por acaso que Deus, através da Santíssima Virgem Maria, não hesitou em mostrar, em (quase) todo o seu horror e monstruosidade, o INFERNO ETERNO, os demónios e os réprobos, aos três humildes Pastorinhos e Videntes de Fátima, e por eles a todos nós, indirectamente...

Ai de quem não acreditar, sincera e humildemente, na sua real existência (do Inferno), essencialmente por soberba, arrogância e presunção (julgando-se igual ou superior a Deus!), pois então já estará previamente autocondenado (a menos que haja um milagre de verdadeira conversão e emenda de vida), como aliás tem sido referido em várias revelações particulares reconhecidas pela Igreja Católica, no sentido em que a maioria dos condenados foi-o precisamente por ter deixado de acreditar no facto da sua existência (para além de tudo o mais que veio depois ou simultaneamente), insofismavelmente, como alias o Senhor Jesus revelou e declarou inúmeras vezes, Ele mesmo que jamais pode exagerar, brincar com coisas sérias e muito menos ainda mentir, pois Ele é, absolutamente, «o Caminho, a Verdade e a Vida»!

Cordial e respeitosamente, em Jesus e Maria,
J. Mariano

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