O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 10 de Novembro de 2013

Não será a altura (nem o espaço) de entrar em grandes dissertações.

Mas sempre achei que existiam notórias «nuances» entre comunalismo, comunismo e cunhalismo.

À partida, parecerão sinónimos, mas para mim há precisões a fazer.

No dia do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, sobram os estudos e multiplicam-se as homenagens.

Não me vou pronunciar. Só queria evocar um facto que sempre me marcou: por ser o dia do centenário e por ser Domingo.

Dizem que, logo a seguir à revolução, houve um comício numa manhã de Domingo numa determinada localidade do interior.

À chegada, o líder terá perguntado pela hora da Missa.

Espantados, os circunstantes alegaram que não era suposto um comunista ter tal preocupação. Ao que Cunhal terá respondido dizendo que, para ele, o respeito era sagrado. Não queria sobreposições.

O comício e a Missa podiam coexistir, sim. Em horas diferentes!

publicado por Theosfera às 08:57

De Anónimo a 10 de Novembro de 2013 às 19:30
Álvaro Cunhal foi um homem ideologicamente sectário, mas um dos políticos portugueses mais intelectualmente brilhantes e coerentes. E não consta que tenha tido quaisquer intenções carreiristas de pendor materialista, como muitos outros políticos, que saltam de ministros para lugares do estado imensamente bem remunerados. Ele preconizou a crise do capitalismo financeiro ,antes do surgimento da recessão mundial de 2008 e, infelizmente, a sua análise sagaz estava plenamente certa.

De Evágrio Pôntico a 11 de Novembro de 2013 às 12:11
Álvaro Cunhal trouxe a divisão e a inimizade aos Portugueses, através de um discurso, assente num marxismo dogmático.

O "grande" contributo de Cunhal foi envenenar as relações entre as pessoas. Foi tão "grande" o contributo que, desde então, operou-se uma profunda clivagem na sociedade portuguesa, clivagem que, infelizmente, ainda hoje permanece !

O seu objectivo era sovietizar o nosso País, instalando os princípios comunistas e entregando o País aos seus mentores, os camaradas da URSS...

De Anónimo a 12 de Novembro de 2013 às 14:30
Álvaro Cunhal não conseguiu sovietizar o nosso país, é um facto. Mas os sucessivos desgovernos do PS, PSD e CDS já conseguiram destruir o nosso país e entregá-lo à voracidade dos mercados financeiros especulativos. Quanto aos princípios comunistas, não tenho nada a opor, desde que a sua defesa seja feita por forma absolutamente democrática e através do voto popular. Os essénios também fundaram uma forma comunista de se organizarem, com a partilha total dos bens, e não consta que fossem espiritualmente inferiores. O mesmo digo do comunismo real de S. Francisco de Assis e seus seguidores. Também não consta que tivessem sido sovietizados por Álvaro Cunhal.


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