O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 03 de Março de 2010

O Evangelho nunca é pontual. É sempre referencial.

 

Nunca se circunscreve a um momento. Reporta-se a todos os tempos.

 

O texto que nos aparece na Missa deste dia aponta-nos uma tensão que, dois mil anos depois, ainda não está resolvida: entre o poder e o serviço.

 

Trata-se de uma tensão entre Cristo e a Igreja ou, para ser mais preciso, entre a Cabeça e o Resto do Corpo.

 

Os discípulos (origem da Igreja) pensam no poder. Jesus pensa (apenas e sempre) no serviço.

 

O mais intrigante é que nem a proximidade com Jesus imuniza completamente em relação à tentação do poder.

 

Os discípulos estavam próximos de Jesus e, ao mesmo tempo, tão distantes d'Ele no que toca às atitudes.

 

Jesus é muito claro. Ele não veio para distribuir poder, mas para convidar ao serviço.

 

Ele, o Filho do Homem, não veio para ser servido. Veio para servir. Veio para dar a vida por todos.

 

Eis o verbo que Jesus, o Mestre, nos ensina a conjugar mais com a vida do que com os lábios: o verbo dar.

 

Será que já aprendemos? Será que estamos dispostos a aprender?

 

A Igreja é de Jesus. Ela só pode ser a casa do amor de Jesus.

 

 

publicado por Theosfera às 11:19

De Novíssimos do Homem a 4 de Março de 2010 às 03:40
Caros Irmãos em Jesus Nosso Senhor

Há dois conceitos, que li recentemente neste blogue, produzidos pelo senhor Padre João António, que me parecem dever ser implementados, tanto quanto possível:

1. «Ele, o Filho do Homem, não veio para ser servido. Veio para servir. Veio para dar a vida por todos»...

a) É um facto mais que evidente, e só não o vê, ou não o interpreta correctamente, quem não quer, isto é, quem é ou gosta de ser cego espiritualmente.

b) De facto, Jesus Cristo, ao dignar-Se encarnar apenas «para servir» (e jamais para ser servido), quis dizer fundamentalmente que:
Não veio propriamente, ou de modo nenhum, para colaborar na paz e na felicidade deste mundo, em relação a quem quer que fosse - e portanto nunca a favor de qualquer tipo de materialismo ou hedonismo, prazer ou vaidade, vício ou paixão -, assim como (ao contrário do que aspiravam os 'zelotas' e os partidários de Barrabás, por exemplo) não veio "para servir" os que consideravam o poder político e social como sendo o mais importante e prioritário, contra o jugo de Roma; nem tão-pouco - saliente-se - "para servir" os pobres de bens materiais, os doentes e os marginalizados da sociedade (civil e política), embora reconheçamos que Ele mesmo tivesse um especial carinho e atenção por todos estes, como é natural, sobretudo pelo simples facto desses mesmos, em geral, encontrarem-se mais próximos do Reino de Deus, sobretudo em relação à sua simplicidade, paciência, humildade, abnegação e piedade, como aliás declarou-o, magnificamente, nas Bem-aventuranças do Sermão da montanha.

c) O Filho de Deus veio - isto é, encarnou nas puríssimas entranhas da Santíssima Virgem Maria - apenas, ou essencialmente, para os pobres de bens espirituais, para converter e resgatar os pecadores em geral (pobres e ricos de bens materiais), a fim de a todos eles - aos que realmente «crerem e forem baptizados» - salvar eternamente, e jamais neste mundo de necessária e obrigatória provação e purificação, por mais que sofressem física e psiquicamente, por mais adversidades e tribulações que enfrentassem, até ao limite de darem a própria vida corporal e temporal, se para tanto fosse necessário, como aliás o próprio Senhor Jesus, o Mestre Divino, deu esse mesmo excelente exemplo, e de que maneira!
E, tal como Jesus Cristo, tantos milhares de Mártires Cristãos, a maioria deles já devidamente beatificados e/ou canonizados, pois «o discípulo não é mais que o Mestre».

d) Enganam-se, pois, rotundamente, os que pensam e agem como se o homem estivesse sempre antes de Deus, em principal ou primeiro lugar (como se o Criador fosse apenas a imagem da criatura!), sobretudo quando o homem se encontra deveras necessitado de bens corporais e/ou materiais, embora ainda mais de bens espirituais e sobrenaturais, pensando que para curar as chagas espirituais é necessário tratar primeiro as chagas corporais, e jamais ao contrário; ou, alternativamente (o que vai dar ao mesmo), que só se deve amar a Deus através do homem, e não ao homem através de Deus; apesar de ser esta a consequência directa e natural do único e verdadeiro Amor de Deus, como fazem ou tentam fazer, por exemplo, os religiosos contemplativos, como fizeram, aliás, todos os Santos cristãos e católicos.

e) Vejamos, por exemplo, as Tentações de Jesus no deserto (todas elas), que provam à evidência os supremos bens espirituais e eternos estarem sempre imensamente acima de todos os bens materiais e efémeros.
Vejamos, por exemplo, quando Jesus disse que não veio «trazer a paz à terra, mas a espada»; ou seja, a luta constante, fiel e persistente, unicamente a favor da única Verdade e Justiça de Deus, e não dos homens, sem qualquer tipo de tibieza, cobardia ou hipocrisia.
Vejamos, finalmente, quando Jesus nos aconselhou a travar o «bom combate» a todo custo, contra todo e qualquer mal deste mundo, contra os três principais inimigos da alma (o mundo, o Demónio e a carne); isto é, exclusivamente a favor a Sua Lei, da Sua Doutrina, e nada mais.

2. «A diversidade não atenta contra a unidade. Mas temos de ter presente aquilo em que a unidade tem de prevalecer a todo o custo»...

(Continua brevemente)

Atenciosa, dedicada e respeitosamente, por Deus Nosso Senhor e pela Virgem Maria, Sua e nossa Mãe,

José Avlis

De António a 4 de Março de 2010 às 19:58
Frases feitas e discursos monocórdicos não conseguem revelar o Deus que a todos fala ao coração...

De Mª Amélia a 5 de Março de 2010 às 01:19
Meu querido irmão, em Cristo, José Avlis...permita-me que acrescente algo ao seu belíssimo post:

Em suas instituições, em sua doutrina, em suas leis, em sua unidade, em sua universalidade, em sua insuperável catolicidade, a Igreja é um verdadeiro espelho no qual se reflecte o nosso Divino Salvador.

Mais ainda, Ela é o próprio Corpo Místico de Cristo. Ferido muitas vezes...e perseguido, à semelhança do Mestre...

E nós, todos nós, temos a graça de pertencer à Igreja, de sermos pedras vivas da Igreja!
Como devemos agradecer este favor?! Não nos esqueçamos, porém, de que “noblesse oblige”. Pertencer à Igreja é coisa muito alta e muito árdua.

Devemos pensar com a Igreja, sentir com a Igreja, agir com a Igreja e sofrer com a Igreja, em todas as circunstâncias da nossa vida.
Isto supõe um senso católico real, uma pureza de costumes autêntica e completa, uma piedade profunda e sincera. Em outros termos, supõe o sacrifício de uma existência inteira.

E qual é o prémio? "Christianus alter Christus". Eu serei...nós seremos, de modo exímio uma reprodução do próprio Cristo. A semelhança de Cristo se imprimirá, viva e sagrada, em minha própria alma, de um modo muito mais perfeito do que no Véu de Verónica.

Ah, Senhor, se é grande a graça concedida à Verónica, quanto maior é o favor que a mim me prometeis!
Peço-Vos força e resolução para, por meio de uma fidelidade a toda prova, verdadeiramente o alcançar e merecer.
Obrigada a todos! Cordialmente em Cristo!
Mª Amélia!

De Novíssimos do Homem a 5 de Março de 2010 às 22:21
Caros Irmãos em Cristo Nosso Senhor

(Segunda parte do comentário anterior, de 4/3/2010)

2. «A diversidade não atenta contra a unidade. Mas temos de ter presente aquilo em que a unidade tem de prevalecer a todo o custo» (Pe. João António)

a) A diversidade não atenta contra a unidade (na Igreja Católica), desde que seja positiva, bem intencionada, fiel e sincera, como que uma nova e brilhante face da mesma verdade.
De contrário atenta, e de que maneira, chegando mesmo, se não a matar a unidade, pelo menos a enfraquecê-la sobremaneira.
Veja-se, por exemplo, o que acontece a tantos 'cristãos', e sobretudo a vários 'teólogos', assumidamente dissidentes, rebeldes, relativistas, que provocam tanta confusão e escândalo, gabando-se até mesmo de serem excomungados, a pretexto de que a razão está apenas ou essencialmente do lado deles, e não do Magistério da Igreja, assim como da Hierarquia em geral, designadamente a mais conservadora (no bom sentido), em plena comunhão com o Santo Padre, embora esta pareça ser, lamentavelmente, cada vez menos e mais dividida.

b) Infeliz e tragicamente, a maioria do clero e dos religiosos já não tem total respeito e obediência ao supremo Chefe da Igreja na Terra, pelo que cada vez o contestam mais, assim como os seus ensinamentos e doutrina.
Já não acreditam sequer na sua Infalibilidade Pontifícia ('in cathedra'), como dogma que é, assim como em vários outros dogmas católicos, nomeadamente o da real existência do Inferno e dos demónios, assim como em quase todos os Dogmas Marianos, e parcialmente (ou mesmo totalmente) no da Sagrada Eucaristia, cuja presença de Cristo consideram quase sempre de modo simbólico ou meramente espiritual, como fazem os protestantes (e portanto já não de modo real nem sacramental)!

c) Por outro lado, a maior parte dos padres e teólogos, apesar de serem dissidentes e relativistas, pelo menos, continuam a ensinar e a formar nos seminários de preparação e selecção para o sacerdócio, o que é extremamente péssimo e escandaloso, com todas as consequências adversas, perversas e maléficas, porque a maioria dos reitores e directores já têm também essa tendência rebelde, relativamente sacrílega e herética!
Tal como, aliás, acontece nas universidades católicas, nos colégios particulares, na disciplina de EMRC, e na catequese em geral, em que o ensino moral e religioso, cristão e católico, deixa de facto muito a desejar, sendo por vezes ignorados ou deturpados, por ignorância, negligência ou má-fé, com a tolerância ou, até mesmo, em certos casos, com a cumplicidade do pároco, do padre responsável, ou até mesmo do bispo!

d) Todavia, como «temos de ter presente aquilo em que a unidade tem de prevalecer a todo o custo»... o que é que os altos responsáveis eclesiásticos propõem fazer urgentemente, radical e eficazmente, sobretudo no plano espiritual, a fim de pôr termo, de uma vez por todas, a tantos e tantos abusos, a tantos disparates, a tantos sacrilégios e a bastantes heresias, que tanto prejudicam e arruínam a Igreja de Cristo?
Já há tantos anos que falam nisso mesmo (mormente a partir do malogrado Concílio Vaticano II), fazendo vários projectos, alguns deles megalómanos, inadequados ou frustrados, e nada, tudo na mesma ou pior ainda, apesar do Santo Padre já ter apontado várias vezes as boas e eficazes soluções, erradicando as nocivas e medíocres, tendo chamado insistentemente a atenção e colaboração dos bispos e padres nesse mesmo sentido, com a indiferença ou negligência de quase todos!

e) Se os Santos são constituídos nosso s idóneos modelos de perfeição e santidade, tal como Jesus Cristo tanto pediu a toda a humanidade, por que será que quase ninguém os imita, ou nem sequer os cita com mais frequência, pelo menos, como excelentes modelos a serem devidamente imitados e seguidos?
Porque será, enfim, que tantos católicos, religiosos e sacerdotes, e até mesmo alguns bispos, preferem citar e aconselhar teólogos dissidentes e rebeldes, escritores e filósofos profanos, que nada tendo a ver com a espiritualidade, com a perfeição e a santidade, são geralmente ateus ou agnósticos, pensadores levianos e libertinos, tantas vezes heréticos e anticristãos?!

(Conclui a seguir)

J.A.

De Novíssimos do Homem a 5 de Março de 2010 às 22:31

Caros Irmãos em Cristo Nosso Senhor

(Conclusão)

f) Bons amigos e caros irmãos Maria Amélia e Egrário Póntico, para além do senhor Pe. João Teixeira, solicito-vos, veementemente (por amor de Deus e da salvação das almas), que lutemos, zelosa e arduamente, tanto quanto possível e sempre que oportuno, contra todos os tipos de relativismo, heresia, laxismo, rebeldia, etc, venham de quem vier, doam a quem doer, não mostrando assim o mínimo receio ou indiferença, a menor tolerância ou discriminação, por mais que isso nos custe, e a nossa recompensa será imensa, já neste mundo, mas sobretudo na Eternidade, como estás escrito.
Mesmo que os infiéis, justamente visados com a correcção fraterna, nos insultem ou difamem, classificando-nos de retrógrados, tradicionalistas, inquisidores, fundamentalistas, etc., como infelizmente já tem acontecido neste blogue, com a indiferença ou omissão de quase todos.

g) E, como S. Gregório de Niza, digamos e façamos disso mesmo um lema sagrado, dizendo e agindo em conformidade:
«Que nunca mais nos encontremos divididos por divergência alguma, no discernimento das [nobres] opções a tomar, mas, pelo contrário, sejamos um só coração e uma só alma, procurando, acima de tudo, a união com Aquele único e sumo Bem».
E conclui pertinentemente o senhor Pe. João António: «Sem unidade nas opções fundamentais, nenhum corpo consegue crescer, nenhuma mensagem consegue passar, nenhum projecto consegue convencer».

h) Rezemos, rezemos muito e façamos penitência, como tanto nos recomendou Nossa Senhora de Fátima, assim como em várias outras Aparições marianas e diversas revelações reconhecidas pela Santa Igreja, nomeadamente através da beatificação e canonização dos respectivos santos ou bem-aventurados, «porque vão muitas almas para o Inferno por não terem quem peça e se sacrifique opor elas»!
E se nós não rezarmos bastante, abdicando dos prazeres e vaidades, dos nosso vícios e defeitos, pela conversão dos grandes e escandalosos pecadores, assim como por nós mesmos, podermos um dia vir a ser como eles, caso nos falte a Graça de Deus.

Cordiais saudações cristãs e fraternais para todos, em especial para os amigos, em Jesus e Maria.
José Avlis

De António a 6 de Março de 2010 às 01:30
Um dia perguntaram a Eugénio de Andrade, poeta já famoso, se tinha ainda alguma ambição na poesia, e ele respondeu afirmativamente. Dizendo que gostaria de poder " desadjectivar" ao máximo os seus escritos. Beethoven, no final do seu percurso musical, também andou à procura da música dos grandes espaços, soletrada no menor número de notas. Buda igualmente procurou eliminar todos os preconceitos e falsos conceitos. E, por isso, fez silêncio sob a árvore Boddhi. Cristo também se retirava muitas vezes para o deserto: devia estar farto do barulho ensurdecedor dos discursos repetitivos dos fariseus. Mas estes não Lhe perdoaram e inventaram a vilania da " Santa Inquisição"...


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