O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 02 de Março de 2010

 

Há, hoje em dia, uma tendência para reduzir o amor ao sexo. Parece que sem sexo não há amor.
 
É o que se escreve amiúde e o que se diz com frequência.
 
Confunde-se amor com mera atracção.
 
Não é que o amor não possa incluir a atracção, mas circunscrever o amor à atracção é pouco, é pobre. Isso implica, em último caso, que, quando acaba a atracção, acaba o amor.
 
Nada mais enganador, nada mais perigoso.
 
Só que, como se isto não bastasse, não falta quem separe o sexo do amor.
 
Há quem diga ter sexo sem que sinta qualquer espécie de amor.
 
E já há mesmo quem não se coíba de falar de profissionais do sexo, de indústria do sexo!!
 
Mas se há sexo sem amor, é bom que se tenha presente que também pode haver amor sem sexo.
 
Não se trata de desvalorizar o sexo. O sexo, como linguagem do amor, nem sequer está excluído por Deus.
 
No amor abençoado e tornado sacramento, ele celebra a união entre o homem e a mulher e abre-se à geração de novas vidas.
 
Não é, contudo, a única via. O amor não despreza o sexo, mas pode acontecer sem sexo.
 
Pode-se amar sem sexo.
 
A doação ao próximo, a dádiva desinteressada, o esquecimento de si são formas de viver o amor sem passar pelo sexo.
 
O sexo pretende possuir o outro. O amor visa sobretudo entregar-se pelo outro.
 
Há tanta gente que ama o próximo sem manter sexo com ninguém.
 
Eu sei que, na sociedade (sexólatra?) actual, é difícil aceitar isto. Mas podem acreditar que é possível.
 
Querem uma prova bem palpável de que é possível amar sem sexo?
 
O amor de uma mãe pelo seu filho. O amor de Deus por nós...
publicado por Theosfera às 10:04

De Mª Amélia a 2 de Março de 2010 às 23:10
Estimado António, iniciar um debate sobre a Virgindade de Maria Santíssima…é um assunto demasiado complexo para ser apresentado neste local!
Até porque um Dogma...deixa de ser controverso...isto é...para quem aceita a Igreja Católica!...Temos uma Igreja que é o Fiel Depósito da Fé! Senão estaríamos todos divididos...cada qual com a sua opinião!
Contudo:
A virgindade física de Maria é o sinal da sua total entrega de espírito a Deus. Sem essa entrega interior, a virgindade biológica não teria sentido para Maria!
Não me é nada difícil entender que Deus tenha poder de manter Sua Santa Mãe sempre Virgem…e não tem nada a ver com "desvirtuar a sexualidade"
"Maria é virgem após o parto".
É neste ponto que aparece a controvérsia dos “irmãos de Jesus”. Conforme Marcos 6,3 e Mateus 13,55-56, os “irmãos de Jesus” seriam Tiago, José, Judas e Simão, além de “irmãs” anónimas. Vejamos:
“Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito.” (Marcos 6,3)
Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não vivem todas entre nós? Donde lhe vem, pois, tudo isso? (Mateus 13,55-56)
Como se explica isso?? Será possível Nossa Senhora ter assim tantos filhos?! Acha mesmo, caro António?
Realmente...a exegese bíblica não é fácil...Porém há verdadeiros peritos...já encontrei imensas respostas para esta questão, confirmando a perpétua Virgindade de Maria Santíssima...não consigo é colocá-las todas aqui! Sinceramente não imagino onde iríamos parar?!...
Uma coisa é certa...continuo a acreditar no Dogma, anteriormente referido. Assim como continuo a achar que a entrega total a Deus pode, passar por um voto de Castidade! Porque não?!
Cordialmente em Cristo! Mª Amélia!

De António a 3 de Março de 2010 às 01:11
Estimada Maria Amélia: mais uma vez grato pela oportunidade do diálogo amigo, partindo de visões diferentes. Não penso que haja locais especiais para o debate de qualquer questão, incluindo as teológicas. Sobre esta matéria, temos interpretações diferentes. A Virgindade Perpétua de Maria, para mim, não faz o menor sentido depois da Encarnação de Deus estar observada em Jesus de Nazaré. Com ele, o Projecto Divino estava realizado em Maria. E não haveria nenhuma razão plausível para Maria e José não viverem matrimonialmente como esposos humanos que também foram. As passagens que cita só vêm, na minha perspectiva, corroborar a tese de que Jesus teve irmãos, filhos de Maria e José. E não vejo qualquer motivo para não serem os "assim tantos" que refere. Não seria normal, na época de Cristo, a abundância de proles ? Por outro lado, se a expressão " irmãos" quisesse significar " primos" ( e essa falsa questão, do ponto de vista, etimológico, já foi desmontada, por peritos de interpretação linguística, que asseveram que o sentido correcto é de "irmãos" e não de "primos") , não se entenderia esta passagem do Evangelho:

“E vieram à casa; e concorreu de novo tanta gente, que nem mesmo podiam tomar o alimento. — E quando isto ouviram os seus, saíram para o prender; porque diziam: Ele está furioso. E chegaram sua mãe e seus irmãos, e ficando da parte de fora, o mandaram chamar. — Estava sentado à roda de um acrescido número de gente, e lhe disseram: Olha que tua mãe e teus irmãos te buscam aí fora.— E ele respondeu, dizendo: Quem é minha, e quem são meus irmãos? — E olhando para os que estavam sentados à roda de si: Eis aqui, lhes disse, minha mãe e meus irmãos. Porque o que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã e minha mãe. (Marcos, III: 20-21 e 31-35 – Mateus, XII: 46-50)."

Esta passagem mostra claramente, sem margem para dúvidas, que Cristo estava a referir-se aos seus irmãos, não a seus eventuais primos, pois, se assim não fosse, a referida passagem ficaria ininteligível e absurda. Acresce que Cristo e João Baptista eram primos. E não há nenhuma passagem dos Evangelhos que se refira a João Baptista como " irmão do Senhor", ao invés do que, por exemplo, sucede com Tiago. Portanto, para muitos cristãos, como eu, a leitura dos Evangelhos aponta noutras direcções interpretativas, arredias das dogmaticamente instituídas, em relação à Virgindade Perpétua de Maria, não sendo logicamente possível, nesta matéria, ultrapassar o razoável sentido da letra dos textos evangélicos...


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