O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 01 de Março de 2010

Desde Moltmann e Metz (no fundo, desde sempre), fica claro que não há teologia (nem acção eclesial) que seja apolítica.

 

 

A intervenção do crente tem sempre implicações políticas: ou directa ou indirectamente. Quem assume essas implicações revela de que lado está. Quem não assume é conivente com aquilo que acontece.

 

 

Concretizando, alguém que denuncie as injustiças sociais pode ser facilmente apodado de vanguardista, comunista, revolucionário. Mas alguém que, para não receber tal acusação, se cale acaba por tomar também uma opção: pelos que praticam a injustiça.

 

 

Neste caso, o silêncio é pouco edificante. A Igreja não pode ser imparcial. Não deverá, como é óbvio, tomar partido por partidos. Ela tomará sempre partido por pessoas, por ideais, por causas, por valores.

 

 

Se ela não o fizesse não seria isenta. Estaria a tomar partido por quem explora, por quem agride. Quem cala consente. Poderá um cristão consentir a exploração, a injustiça?

 

 

A clareza é sempre importante. As pessoas têm o direito de saber de que lado estamos. Nós temos o dever de as não defraudar. Cristo foi sempre claro. «Que as vossas palavras sejam sim, sim, não, não» (Mt 5, 37).

publicado por Theosfera às 10:29

De António a 1 de Março de 2010 às 18:08
A Igreja não deve ter, toda a gente concordará, um posicionamento político-partidário definido. Mas deve evocar os seus princípios éticos, com clareza e sem tibieza.Deve também ter uma Doutrina Social inequívoca. Se olharmos para todas as encíclicas papais, em matéria de valores económico- sociais, veremos que a Igreja Católica tem posições reiteradamente políticas. E nem podia deixar de ser assim. A Igreja insere-se num mundo concreto de pessoas reais. E de flagrantes injustiças sociais. E, no universo católico e cristão, coexistem as mais diversas correntes politico- partidárias.Não há mal nenhum nisso, desde que nos saibamos respeitar reciprocamente.E tentemos sempre encontrar o maior denominador comum que nos une.Por mim, vejo Cristo como intrinsecamente vanguardista e revolucionário. Vanguardista, porque estava divinalmente avançado em relação à mentalidade imperante, na época histórica em que humanamente viveu.Revolucionário, porque nos veio interpelar para mudanças interiores e de comportamento radicalmente rápidas. Cristo reformista não existe. Cristo imparcial não existe.Cristo foi sempre muito límpido nas Suas opções.Hoje, se andasse a falar ao mundo, em alma e corpo, não tenho a menor dúvida de que seria tratado como um " perigoso revolucionário"...

De Theosfera a 1 de Março de 2010 às 19:30
Subscrevo inteiramente, bom Amigo. Deus o abençoe.
João António
padre


mais sobre mim
pesquisar
 
Março 2010
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6

7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro