Não é só de dinheiro que temos carência.
Há bens muito mais importantes que estão em débito. A vergonha, por exemplo.
Muita vergonha inibe. Mas a falta de vergonha assusta.
George Bernard Shaw achava que «um homem é tanto mais respeitável quanto mais numerosas são as coisas das quais se envergonha».
De facto, era bom que a vergonha surgisse não apenas depois de certas acções, mas também antes de certos actos.
Que, no mínimo, haja vergonha da desvergonha.
A vergonha não ajudará a fazer muito de bom. Mas, pelo menos, impede que se faça muito de mau.

